Dor crônica no pescoço pode piorar com a idade e revelar problemas emocionais



Responsável por sustentar o peso de seis quilos da cabeça e realizar mais de 600 movimentos diários, a coluna cervical, localizada na região do pescoço, é vítima de queixas constantes de dor e incômodo. A cervicalgia, como é identificada pelos especialistas, é sintoma de um problema que pode atingir de 30% a 50% da população mundial durante a vida, agravando-se com o passar dos anos.

Composta por sete vértebras, a coluna cervical mantém contato com estruturas importantes do organismo, como a medula espinhal, vasos arteriais e venosos e nervos ligados ao cérebro. Entre 18 e 65 anos, é comum essa região começar a apresentar complicações, e a cervicalgia é um sintoma.

— A dor na estrutura cervical é sinal de algum problema. O mais comum é o desgaste físico da coluna, que surge com o envelhecimento — afirma o cirurgião ortopedista Aldemar Roberto Mieres Rios.

Segundo o médico, as complicações começam nos discos intervertebrais, que são anéis fibrocartilaginosos entre as vértebras, responsáveis por amortecer o peso da cabeça e manter a estabilidade da coluna. Essas estruturas são compostas por um gel de proteína que se rompe com o passar do tempo, perdendo água e desidratando os discos. Consequentemente, eles perdem sua funcionalidade. Essas alterações também estão relacionadas a fatores genéticos e ao modo de vida.

O problema resulta em outros diagnósticos graves, transformando-se em uma "bola de neve" de doenças degenerativas. Conforme Rios, as complicações do envelhecimento da estrutura podem ocasionar hérnias de disco, quando ocorre compressão das raízes nervosas da coluna, ou estenoses, com o estreitamento ou redução do canal por onde passam a medula e os nervos.

Problemas psicossomáticos

A cervicalgia pode revelar problemas psicossomáticos. Segundo o médico ortopedista, quando a pessoa está com um nível de estresse elevado, por exemplo, a tensão é um fator para contrair a musculatura da coluna cervical, ocasionando a dor no pescoço. Dormência nos ombros, braços e pernas também são sinalizadores de problemas emocionais e físicos, quando ocorre compressão da medula e dos nervos.

O alívio da dor surge com o tratamento adequado da região cervical, que deve ser encaminhado por especialistas. O paciente passa por triagem e exames clínicos antes de iniciar procedimentos mais específicos.

— A região cervical é a parte mais sensível da coluna, por isso, a dor no local exige cuidados — alerta o cirurgião.

Não é normal, por exemplo, haver incômodo no pescoço durante a noite, quando estamos relaxados. Isso pode indicar tumores ou infecções. Apenas o diagnóstico detalhado do médico pode trazer uma nova perspectiva para a pessoa manter uma vida tranquila.

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Dores nas costas merecem atenção



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população ainda irá sofrer do mal pelo menos em alguma fase da vida. Ou seja, em maior ou menor grau, um dia quase todos serão vítimas desse incômodo que compromete a qualidade de vida sob diversos aspectos, entre eles físicos, emocionais e até sociais.

A principal vilã é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações nos consultórios.

Qualquer sinal de dor nas costas merece atenção. No entanto, os cuidados devem ser redobrados em duas situações. Primeiro, se as dores vêm acompanhadas do que os médicos chamam de sinais de alerta, como febre ou perda de peso. Nesses casos, o desconforto indica a presença de algo mais grave - desde má-formação congênita, osteoporose e tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada.

Outra situação preocupante é quando não há uma razão aparente para o incômodo. Trata- se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes com este perfil tentam buscar uma razão 'física' para suas lamentações e não encontram nada. Isso porque as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão na coluna, mas a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente.

Quando se fala de dor nas costas, convém lembrar que outras doenças também colaboram para causar a dor. Estão nessa lista as infecções urinárias, as infecções pulmonares, o infarto do miocárdio, o herpes zoster e os tumores ovarianos e prostáticos.

Maus hábitos

Posturas incorretas também são responsáveis por distúrbios articulares. Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição.

Obesidade

Segundo o médico, a cada dia a população se cuida menos (do ponto de vista físico), o que causa obesidade. O excesso de peso e outras alterações musculares levam a pessoa à sobrecarga dos discos intervertebrais.

Stress e Depressão

Ambos levam à contratura muscular importante. A depressão não permite o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral.

Tratamento

O tratamento é dividido em duas fases. Na fase da dor aguda, o médico vai receitar analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional e outros métodos. Depois, é recomendável que o paciente se submeta a tratamento mais prolongado que pode incluir a Reorientação Postural Global (RPG), hidroterapia, condicionamento físico, ajuda de um nutricionista e também de um psicólogo.

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Doenças ligadas à dor nas costas



As causas das dores nas costas são inúmeras, mas existem quatro tipos mais comuns: lombalgia crônica, hérnia de disco, lombalgia aguda e artrose. Descubra agora qual está relacionada ao seu sofrimento:
Se você sente dor nas costas...

· Todos os dias, sobretudo na região lombar: lombalgia crônica

É possível que seu quadro seja uma lombalgia crônica, provocada por lesão, má postura ou excesso de peso. Consulte um médico para começar o tratamento adequado, normalmente com sessões de RPG e uso de anti-inflamatórios.

· Diariamente na lombar, junto com formigamento nos braços, coxas e pernas: hérnia de disco

Dor frequente com formigamento nos membros, é um sintoma típico de hérnia de disco, nome dado aos "amortecedores" das vértebras da coluna. Remédios e exercícios geram bons resultados, mas há pacientes que precisam de cirurgia.

· Ao pegar algum objeto pesado de mau jeito: lombalgia aguda

É uma dor esporádica gerada por mau jeito. Pode demorar algumas semanas para melhorar, mesmo depois de começar o tratamento com anti-inflamatórios. Fazer algumas sessões de RPG ajuda muito a evitar novas crises.

· Depois de passar muito tempo sentada ou deitada: artrose

O desconforto nas "cadeiras" que surge depois de ficar sentada ou deitada e logo desaparece pode ser artrose, um desgaste na cartilagem das juntas. Sem cura, o problema é amenizado com remédios, alongamento e hidroginástica.

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Dores nas costas desaparecem com tratamentos feitos dentro da água


dor coluna pescoço (Foto: Getty Images)

A cervicalgia é a dor na cervical causada por vários fatores como torcicolo, artrose, presença de osteofitos - os famosos "bicos de papagaio"-, protusões, hérnias e compressões, entre outros.

Quando for um simples torcicolo, a aplicação de calor úmido resolve. Quando a dor persiste, irradia para o braço e o incomodo é constante, está na hora de ir a um especialista. Existem diversos tipos de tratamento, um deles pode ser feito dentro da água. Os resultados conquistados com a fisioterapia aquática são excelentes, a diminuição da dor e da tensão na musculatura alta das costas é quase imediata.

A temperatura da água ajuda a relaxar mais, e as manobras do fisioterapeuta para soltar e alongar a musculatura promovem um grande conforto. O empuxo aumenta milimetricamente o espaço entre as vértebras e diminui a pressão sobre elas, dando alívio. A descompressão ocorre pelo efeito da água, pela ausência da atuação da gravidade sobre a coluna e pela tração realizada pelo fisioterapeuta.

A respiração diafragmática, presente em todos os exercícios, atua sobre o relaxamento de toda a musculatura envolvida e sobre o sistema nervoso vago simpático, potencializando este efeito. O trabalho fisioterápico é muito delicado, respeitando o quadro álgico do paciente, evoluindo progressivamente para não haver recaída e agravar ainda mais os sintomas.

A corrida, mesmo a caminhada e a natação não são recomendadas durante a crise. Após a ausência dos sintomas, como a dor e a sensação do pescoço preso, o primeiro esporte é a natação. O uso temporário de snorkel, às vezes, é necessário para evitar os movimentos de elevação e torção do pescoço. 

O paciente assintomático pode associar a fisioterapia aquática à natação. Por exemplo, fazer duas vezes a fisioterapia aquática e uma vez a natação na semana, diminuindo progressivamente a fisioterapia e aumentando a natação.

Deve-se esperar mais tempo para reiniciar a corrida e a caminhada. Caso qualquer sintoma de desconforto volte, o ideal é parar as atividades físicas e procurar ajuda de um especialista para que o quadro não se agrave.

Por Sandra Wegner


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Analgésico pode afetar sua coluna vertebral



Usar relaxantes musculares ou analgésicos para aliviar aquela dorzinha que de vez em quando aparece nas costas é uma estratégia desaconselhável e pode resultar em dano maior à coluna vertebral.

Para informar as pessoas sobre as principais medidas de prevenção e os riscos que algumas atividades podem trazer à coluna, diversos fisioterapeutas, especialistas em tratamentos para a coluna, lançaram hoje (2), de forma simultânea, em 30 cidades, a Campanha Nacional Alerta para Prevenção de Dores nas Costas.

Em Brasília, fisioterapeutas foram ao Parque da Cidade para alertar os frequentadores do local. “Nosso foco é a prevenção desses problemas e chamar a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce, além de contribuir para que as pessoas tomem a decisão de melhorar a postura para proteger a coluna”, disse à Agência Brasil a diretora do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), Ângela Lepesqueur.

Segundo a fisioterapeuta, as pessoas precisam ficar atentas a quaisquer dores irradiadas (aquelas que percorrem um caminho ao longo do corpo, em geral associadas aos nervos comprometidos), formigamentos e dormência em membros, falta de força, dores espontâneas que surgem sem motivo aparente, além de contraturas musculares nas regiões lombar e cervical e dores locais ou decorrentes de posturas mantidas.

“O maior problema é quando a pessoa resolve o incômodo tomando analgésicos, porque deixa de investigar a causa e, com isso, o problema fica maior”, ressalta Ângela.

Foi o que aconteceu com o lanterneiro (funileiro) Revanildo Rodrigues, 38, morador da Estrutural. “Eles me alertaram que é importante eu estar sempre atento à minha postura e que tenho de reeducar meu corpo”, disse. O trabalho de Revanildo requer muito esforço físico, e a dor o acompanha há mais de oito anos.

“Minha região lombar dói a toda hora, todo dia e a todo minuto, mas nunca fiz nenhum tipo de tratamento. Soube que ia ter essa campanha aqui no parque e resolvi vir. Eu não associava essas dores à minha postura. Tomava então relaxantes musculares e achava que estava pronto para o dia seguinte”, disse o lanterneiro.

O problema de saúde então começou a se transformar em problema financeiro. “Era comum eu ficar dois ou três dias sem trabalhar. Como sou autônomo, ganho pelo serviço. As repetições [das crises de dor] acabaram comprometendo entre 30% e 40% dos meus ganhos mensais”.

A conversa com os fisioterapeutas ajudou Revanildo a se convencer de que precisa consultar especialistas no problema. “Na segunda-feira vou ao fisioterapeuta ver qual é o exercício ideal para ajudar a reeducar minha postura. Do jeito que está, não tem como. E a tendência é piorar”, concluiu.

Outras pessoas precisam de tratamento para lidar com problemas congênitos. “Nasci com uma vértebra a mais do que o normal”, explica a farmacêutica Débora Souza, 46, moradora do bairro Sudoeste. “Isso resulta em uma compressão da vértebra sobre as outras, o que me causa dores desde os 30 anos”, acrescentou.

Por causa do problema, Débora teve de abandonar diversas atividades físicas que tinha como hobby. “Eu gostava de trekking [caminhada em trilhas], bicicleta, vôlei. Tive de abandonar tudo por causa da dor. Para piorar, fiquei traumatizada com o ortopedista que me orientou a fazer musculação e pilates. Como a orientação da academia não era específica para o meu problema, acabei forçando [de forma inadequada] a minha coluna. O resultado foi que as dores aumentaram ainda mais”, disse a farmacêutica.

“Um médico chegou ao cúmulo de recomendar que eu fosse a um psiquiatra por achar que a origem do problema era de fundo psicológico”, acrescentou. A solução foi apresentada por um fisioterapeuta: duas sessões semanais de fisioterapia e pilates leve e direcionado ao problema. Com o tempo, a musculatura fortaleceu e hoje a farmacêutica já pode fazer exercícios de maior intensidade.

Depois de descobrir que tinha três hérnias de disco na coluna lombar e de sentir muita dor, a engenheira mecânica Juliana Mol, 35, moradora do Sudoeste, ouviu de seu médico a recomendação de que fizesse hidroterapia. Infelizmente, as dores continuaram. O médico sugeriu, então, que ela fizesse uma cirurgia.

“O problema é que ele não garantiu que a cirurgia aliviaria minha dor. Em meio a essa incerteza, optei por um tratamento conservador. Foram cinco meses de fisioterapia para introduzir os exercícios ideais. Sentia que a dor ia e voltava, e, gradativamente, a dor virou desconforto para, depois, desaparecer”, disse a engenheira, que faz fisioterapia há dois anos.

Professor de educação física, Andrett adverte: exercícios sem orientação profissional podem resultar em danos à saúde. Nesse sentido, o acesso a equipamentos públicos de musculação representa um risco maior aos praticantes.

“A gente sabe que muitos não têm acesso a profissionais para orientar as atividades físicas. O que indicamos para esses casos é que eles pratiquem a atividade de forma mais moderada e com maior amplitude [maior número de repetições do exercício, mas com uma carga mais leve], sempre lembrando que a dor é o limite de qualquer movimento”.

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Ioga alivia dor lombar e reduzem necessidade de remédios


 No início, ainda havia muito mistério envolvendo a prática da ioga: o próprio estilo de quem trazia a técnica, os incensos, as músicas, as roupas e a alimentação. Recentemente ela passou a ser vista, por merecimento, como um eficiente exercício. Hoje, um estudo realizado por pesquisadores da Boston University School of Medicine (BUSM) e Boston Medical Center (BMC) confirma esse ponto de vista.

Eles descobriram que fazer aulas de yoga uma vez por semana ameniza a dor na coluna lombar - a chamada lombalgia - e reduz a necessidade de analgésicos. Os resultados foram os mesmos para quem pratica uma ou duas vezes por semana.

O estudo foi publicado no periódico Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine no dia 2 de julho.

Participaram do estudo 95 pacientes com dor lombar de intensidade moderada a severa. Eles foram divididos em dois grupos e acompanhados por 12 semanas. Um grupo fez aulas de ioga uma vez por semana e o outro fez aulas duas vezes por semana. Ambos os grupos foram encorajados a praticar as poses e movimentos da ioga em casa.

Ao final das 12 semanas, ambos os grupos sentiram a mesma melhora significativa da dor acompanhada de uma menor necessidade de analgésicos. Não houve mais benefícios em um ou outro grupo. E mais: a habilidade em realizar as atividades rotineiras também melhorou.

Segundo os realizadores do estudo, a melhora similar entre os grupos indica que fazer ioga apenas uma vez por semana é mais conveniente e menos custoso. Eles sugerem aos pacientes com lombalgia que façam sessões terapêuticas de ioga uma vez por semana.

Entenda como surgem os desvios posturais e as dores nas costas

Você anda sentindo dores que não sabe de onde vêm? Não é só a má postura no uso do computador ou ao assistir à televisão que fazem mal para a sua coluna e rendem problemas nas costas. "O corpo é como uma balança, se algo pesa de um lado, os músculos e as articulações sofrem as consequências do outro" afirma o fisioterapeuta Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de RPG. Se a barriga faz com que o corpo tenda para frente, por exemplo, a região lombar se inclina para suportar o peso e até para se sentar você sente dores. Os problemas não param aí e precisam ser olhados com atenção para evitar danos mais graves. Fique atento às principais causas de desvios posturais e agende uma consulta caso você note alguma das alterações no seu corpo.

Barriguinha saliente

A barriga fora de forma costuma ser projetada para frente. "Essa mudança de eixo postural causa uma hiperlordose lombar, que é o aumento da curvatura dessa parte da coluna", explica a fisioterapeuta Camila Luisa Sato, especializada em osteopatia. O bumbum fica mais empinado e comumente surgem dores na região inferior da coluna. Se abaixar ou mesmo sentar em cadeiras ou bancos mais baixos tendem a causar dor. A correção, neste caso, inclui o fortalecimento e alongamento dos músculos abdominais e a diminuição na curvatura da lombar. 

Menina alta e menina baixa - foto: Getty Images

Mais alto que a média

"Quem é muito alto geralmente tem que se curvar para conversar com as pessoas mais baixas. Com o tempo, essa postura gera um aumento da curvatura torácica (a corcunda)" afirma o fisioterapeuta Oldack. Consequentemente, há a acentuação da curva da cervical, num esforço para projetar a cabeça para a frente e mantê-la alinhada com o horizonte. A fisioterapia, o RPG e o pilates podem ajudar a desenvolver a conscientização corporal e o alongamento da região peitoral, trazendo solução ao problema. 

Curvaturas da coluna - foto: Getty Images

Seios muito grandes

Os seios que são muito grandes pesam e podem fazer com que a curvatura torácica da coluna se acentue. Em consequência surgem dores e pode haver a necessidade de fazer cirurgia para reduzir o tamanho das mamas.

Para não deixar o problema chegar nesse estágio, a fisioterapeuta Camila dá a dica: faça exercícios que fortalecem a musculatura das costas e associe com alongamentos, principalmente dos músculos peitorais. Assim ficará mais fácil aguentar o peso e evitar encurtamentos.

A fisioterapeuta explica ainda que essas dores são muito comuns após o implante de próteses de silicone. "Nesses casos, o corpo não está preparado para suportar o acréscimo de peso aos seios e terá que encontrar um novo equilíbrio corporal".  

Mulher com dificuldade para enxergar - foto: Getty Images

Problemas de visão


O sistema visual, juntamente com os sistemas vestibular e proprioceptivo, é responsável por manter o equilíbrio do corpo e, consequentemente, manter a nossa postura. Assim, qualquer alteração da visão não tratada prejudica o equilíbrio do corpo e pode causar alterações de postura.

A mais comum delas é a hiperlordose cervical, ou seja, a projeção da cabeça para frente. Esse é um gesto comum em pessoas que têm problema de visão e esforçam-se para lançar o olhar mais adiante. "A compensação que o corpo faz é aumentar a cifose torácica (fazendo uma corcunda) com o objetivo de manter o equilíbrio", explica Camila Luisa.

Antes mesmo de procurar um ortopedista ou fisioterapeuta, vá ao oftalmologista para resolver a causa do problema.  

Pés - foto: Getty Images

Pé chato

Também chamado de pé plano, o pé chato causa uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro (o chamado pé pronado). Em consequência o joelho fica valgo, ou seja, inclinado para dentro. Essas alterações causam um realinhamento postural e podem causar dores, principalmente nos joelhos e quadril.

Usar palmilhas feitas sob medida e com recomendação de profissional qualificado pode melhorar o quadro. Mas se as alterações, principalmente do joelho, já estiverem instaladas, o fisioterapeuta Oldeck recomenda procurar métodos de tratamento como a fisioterapia e o RPG.  

Homem obeso com má postura - foto: Getty Images

Sobrepeso

Uma pessoa com sobrepeso pode apresentar uma série de alterações posturais. Isso porque a concentração de gordura causa instabilidade músculo-esquelética, alterações do equilíbrio corporal, encurtamento da muscular da região posterior das pernas e coluna e alongamento excessivo da região anterior do corpo. Ou seja, muda completamente o alinhamento corporal.

A hiperlordose lombar e a inclinação anterior da pelve são as alterações mais marcantes. Juntas, elas podem ocasionar a rotação interna das pernas e aparecimento dos joelhos valgos (voltados para dentro) e pés planos - sem a curvatura natural na sola.

Emagrecer ajuda na correção. Mas, por já estar adaptado à postura inadequada, o corpo não se alinhará automaticamente. Exercícios posturais, feitos com supervisão de fisioterapeuta, são fundamentais durante e após o emagrecimento.  

Mulher com dor na coluna lombar - foto: Getty Images

Bumbum grande

Uma pessoa com um bumbum grande, provavelmente terá uma hiperlordose (aumento da curvatura lombar), e isso pode causar a famosa dor lombar. "Para equilibrar o encurtamento da musculatura lombar, causado pela hiperlordose, a musculatura inferior do abdômen enfraquece. Além da flacidez, o músculo sofre com a falta de irrigação sanguínea e não contrai ou relaxa com a mesma eficiência, o que favorece ainda mais o acúmulo de gordura", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de RPG.  

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Dores nas costas: quais são as principais causas, como tratar e prevenir




Quem nunca sentiu uma dorzinha nas costas que atire a primeira pedra. A maioria das pessoas já sofreu com este problema em algum momento da vida. Mas até que ponto a dor pode se tornar uma doença séria? A dor nas costas é um termo popular, mas na medicina ela é chamada de lombalgia.

As principais características são contraturas e rigidez das vértebras e, em casos mais graves, a lombalgia pode ocasionar a hérnia de disco, que é uma ruptura estrutural em um dos discos da coluna e ocorre mais nas partes cervical e lombar. A postura inadequada e o estresse são os maiores responsáveis pela dor. Uma das causas da lombalgia também está na falta de atividade física. É bom fazer exercícios que fortaleçam a musculatura da coluna e do abdômen. A musculação e o pilates, por exemplo, sempre devem ser feitos com orientação de profissionais capacitados. A Reeducação Postural Global (RPG), também é recomendada como precaução da má postura e a fisioterapia preventiva serve para pessoas que trabalham ou realizam atividades sempre em uma mesma postura ou com movimentos repetitivos. A má postura é resultado do mau condicionamento físico e um reflexo do corpo que, sem treinamento diário, não consegue sustentar o esqueleto e em particular o edifício vertebral.

Além da dor nas costas, algumas pessoas apresentam desvios posturais. Os desvios são alterações na coluna vertebral. É o uso incorreto das articulações corporais. Fazer alongamentos durante o trabalho ajuda a evitar estes problemas. Exercitar-se no trabalho ou em casa também é uma ótima maneira de se prevenir problemas. Cuidados com a postura (ao sentar, trabalhar no computador e realizar atividades físicas) e na hora de carregar pesos (tipo bolsa, sacola, mochila ou até mesmo levantar coisas do chão). As mulheres devem tomar cuidado ao usar salto alto, pois o sapato pode mudar o posicionamento sagital da coluna. Quem usa permanentemente o salto alto deve evitar retirá-lo (e utilizar Anabela ao invés de rasteirinhas) porque terá dor lombar ou cervical, se tiver tendões retraídos.

Desvios posturais:
· Escolioses: Rotações acentuadas da coluna – quando um grupo de vértebras gira mais do que o normal sobre outro – causando postura de S ou de C, gerando má postura. Pode ser de causa genética ou postural. Pode ser tratado com fisioterapia ou com cirurgia, em casos muito graves.
· Hiperlordose: É o mal do bumbum empinado. Causa desconforto e dor na região lombar. O tratamento é feito com fisioterapia, trabalhando, principalmente, com RPG e pilates, além de mobilizações das vértebras.
· Hipercifose: Pessoas corcundas. Pode ser tratado com fisioterapia, englobando principalmente exercícios de RPG e pilates. Em casos extremos é indicada a cirurgia.

Principais causas da dor nas costas:
· Excesso de peso;
· Uso inadequado de tênis;
· Gordura abdominal;
· Fraqueza abdominal;
· Encurtamento da musculatura posterior das pernas.

Tratamento:
O tratamento para a dor nas costas, é feito, principalmente, com atividades físicas. O fisioterapeuta explica que se avalia a coluna, inicialmente, quanto ao alinhamento. Posteriormente, observa-se quais as atividades que a pessoa faz por dia e, assim, o profissional consegue orientar o paciente do modo correto de praticá-las e elaborar um tratamento especifico para o caso. O tratamento também pode ser feito com o uso de analgésicos, relaxantes musculares e antiinflamatórios não esteróides. Lembrando sempre, que é o médico quem vai dizer o que você deve ou não tomar. A cirurgia é indicada em algumas situações especiais como a hérnia de disco que não responde ao tratamento clínico. A cirurgia é simples e geralmente realizada com utilização de microscópio.

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