Confira nove dicas para prevenir dor nas costas

No trabalho, a tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável Foto:  / Getty Images

Cerca de 90% da população terá pelo menos uma crise de lombalgia (dor nas costas), de acordo com Alexandre José Reis Elias, neurocirurgião e especialista em coluna do Hospital 9 de Julho, de São Paulo. Como prevenir é melhor que remediar, confira nove dicas para diminuir as chances de ter o incômodo nas costas:

1 - Não durma de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás do joelho;

2 - O colchão não deve ser muito mole ou duro. O semiortopédico é uma boa opção, mas não existe regra e a escolha é individual;

3 - Para sair da cama, não se levante para frente. A melhor forma é virar o corpo para o lado e se levantar nessa posição;

4 - Quando for pegar objetos no chão, se agache dobrando os joelhos e sem inclinar a coluna. Não carregue peso excessivo (por exemplo, mais que três ou quatro quilos);

5 - No trabalho, se sente em cadeiras que não reclinem para trás e que tenham apoio para os braços. As costas devem ficar bem apoiadas e os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável;

6 - Ao carregar mochilas, coloque as alças nos dois braços e tome cuidado com o excesso de peso;

7 - O salto alto pode acarretar dor na coluna lombar. Tenha bom senso e use-o apenas eventualmente. Se provocar dor, evite-o;

8 - Dirija com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente fletidos (não esticados totalmente);

9 - As gestantes devem manter atividade física supervisionada e permanecer dentro do peso. É que dores lombares são comuns e, na maioria das vezes, não indicam nenhum problema sério. De qualquer forma, é recomendado procurar um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado e as formas de prevenir novas crises.


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Aprenda a identificar as causas das dores nas costas


Você tem dor nas costas e já se acostumou com ela? Procure identificar a causa, pois o incomodo pode ser sinal de outros males como crises renais, pedras na vesícula, hérnias de disco e até problemas no coração, se as dores forem acompanhadas de formigamento ou dormência.

O horário em que a dor costuma ocorrer também é um indicativo do tipo de problema. Por exemplo, dores acentuadas no fim do dia podem significar problemas de hérnia de disco.

Estresse e ansiedade também podem gerar dor, mas é indispensável realizar o problema para identificação do motivo do desconforto. Existe algumas dicas que você pode conversar com o seu médico e que trarão alívio a dor.

Não carregar peso, ter atenção a postura, dormir em colchões adequados a seu peso e não muito moles. Além disso, fazer atividades físicas regularmente e alongamento, de preferência, diariamente.

O exercício físico também deve ser acompanhado por especialistas. Pois, se for escolhida errada, a atividade física pode piorar, ao invés de resolver o problema.

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O que pode haver por trás das incômodas dores na coluna lombar


As dores na coluna lombar, conhecidas pelos médicos como lombalgia, são freqüentes. Podem atingir qualquer um. A Organização Mundial de Saúde estima que 80% dos adultos têm, ao longo da vida, pelo menos uma crise de lombalgia. Cerca de 90% deles apresentam mais de um episódio.

Dor na coluna é uma indicação de que algo no corpo está errado. Ela se manifesta por desconforto ou dor na região inferior da coluna, que pode ir ou não para as pernas. Pode ser aguda ou crônica; já a intensidade varia de discreta a insuportável. O problema compromete a qualidade de vida do portador, impedindo-o de dormir, afastando-o de suas atividades e levandoo a procurar os serviços de saúde freqüentemente, o que provoca grandes prejuízos econômicos.

A dor na coluna tem traços hereditários, ou seja, quando alguém é atingido, é provável que outros familiares já a tenham tido. Os fatores de risco são: envelhecimento, pela atrofia muscular e o desgaste dos discos e dos ligamentos da coluna; exercícios físicos malfeitos ou excessivos, lesando as cartilagens e o disco intervertebral e desequilibrando a musculatura; sedentarismo; tabagismo, porque prejudica a circulação do sangue e, conseqüentemente, os discos intervertebrais; obesidade e erros de postura, que levam a uma sobrecarga das estruturas da coluna; e, finalmente, já ter tido dores na coluna.

O problema pode ser causado por doenças da coluna, doenças na coluna e síndromes de amplificação dolorosa. As moléstias da coluna resultam de lesões em suas estruturas. Entre elas estão a hérnia de disco e a osteoartrose; fraturas por osteoporose; infeccões provocadas, por exemplo, por tuberculose; cânceres ósseos ou metástases; contraturas musculares como a síndrome da dor miofacial (caracteriza-se pela presença de pontos-gatilho, ou trigger points, que, quando palpados, irradiam a dor para um determinado território muscular); e doenças inflamatórias como artrite reumatóide (inflamação de uma ou várias articulações).

Já as dores na coluna são as que vêm de outras estruturas e, por intermédio dos nervos, se refletem na coluna. Algumas delas são: calculose renal, úlcera gástrica e aneurisma (formação de uma espécie de "saco") da artéria aorta, levando à dor lombar. E, finalmente, nas síndromes de amplificação dolorosa estão fibromialgia (dor generalizada pelo corpo), depressão e outros distúrbios psiquiátricos.

Portadores de dor na coluna lombar devem ir logo ao reumatologista. O diagnóstico é clínico: o médico conversa com o paciente para estabelecer um histórico da dor. Ele faz um inventário de todos os órgãos. É importante fazer também um histórico emocional e social, pois às vezes a causa da dor pode ser um trauma atual ou do passado. Em seguida, realiza um exame físico do doente, analisando todo o seu corpo. Nada substitui o contato do médico com o paciente. Os exames de imagem servem apenas para confirmar uma hipótese, pois pode haver alterações até em exames de pessoas sadias. Se pegarmos 100 pessoas sem dor na coluna e fizermos ressonância magnética, por exemplo, 30% descobrirão que têm hérnia de disco. Logo, o achado do exame tem valor apenas se houver co-relação com a clínica do paciente.

O tratamento de dor na coluna lombar usa remédios e mudança de estilo de vida. Os medicamentos variam de acordo com o que causa o problema em cada paciente, mas todos terão de mudar o estilo de vida. O fumante, por exemplo, deverá parar de fumar e o obeso, emagrecer. O tratamento é clínico em 95% dos casos; apenas umaminoria requer cirurgia.


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