Dormir em um bom colchão e travesseiro previne dor nas costas


Um terço da sua vida é gasto dormindo, sobre o colchão. Por isso, prestar atenção onde você passa a noite é fundamental para evitar dor nas costas e problemas de saúde. Cuidar do travesseiro e da posição em que você deita também é importante.

Peso, altura e o jeito de dormir de cada pessoa contam na hora de escolher um bom colchão e um ou mais travesseiros. Para comentar esse assunto, o Bem Estar desta sexta-feira (5) convidou o ortopedista Ivan Rocha, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O médico participou ao lado do preparador físico José Rubens D'Elia, responsável por passar uma série de exercícios para prevenir a dor na coluna cervical e lombar, no pescoço e nos ombros.

Colchão (Foto: Arte/G1)

Quem dorme oito horas por dia passa quase três mil horas por ano na cama. Indivíduos que preferem deitar na rede passam muito tempo numa única posição, pois não conseguem se virar direito. Além disso, a forma em "V" concentra o peso nos quadris e na lombar, e a única vantagem é a elevação dos pés, o que pode reduzir eventuais inchaços e facilitar a respiração. Dormir no sofá ou em sofá-cama também não é a melhor solução e deve ser temporário, durante um breve cochilo.

Não se deve sentir vergonha de experimentar um colchão novo na loja. É preciso deitar nele, senti-lo nas mais diversas posições e considerar as características individuais de quem vai usá-lo, como tamanho do pescoço, altura do ombro e do quadril. Veja, ainda, se o material não causa nenhum tipo de incômodo, se não se deforma com facilidade e se as bordas não afundam.

É importante, ainda, que o parceiro ou a parceira esteja presente nessa ocasião, pois nem sempre o mesmo colchão vai agradar aos dois.

Ao deitar em um colchão, seja de lado ou de barriga para cima, a coluna deve permanecer alinhada e não pode haver dor nos quadris, ombros, coluna lombar ou cervical. A bacia também não deve ficar nem muito afundada nem levantada. E o colchão não pode ceder com facilidade. Para quem deita de frente, um travesseiro embaixo dos joelhos ajuda a alinhar o corpo.

Os fabricantes recomendam trocar o colchão de espuma a cada 5 anos e o de mola, a cada 10. Um travesseiro dura, em média, dois anos, mas depende do uso. É importante que o material não afunde muito ao longo da noite. E lembre-se de que tanto o travesseiro quanto o colchão têm vida útil e devem ser substituídos regularmente.

Ao analisar seu colchão, se houver abaulamentos ou afundamentos, infelizmente a hora da troca já passou faz tempo. Uma das maneiras mais fáceis de verificar se ele ainda está bom é experimentando um novo. Assim, você poderá compará-lo com o antigo.

Para dormir bem, também é fundamental que haja rotina. O local deve ser adequado e precisa haver uma desaceleração das atividades, para que o corpo comece a relaxar a ponto de conseguir pegar no sono.

No estúdio, o ortopedista destacou que o frio pode piorar a dor nas costas, principalmente ao acordar. Mas, à medida que o corpo se aquece, o desconforto costuma diminuir. Uma dica é acertar sempre a postura, não só à noite, mas também durante o dia, no trabalho e nas atividades em geral.

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Especialistas alertam sobre risco do uso de analgésicos para aliviar dor nas costas




Usar relaxantes musculares ou analgésicos para aliviar aquela dorzinha que de vez em quando aparece nas costas é uma estratégia desaconselhável e pode resultar em dano maior à coluna vertebral. Para informar as pessoas sobre as principais medidas de prevenção e os riscos que algumas atividades podem trazer à coluna, diversos fisioterapeutas, especialistas em tratamentos para a coluna, lançaram no dia 2, de forma simultânea, em 30 cidades, a Campanha Nacional Alerta para Prevenção de Dores nas Costas.

Em Brasília, fisioterapeutas foram ao Parque da Cidade para alertar os frequentadores do local. "Nosso foco é a prevenção desses problemas e chamar a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce, além de contribuir para que as pessoas tomem a decisão de melhorar a postura para proteger a coluna", disse à Agência Brasil a diretora do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), Ângela Lepesqueur.

Segundo a fisioterapeuta, as pessoas precisam ficar atentas a quaisquer dores irradiadas (aquelas que percorrem um caminho ao longo do corpo, em geral associadas aos nervos comprometidos), formigamentos e dormência em membros, falta de força, dores espontâneas que surgem sem motivo aparente, além de contraturas musculares nas regiões lombar e cervical e dores locais ou decorrentes de posturas mantidas.

"O maior problema é quando a pessoa resolve o incômodo tomando analgésicos, porque deixa de investigar a causa e, com isso, o problema fica maior", ressalta Ângela.

Foi o que aconteceu com o lanterneiro (funileiro) Revanildo Rodrigues, 38, morador da Estrutural. "Eles me alertaram que é importante eu estar sempre atento à minha postura e que tenho de reeducar meu corpo", disse. O trabalho de Revanildo requer muito esforço físico, e a dor o acompanha há mais de oito anos.

"Minha região lombar dói a toda hora, todo dia e a todo minuto, mas nunca fiz nenhum tipo de tratamento. Soube que ia ter essa campanha aqui no parque e resolvi vir. Eu não associava essas dores à minha postura. Tomava então relaxantes musculares e achava que estava pronto para o dia seguinte", disse o lanterneiro.

O problema de saúde então começou a se transformar em problema financeiro. "Era comum eu ficar dois ou três dias sem trabalhar. Como sou autônomo, ganho pelo serviço. As repetições [das crises de dor] acabaram comprometendo entre 30% e 40% dos meus ganhos mensais".

A conversa com os fisioterapeutas ajudou Revanildo a se convencer de que precisa consultar especialistas no problema. "Na segunda-feira vou ao fisioterapeuta ver qual é o exercício ideal para ajudar a reeducar minha postura. Do jeito que está, não tem como. E a tendência é piorar", concluiu.

Outras pessoas precisam de tratamento para lidar com problemas congênitos. "Nasci com uma vértebra a mais do que o normal", explica a farmacêutica Débora Souza, 46, moradora do bairro Sudoeste. "Isso resulta em uma compressão da vértebra sobre as outras, o que me causa dores desde os 30 anos", acrescentou.

Por causa do problema, Débora teve de abandonar diversas atividades físicas que tinha como hobby. "Eu gostava de trekking [caminhada em trilhas], bicicleta, vôlei. Tive de abandonar tudo por causa da dor. Para piorar, fiquei traumatizada com o ortopedista que me orientou a fazer musculação e pilates. Como a orientação da academia não era específica para o meu problema, acabei forçando [de forma inadequada] a minha coluna. O resultado foi que as dores aumentaram ainda mais", disse a farmacêutica.

"Um médico chegou ao cúmulo de recomendar que eu fosse a um psiquiatra por achar que a origem do problema era de fundo psicológico", acrescentou. A solução foi apresentada por um fisioterapeuta: duas sessões semanais de fisioterapia e pilates leve e direcionado ao problema. Com o tempo, a musculatura fortaleceu e hoje a farmacêutica já pode fazer exercícios de maior intensidade.

Depois de descobrir que tinha três hérnias de disco na coluna lombar e de sentir muita dor, a engenheira mecânica Juliana Mol, 35, moradora do Sudoeste, ouviu de seu médico a recomendação de que fizesse hidroterapia. Infelizmente, as dores continuaram. O médico sugeriu, então, que ela fizesse uma cirurgia.

"O problema é que ele não garantiu que a cirurgia aliviaria minha dor. Em meio a essa incerteza, optei por um tratamento conservador. Foram cinco meses de fisioterapia para introduzir os exercícios ideais. Sentia que a dor ia e voltava, e, gradativamente, a dor virou desconforto para, depois, desaparecer", disse a engenheira, que faz fisioterapia há dois anos.

Professor de educação física, Andrett adverte: exercícios sem orientação profissional podem resultar em danos à saúde. Nesse sentido, o acesso a equipamentos públicos de musculação representa um risco maior aos praticantes. "A gente sabe que muitos não têm acesso a profissionais para orientar as atividades físicas. O que indicamos para esses casos é que eles pratiquem a atividade de forma mais moderada e com maior amplitude [maior número de repetições do exercício, mas com uma carga mais leve], sempre lembrando que a dor é o limite de qualquer movimento".

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Dor na coluna é a segunda causa de licença no trabalho



O que no começo era apenas uma dor incomoda nas costas, se tornou um grave problema de saúde, que causou afastamento do trabalho há 10 anos. A técnica em enfermagem Sonia Guedes, 59 anos, conta que já passou por mais de 15 cirurgias ao longo de quase 30 anos. "O problema nas costas gerou outros. Chegou um momento que eu não mexia nem o braço. As cirurgias mais complexas eu fiz há 9 e há três anos. Tenho quatro pinos, uma placa e enxerto de osso na coluna. Vivo a bases de remédio e até tomei morfina de tanta dor", afirmou.

Já a aposentada Teresa Rodrigues Succhi, 65 anos, sofre com hérnia de disco cervical e lombar e se livrou da cirurgia graças ao tratamento que vem realizando há dois meses. "Já estava com os exames prontos, mas graças a Deus não precisei operar. Estava deprimida e com muitas dores, vivendo a base de remédios, não queria sair da cama. Através do tratamento estou me sentindo ótima", comemorou.

Segundo dados do IBGE, no Brasil a dor nas costas é a terceira causa de aposentadoria e a segunda de licença ao trabalho. Estatísticas também indicam que 13% das consultas médicas são provenientes de queixas de dor na coluna vertebral e, no país, já são mais de 5,3 milhões de pessoas com hérnia de disco.

A doença, segundo a associação, é uma epidemia que se multiplica pela falta de programas preventivos e incentivos à prática esportiva. "Cerca de 80 % da população já teve ou vai ter um episodio de dor nas costas, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Desse percentual, apenas de 5% a 7% necessitam de cirurgia, portanto, a prevenção e o tratamento são essenciais, uma vez que quando diagnosticado e tratado no inicio, o problema tem maior probabilidade de cura", ressalta a fisioterapeuta Ligia Silva Souza Catanante.

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Cavalgar pode fazer bem à coluna e ajudar a suportar o peso nosso de cada dia

Matéria extraída do Globo Reporter!

Estamos em São Paulo. Mas, nesta parte da cidade, a gente parece estar no campo. E vem da roça, um dos melhores amigos de quem tem dor na coluna. O cavalo, quem diria.

"Andar à cavalo causa dores na coluna? Eu acreditava que sim. E talvez muita gente pense da mesma forma. Mas, cavalgadas podem fazer um bem enorme à coluna e ajudá-la a suportar o peso nosso de cada dia. Basta acertar o passo, entrar no ritmo do cavalo", disse a repórter Tatiana Nascimento.

"A cavalgada pode até causar dor na coluna em quem não sabe andar a cavalo, a coluna é como uma mola. Se você está todo duro em cima do cavalo. Você pode causar dor", explicou Luiz Botelho, fisiatra.

"Então resumindo: você tem que ficar solto e acompanhar o molejo do animal", concluiu Tatiana

"Exatamente", concordou o fisiatra.

Jamile Dorso que o diga.

"Era quase que insuportável. Passei muitos anos com dor. E a dor passou. Esses movimentos vão naturalmente fortalecendo principalmente a musculatura abdominal, lombar e hoje eu tenho uma condição física muito melhor", contou Jamile Dorso, fotógrafa.

Jamile faz equoterapia pelo menos duas vezes por semana.

"Conforme o cavalo se movimenta ao passo o nosso quadril estimula as reações equilíbrio do tronco e o sistema nervoso central de forma que a gente fica em alerta com nível de contração muscular maior, mas ao mesmo tempo relaxado por estar praticando uma atividade prazerosa e ao ar livre", explicou Rebeca Santos Rehder, fisioterapeuta.

A pessoa da zona rural, o homem do campo que trabalha, vai pra lida no cavalo, ele está fazendo um bem pra coluna dele sem saber.

"Não só os que estão à cavalo. Todos que fazem exercícios e se flexibilizam tem a sua coluna em geral muito muito mais saudável do que as pessoas que vivem atrás de uma mesa sentados o dia inteiro, por exemplo", afirmou Luiz Botelho.

"A pessoa quando fica com a coluna arriada fica deselegante. Além de problema de saúde, há o problema da deselegância, também. A pessoa fica com a postura ruim", ressaltou Gilbert Salazar Batista, analista de sistemas.

Horas e horas na frente do computador. Quase impossível não se curvar diante dele. Como, então, corrigir a postura? Aí, vem uma dica. Basta usar uma espécie de cinto com uma alcinha, uma engenhoca que avisa quando a nossa coluna começa a desmoronar. Ideia do Gilbert.

"Aos poucos eu fui montando, montando. Uma cinta, e tal. E se eu colocar um motorzinho de vibracall de celular. Então, fui trabalhando a ideia, até que surgiu o primeiro monitor postural", contou Gilbert.

"Quando ele me disse que ele tinha feito essa invenção, eu pedi pra usar, pra ser a cobaia dele", contou Liliane Pereira Rosado, analista de sistemas.

Em casa, a família também testou.

"Então, eu virava e ficava sempre com a postura torta", explicou Maria Cecília Salazar Batista, mulher de Gilbert.

A inspiração foi a filha de Gilbert.

"Ela ficava usando o computador por horas a fio e se distraia e a coluna ficava encurvada. Então, eu sempre passava e lembrava. E aí, filha, conserta a coluna. E aí ela consertava a coluna e toda hora eu tinha que lembrar de novo", contou Gilbert.

"Antes, quando meu pai me obrigava, era um saco. Mas agora, ajuda até a ter a consciência de manter a postura, de não ter o vício de ficar arqueada. É bom", revelou Luísa de Oliveira Baptista, filha do GIlbert.

O treino é pra valer. Gabriela Propodoski é atleta da Marinha do Brasil. E pensar que ela teve que operar a coluna, para conseguir ficar de pé outra vez.

"Fez  5 meses, ontem. Todo mundo me manda mensagem: 'parabéns, parabéns'. Eu tinha muita dor. Tinha vezes que eu nem levantava da cama", contou Gabriela Propodoski, levantadora de peso.

"Quer dizer, o teu treino você já não estava conseguindo fazer?", perguntou a repórter Tatiana Nascimento.

"Não. Não conseguia fazer", respondeu Gabriela.

"Ela tinha duas hérnias de disco?", perguntou a repórter.

"Duas. Nós usamos uma técnica minimamente invasiva, com uma incisão de aproximadamente 4 centímetros, abordando e substituindo esse disco", respondeu Marco Aurélio Braz de Lima, neurocirurgião.

"A novidade dessa cirurgia é o tamanho do corte?", quis saber Tatiana Nascimento.

"É o tamanho do corte e a via de acesso. Toda a agressão dessa cirurgia é imensamente menor que uma cirurgia convencional", explicou Marco Aurélio.

"Ela não tem uma coluna nova. Isso a gente não pode dizer?", questionou Tatiana.

"Não. Infelizmente", respondeu o neurocirurgião.

"Eu sou muito positiva. Então, eu creio que eu vou me recuperar. Vou competir em 2016. A coluna aguenta. Com certeza. Sou forte", ressaltou Gabriela.

"Não adianta só a cirurgia, não adianta só o medicamento ou a fisioterapia. Existe um depois do tratamento. Esse depois é exercício físico e isso é comprovado cientificamente", afirmou Helder Montenegro, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna.

"Se a gente bobear, com o passar dos anos, a gente vai ficando mais encurvadinho. Então, nós precisamos de extensão", disse Beatriz Ambrósio do Nascimento, terapeuta ocupacional.

"Essa postura física depende da minha atitude mental, como eu encaro a vida", completou Fernando Bignardi, médico gerontólogo da Ufifesp.


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