Terapia manual pode elimiar dores na coluna


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida. Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados, reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação.

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"A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente", explica Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares.

Direto no local

 Ele explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira, como dores na coluna cervical e coluna lombar.

É a partir desta premissa que a terapia manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural).

A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997, a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.

Mãos na massa

A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.

 Fonte: Yahoo

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Dor no nervo ciático quase sempre é sintoma de hérnia de disco

A cirurgia é indicada só para pacientes graves que não melhoram com tratamentos conservadores


A dor no nervo ciático – aquela que se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou das duas pernas – é na verdade um sintoma de outro problema.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 90% das queixas, esse tipo de dor é o motivo de hérnia de disco afeta cerca de cinco milhões de brasileiros. Os outros 10% podem ter causas como atividades físicas pesadas, posturas erradas, tumores e fraturas na coluna.
 
A hérnia de disco é uma doença que ocorre pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais lombares ou cervicais, que acabam pressionando as raízes nervosas mais próximas, provocando a dor. Com o passar do tempo, o problema chega a interferir na qualidade de vida, até mesmo limitando atividades rotineiras. Além da dor no nervo ciático, acompanhada de dormência e fraqueza que correm para as pernas e dedos, o paciente pode apresentar ainda sintomas como formigamento e dor na região do quadril.

Mais comum em pessoas entre 30 e 50 anos, o problema acontece quando o disco intervertebral é enfraquecido ou sobrecarregado, sofrendo pequenas fissuras e rompendo as fibras que o constituem. Isto faz com que o núcleo pulposo (um material semelhante a uma gelatina de cor esbranquiçada que fica dentro de cada disco e que serve como amortecedor da coluna) ultrapasse seus limites, isto é, vá para fora do disco, pressionando o nervo que passa bem ali ao lado, no caso o ciático.
 
Outros fatores

Fatores como envelhecimento natural, exercícios físicos intensos praticados por atletas "de fim de semana"; o vício de manter a coluna com postura errada, ou o hábito de carregar pesadas mochilas nas costas (que começa ainda na infância) prejudicam a coluna ao longo do tempo e também levam à dor no nervo ciático.  

Muitos homens têm o costume de levar a carteira no bolso de trás da calça, sempre do mesmo lado, e não a tiram de lá quando sentam no carro, nem quando chegam ao trabalho. Acabam passando várias horas do dia com um desequilíbrio na postura em função da carteira no bolso. Anos depois, começam a aparecer as dores e a pessoa nem imagina o motivo.

Para avaliar se a dor no nervo ciático é decorrente de hérnia de disco ou de alguma outra causa, deve-se procurar um especialista, que poderá dar o diagnóstico correto. "O exame é clínico e só pode ser feito pelo médico, que analisará o quadro e, dependendo do caso, solicitará exames", explica Elias.


Tratamentos
 
Em relação ao tratamento, a dor é bem controlada com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares). E que podem ser acompanhados de fisioterapia analgésica, RPG ou acupuntura, sempre sob orientação médica.

A acupuntura, por exemplo, é amplamente empregada para aliviar a dor. E a melhora já ocorre após algumas sessões. Mas, ao contrário do que se pensa, apenas os pacientes graves, que não apresentam melhora da dor com os tratamentos conservadores, possuem indicação para cirurgia.

Nestes casos, a técnica cirúrgica empregada é videolaparoscópica, em que são feitos pequenos cortes na pele e no músculo para remover esse material gelatinoso que causa a pressão contra o nervo, com o auxílio de um microscópio. Em 95% dos casos, a melhora do paciente é significante ou definitiva.

Apenas a remoção da hérnia é suficiente na extrema maioria dos casos. Alguns pacientes, no entanto, podem necessitar de cirurgias maiores e invasivas, como o implante de parafusos que, no entanto, é importante observar, deve ser considerada uma rara e última opção.

A técnica para remoção de hérnia é realizada apenas em 5 a 10% dos pacientes. A dor de hérnia de disco só leva à cirurgia quando o paciente tem a chamada dor refratária, que persiste após cerca de quatro meses de tratamento e repouso".

Mudança de hábito

Para evitar o problema, é preciso adquirir hábitos saudáveis como: cuidar da postura, carregar peso de forma correta, praticar atividade física com orientação, não ter sobrepeso, não ser sedentário e não ficar horas seguidas sentado no trabalho. Deve-se mudar a posição, levantar, alongar e caminhar em intervalos de uma hora durante o trabalho ou estudo.

É importante praticar atividade física regular e ter o peso equilibrado: Assim, a musculatura se mantém mais firme, o que ajuda a preservar a coluna no lugar e sem sobrecarga, contribuindo para afastar as dores do nervo ciático. Porém, atividades físicas como caminhar ou nadar são contraindicadas durante uma crise aguda (com dor forte) porque existe o risco de se agravar o problema.

Desde criança, deve-se observar a postura. Ao assistir TV, ao estudar, ao brincar. E a mochila da escola deve ser a de rodinhas, para não ter de carregar o peso do material. Além disso, é preciso escolher atividades físicas que não forcem a coluna, a exemplo da natação. Já outras práticas esportivas que envolvam saltos frequentes e sem o devido preparo da musculatura, como acontece muitas vezes com crianças que praticam ginástica olímpica, devem ser evitadas para afastar problemas futuros.


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Atividade Física x Dor nas Costas


costas

 

 

Você passa várias horas trabalhando na frente do computador e gasta um tempão presa no trânsito todo dia. Na academia, faz seu treino de olho no relógio e, quando chega em casa à noite, só quer se jogar no sofá de qualquer jeito para assistir à sua novela. Antes de dormir, aproveita para ler um pouco na cama e não resiste àquela acessada no seu perfil no Facebook e quase sempre acaba dormindo tensa, cansada e até torta. Essa rotina parece a sua? Você não está sozinha – nem nos hábitos nem no risco de sofrer de dor nas costas, já que ela é resultado principalmente da nossa postura errada no dia a dia. De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros se queixam do problema. Dado mais alarmante: a Organização Mundial de Saúde estima que 80% da população global teve, tem ou terá dor nas costas em algum momento da vida. A mais comum é na região lombar, causada principalmente por sedentarismo, excesso de peso, erros na execução dos exercícios e postura errada no dia a dia.

Drama feminino
Nós, mulheres, somos vítimas em potencial. Além da anatomia que convida a desequilíbrios posturais – quadris mais largos e joelhos em xis -, há os fatores salto alto, bolsa pesada carregada em um ombro só, exagero de exercícios para o bumbum, mania de encolher a barriga a fim de parecer mais magrinha… Todos vilões da dor. Isso sem falar no momento da gravidez – quando o peso corporal aumenta e a sobrecarga na coluna também – e no stress da vida moderna, que deixam a gente com a sensação de carregar o mundo nas costas e faz o corpo sofrer de verdade.

Procura-se alívio
Quem já deu um mau jeito nas costas ou sentiu a coluna travar de repente sabe o tamanho do incômodo. No auge da dor, vale tudo: analgésico, massagem, acupuntura, fisioterapia, repouso absoluto…Todas são alternativas válidas para o alívio do desconforto desde que adotadas com orientação médica. Também é importante descobrir a origem do problema, pois há casos em que a dor nas costas é um alerta de problemas respiratórios, renais e gastrointestinais ou hérnia de disco, que se forma quando os discos intervertebrais saem da posição normal e comprimem as raízes nervosas entre as vértebras da coluna. Descartadas essas opções, esqueça qualquer desculpa para não malhar. Exercitar-se é unanimidade entre os especialistas como uma ferramenta para fortalecer o corpo, aumentar a elasticidade dos músculos das costas e relaxar – e, portanto, prevenir e tratar a dor. Se a dor persistir, consulte um ortopedista ou médico do esporte a fim de investigá-la e encontrar a melhor solução.

Musculação
É essencial para fortalecer o core (que engloba os músculos do abdômen, da parte de baixo das costas e dos quadris), responsável pela sustentação da coluna. Quando você reforça essa musculatura, equilibra a forças entre a parte da frente e a de trás do corpo, diminuindo o risco de dor nas costas. A orientação de um professor é chave para evitar erros na execução e exagero nas repetições ou na escolha das cargas – o que pode piorar a situação, em vez de melhorar. Para quem está começando, pegar leve é a regra número um. Uma boa ideia é apostar em exercícios que usam somente o peso do corpo.

Pilates
Mesmo quem procura o método por outras razões – barriga durinha, músculos desenhados, mais alongamento – acaba prevenindo (ou aliviando, caso já tenha) a dor na lombar. Os movimentos focam a estabilização da coluna e trabalham flexibilidade, força e equilíbrio. Isso faz do pilates uma atividade ótima tanto para fortalecer o corpo quanto para tratar a dor, seja qual for a origem. Antes de começar, converse com o professor para saber se é preciso restringir algum tipo de posição. Se não houver limitação, até as grávidas podem aproveitar a prática para ajudar no controle do peso, na hora do parto (o abdômen mais forte facilita a saída do bebê) e na volta ao corpo de antes.

Treinamento funcional
Um dos segredos do sucesso da aula se deve à infinidade de movimentos possíveis e do uso de acessórios como elásticos e bolas para desafiar o corpo de forma dinâmica e de acordo com a condição física e o objetivo de cada um. Para quem sente dor ou tem algum problema de coluna, a atividade pode ser usada como reabilitação – foi essa a aplicação original do funcional, quando foi idealizado, há pelo menos duas décadas: recuperar atletas lesionados e prepará-los para continuar tendo um bom desempenho em suas modalidades.

 

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Não deixe a dor nas costas atrapalhar seu sono


Muitas pessoas sentem uma dor nas costas tão forte que sofrem dificuldades em praticar atividades simples, que fazem parte da rotina, como dirigir, fazer compras, praticar exercícios ou mesmo trabalhar. Mas, em algumas pessoas, a dor lombar pode inclusive atrapalhar uma das horas mais nobres, que é o sono tranquilo. Nosso organismo precisa dormir entre sete a oito horas em média - alguns mais, outros menos - para funcionar corretamente. Diversas coisas podem atrapalhar o seu sono, como dificuldade de concentração, ansiedade, ganho de peso, depressão e descontentamento. Se no seu caso é a dor nas costas que está atrapalhando o seu sono, é possível adotar alguns hábitos simples para ajudar o corpo a ficar relaxado e não fazer mais da dor um problema:

  • Mudanças na dieta: o excesso de cafeína ingerida pode afetar o seu sono - ainda que você tenha ingerido horas antes de se deitar. A ingestão de bebida alcoólica também pode contribui para manter um quadro inflamatório e perdurar a dor nas costas. Uma combinação dos dois será um desastre. Antes de deitar, opte por uma dieta bem leve, o que contribuirá para um sono melhor.
  • Firmeza no sono: colchões moles ou antigos, com buracos ou saliências, podem ser um fator a mais de agressão a sua coluna por muitas horas, todos os dias. Por isto, fazer o rodízio do colchão, rodando uma vez por semana, avaliar sua validade, e optar por colchões mais firmes, sem excessos, podem contribuir para saúde da sua coluna.
  • Mexa-se: manter atividades físicas leves ao longo do dia também contribui para o seu sono. Está comprovado que a atividade é muito melhor que o sedentarismo ou o repouso, quando se fala em dores nas costas. Ao iniciar os exercícios não se percebe seus benefícios imediatamente, mas com certeza irá trazer um sono bem melhor em breve, mesmo se passar a caminhar pelo menos 30 minutos diariamente.
  • Higiene do sono: manter um ambiente tranquilo, escuro, sem barulhos, e procurar ir para cama mais cedo, sem programas que gerem aumento da sua tensão, são medidas simples que também podem ajudar.

É muito importante aprender a dormir melhor, pois isto realmente irá trazer benefício para sua coluna e seu corpo como um todo. A falta do sono piora ainda mais o seu limiar de dor, e pode manter ou intensificar suas dores. Tente as medidas simples acima, se ainda estiver com dificuldade procure um médico.

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Dor nas costas e a posição sentada

Dor nas costas e a posição sentada

Oitenta por cento dos seres humanos sentem dor lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas. A maioria destas pessoas pode manter suas atividades habituais, porém, com desconforto ou dor. A dor se relaciona com problemas mecânicos da coluna vertebral, isto é, com o mau uso dela, como sentar-se em uma posição inadequada.

Quando nos sentamos nossa pelve tende a rodar para trás. Esta posição "retifica" nossa coluna lombar, ou seja, nossa coluna, que nessa região tem uma curvatura para dentro, fica arredondada para fora. O que ocorre é que os orifícios da coluna por onde os nervos passam se abrem, os músculos de sustentação relaxam e os ossos, discos e ligamentos assumem toda a carga.



Sentar-se assim, na maioria das vezes, é confortável e alivia as dores e o cansaço das costas, porém, o hábito de nos sentarmos sempre desta forma, e não sobre os ísquios (os ossinhos do bumbum), além de enfraquecer os músculos das costas, enfraquece os abdominais e a musculatura da bacia, encurta os músculos da parte de trás das coxas e pernas, sobrecarregando estruturas que não servem para carregar peso. Com essa musculatura em desequilíbrio, quando ficamos em pé nossa pelve não volta a posição correta (sem a rotação posterior). Músculos de sustentação – e proteção – da coluna fracos nos expõe a um alto risco de lesão e dor com pequenos esforços.

Portanto, é muito importante cuidar da forma como sentamos. Os pés apoiados, joelhos e quadris em aproximadamente 90 graus e apoio para coluna torácica evitam o arredondamento das costas e mais dores…

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Influência genética na degeneração do disco intervertebral


O conhecimento atual das doenças degenerativas sugere uma etiopatogênese multifatorial, onde a genética desempenha um papel primário, orquestrando os eventos patológicos, além de determinar marcantes diferenças no fenótipo da doença de paciente para paciente. Os genes podem atuar como fatores de suscetibilidade e predisposição, aumentando os riscos de desenvolvimento da doença, ou podem atuar como fatores reguladores, modulando a magnitude e severidade do processo patogênico, bem como a resposta ao tratamento com drogas(1).

As doenças que afetam o sistema músculo-esquelético acometem centenas de milhões de pessoas no mundo e estão entre as causas mais comuns de invalidez e sofrimento crônico. Essas condições figuram como as principais responsáveis pela liderança no número de incapacidade em pessoas com menos de 45 anos, resultando em perdas econômicas superiores a 90 bilhões de dólares, por ano, nos Estados Unidos(2).

O disco intervertebral permanece como sendo de grande interesse, uma vez que sua degeneração pode influenciar uma variedade de estruturas e processos que, acredita-se serem participativos na origem da dor. Do mesmo modo, o disco serve como foco de numerosos tratamentos de intervenção, sejam eles conservadores ou cirúrgicos para os sintomas relacionados à coluna(3).

O disco intervertebral contém uma abundante matriz extra-celular de proteoglicanos e colágeno. A camada externa, o anel fibroso, consiste principalmente, de colágeno I, enquanto a estrutura interna do disco denominada núcleo pulposo, é constituída de cerca de 50% de proteoglicanos, principalmente o agrecan e 20% de colágeno II. Ambos contêm pequenas quantidades de colágeno IX(4).

As definições da doença articular degenerativa não são uniformes devido a falta de total compreensão desse fenômeno. Conceitualmente, a degeneração do disco é produto da degradação, ao longo da vida, combinada com a remodelação sincronizada do disco e vértebras adjacentes, incluindo adaptação simultânea das estruturas discais à mudanças de peso corpóreo e cicatrização das lesões ocasionais, com formação de tecido cicatricial(5).

A degeneração do disco tem sido atribuída ao acúmulo de efeitos ambientais, primariamente agressões e traumas, hábitos de vida, tabagismo, aterosclerose, acrescidas das mudanças que ocorrem com o envelhecimento. Achados recentes, no entanto demonstram que esses efeitos influenciam modestamente a degeneração discal, o que reforça a importância da participação dos fatores genéticos nesse processo(3;5).

O Papel da Genética na Degeneração Discal

Há muitas variações nos relatos sobre a prevalência de degeneração da coluna vertebral, que não podem ser inteiramente explicadas pelo envelhecimento ou outros fatores identificáveis de risco. As pesquisas conduzidas na última década proporcionaram o melhor entendimento da degeneração discal e sua etiologia e com isso, tornou-se clara a participação da genética, cujo papel na degeneração do disco passou a ser mais forte do que se suspeitava anteriormente(3,5). O componente genético tem sido determinado nos estudos de gêmeos e agregação de famílias(6,7,8,9,10), bem como na detecção de polimorfismos genéticos relacionados no seu aparecimento(4,11,12,13,14).

Embora, os estudos clínicos tenham proporcionado esclarecimentos na prevalência e condução de tratamento, atribui-se aos recentes avanços nos mecanismos moleculares, o melhor entendimento de como mutações genéticas podem contribuir no desenvolvimento das discopatias(10).

O primeiro passo nos estudos de epidemiologia genética é determinar se ocorre agregação familial ou não da condição ou doença de interesse, sugerindo a influência genética. Duas das primeiras análises sistemáticas de agregação familial enfocando a degeneração do disco intervertebral foram conduzidas em pares de gêmeos monozigóticos(8;15). Resultados desses estudos demonstraram agregação familial significativa, com relação à extensão e localização da discopatia.

Estudo conduzido em pacientes adultos portadores de degeneração do disco intervertebral demonstrou que esses indivíduos apresentavam probabilidade duas vezes maior de história familial da doença, estando as mulheres mais freqüentemente afetadas, em comparação aos homens(9). Tais resultados são corroborados por outros(16), que relatam a significativa presença da doença naqueles, cujos parentes próximos sofreram intervenção cirúrgica para hérnia de disco. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos expostos à atividade de risco, como carregadores de peso, motociclistas ou tarefas com equipamentos de vibração ou que exigem prolongada postura sentada. Estudos epidemiológicos realizados anteriormente(17;18) igualmente confirmam uma prevalência maior de doença discogênica em membros imediatos de famílias com tal diagnóstico, quando comparados aos controles.

A agregação familial sugere que o disco intervertebral desses indivíduos possua aspectos singulares. A expressão desses fatores hereditários conduz a alterações na estrutura ou meio bioquímico do disco, tornando-o mais suscetível à lesão e subseqüente herniação. Esse processo é passível de atuar em sinergia com outros fatores, como, por exemplo, carregar peso na posição ereta, mas atividades específicas, tanto ocupacionais como esportivas, não parecem ter tanto efeito. Em outras palavras, a progressão natural da degeneração discal, geneticamente determinada, é modificada em certo grau, por fatores de comportamento e ambientais(5).

Do mesmo modo, o fator genético contribui para a degeneração discal em adolescentes(19), sendo que a história familial de herniação efetiva-se como fator de risco para a doença em questão, em indivíduos menores de 21 anos. Similarmente, a realização da cirurgia em membros da família tem implicação significativa na evolução da doença em adolescentes(20).

Um outro estudo interessante(21) distinguiu duas fontes de similaridade familial, ou seja, os fatores biológicos (genéticos) e social (herança cultural), envolvendo 86 pares de gêmeos monozigóticos e 154 pares dizigóticos. Da mesma maneira, o componente genético foi substancial na presença de degeneração discal.

Genes Agrecan e Receptor da Vitamina D na Degeneração Discal

Gene Agrecan

O gene agrecan é o maior gene estrutural da cartilagem, expresso em altos níveis somente nesse tecido. O agrecan é composto de dois tipos de elementos estruturais, um núcleo central expandido e três domínios globulares, flanqueadores(22).

O agrecan codifica para uma proteína do núcleo proteoglicano, com uma extensão do domínio central que carrega a glicosaminoglicana, flanqueada pelos domínios globulares em cada extremidade. A região central consiste de longas extensões de repetições de aminoácidos, que servem como sítios de ligação para as glicosaminoglicanas, tais como a condroitina e sulfato de queratan; os domínios globulares terminais interagem com outros componentes da cartilagem. O exame do DNA genômico de uma população de indivíduos não relacionados, mostrou que o bloco de seqüências repetidas existe em uma forma alélica múltipla, que difere pelo número variável de repetições em tandem (VNTR) nesse sítio codificador, em cada alelo. Esse polimorfismo parece restrito à espécie humana e resulta na produção de diferentes comprimentos de proteínas com núcleo agrecan, carregando números diversos de sítios de ligação potencial para o sulfato de condroitina(11).

Como visto anteriormente, o disco intervertebral consiste, principalmente de proteoglicanos e colágenos, sendo o primeiro, responsável pela função de "suportar a carga" do disco. Desse modo, presume-se que os genes que codificam para os proteoglicanos atuem de modo significativo na degeneração discal. A partir do conhecimento da existência dos VNTR, sabe-se que esse polimorfismo resulta em proteínas com diferentes comprimentos do núcleo agrecan, o que pode levar a mudanças nas propriedades funcionais da cartilagem.

Assim sendo, o gene agrecan foi escolhido como candidato marcador da associação entre o polimorfismo do gene e a doença do disco(13) em estudo, onde foram recrutadas 64 mulheres jovens, com e sem problemas nas costas e mais 15 casos de pacientes submetidos à cirurgia da coluna lombar. Foram excluídos os participantes envolvidos com trabalho físico pesado, bem como os fumantes. O grau de degeneração foi determinado de acordo com a classificação de Schneiderman, ou seja, grau 1 (normal), 2 (intermediário, intensidade de sinal heterogêneo diminuída), 3 (marcado, perda difusa de sinal), 4 (ausente, sinal anulado). A herniação do disco foi avaliada pelo critério de MacNab como sendo normal ou dos tipos protrusão, extrusão e seqüestro do disco herniado. O estudo revelou que os indivíduos portadores de degeneração discal grave e em múltiplos níveis possuíam o gene agrecan com curta extensão nos números de repetição em tandem (VNTR). Esses achados sugerem que tais indivíduos apresentam um risco significativo de degeneração discal, mesmo em idade jovem.

O mecanismo pelo qual o gene agrecan encurtado está relacionado ao aparecimento precoce dessa doença parece razoável, uma vez que o núcleo da proteína agrecan está modificado com cadeias glicosaminoglicanos, incluindo o sulfato de queratan e de condroitina. A alta pressão osmótica do agrecan é atribuída, principalmente, à natureza polieletrolítica dessas cadeias de glicosaminoglicano. Desse modo, o encurtamento dessas cadeias confere uma menor capacidade do disco em conter a água, resultando na antecipação do processo degenerativo.

Gene Receptor da Vitamina D

A vitamina D regula a homeostase de cálcio e a mineralização óssea e sua ação é mediada pelo receptor da vitamina D (VDR) que pertence à família de receptores de hormônios esteróides, ativados aos fatores de transcrição(23).

A forma hormonal da vitamina D (1,25 dihidroxi vitamina D3) é necessária para o processo de mineralização do osso, absorção de cálcio do intestino, controle do cálcio, homeostase de fósforo e regulação do hormônio paratiróideo. Os receptores da vitamina D são polipeptídeos intracelulares que se ligam, especificamente, com a 1,25 dihidroxi vitamina D3 e interagem com núcleos de células alvos para produzirem uma variedade de efeitos biológicos.

O gene VDR contém muitos polimorfismos intragênicos associados com a densidade óssea e a formação do osteófito. No polimorfismo Fok I, ocorre a transição de timina por citosina (ATG para ACG) no primeiro dos dois sítios potenciais de iniciação no exon II. Indivíduos com o alelo C (designados por F) iniciam a transcrição no segundo sítio ATG e não possuem os três aminoácidos NH2-terminal em toda a extensão da proteína VDR, ou seja, a proteína é mais curta em três aminoácidos. A ausência do sítio polimórfico FokI indica que a tradução da proteína foi iniciada no primeiro sítio ATG e, portanto, os indivíduos portadores desse genótipo (ff) sintetizam a proteína em toda sua extensão de 427 aminoácidos. Essa diferença estrutural pode afetar a função de VDR e conseqüentemente influenciar a remodelação e a densidade mineral óssea. Há evidências sugerindo que o alelo f mais longo pode ser menos ativo, atuando com eficiência reduzida(12).

Além do metabolismo mineral, esse gene promove a ação de outros genes expressos nos tecidos conectivos. Por exemplo, a síntese de osteocalcina, a proteína não colagenosa mais abundante no osso, é induzida pela forma hormonal da vitamina D, através do elemento responsivo específico da vitamina D no gene promotor da osteocalcina. Devido a essa atividade na função reguladora nos passos metabólicos da vitamina D, os mecanismos pelos quais a presença de variações polimórficas afeta o osso, a cartilagem e a degeneração do disco podem resultar em variações na expressão tanto de componentes estruturais comuns do tecido conectivo ou de proteínas específicas do tecido(23).

Estudos recentes demonstram que alelos específicos do VDR estão associados com a degeneração discal, o que suporta a existência de determinantes genéticos nessa doença(3,14).

Partindo do conhecimento de que o osso e a cartilagem são compostos, em parte, dos mesmos tecidos conectivos dos discos intervertebrais, foi estudada a associação dos polimorfismos do VDR com a degeneração discal, determinada pela medição quantitativa da intensidade do sinal e determinação qualitativa da intensidade do sinal, protrusão e altura do disco, em imagens de ressonância magnética(3). Os participantes desse estudo foram selecionados, a partir de uma população de gêmeos finlandeses, nação que possui todos os pares de gêmeos nascidos antes de 1958 e vivos em 1975.

Os resultados mostraram que os dois polimorfismos intragênicos, detectados pelo Fok I e Taq I, separados por aproximadamente 35 kilobases no gene VDR, estão associados com os achados de degeneração no disco intervertebral. A avaliação quantitativa da intensidade do sinal em vértebras torácicas e lombares para o polimorfismo Taq I demonstrou o mais alto grau de degeneração nos discos intervertebrais T6-S1 de indivíduos com genótipo homozigoto recessivo (tt), grau intermediário para os portadores do genótipo heterozigoto (Tt) e a menor degeneração naqueles com genótipo homozigoto dominante (TT). Do mesmo modo, um padrão similar foi encontrado para o polimorfismo Fok I. Não foram encontradas associações entre os genótipos TaqI e os aspectos qualitativos avaliados. Contudo, o mesmo não ocorreu com os genótipos FokI , visto que os indivíduos FF apresentaram menor degeneração qualitativa na intensidade de sinal, protrusão e altura do disco, enquanto esses aspectos foram piores para os indivíduos Ff e ff.

Desse modo, o estudo provê evidências que substanciam a existência de determinantes genéticos na degeneração de disco intervertebral lombar. De modo não surpreendente, a associação foi mais forte, quando medidas de degeneração, mais sensíveis e de maior reprodutibilidade, foram usadas na definição do fenótipo. Esses achados enfatizam o significado da precisa determinação de fenótipos clínicos na investigação dessa complexa doença.

A associação entre o polimorfismo TaqI e a degeneração do disco lombar foi igualmente avaliada(14), sendo que os achados reforçam o risco aumentado de degeneração grave e em múltiplos níveis, bem como a presença de herniação, em indivíduos jovens, portadores do genótipo mutante.

Outros genes importantes

O colágeno tipo IX é encontrado no núcleo e anel fibroso do disco, bem como na placas vertebrais terminais. Acredita-se que esse tipo de colágeno seja responsável pelo suporte mecânico dos tecidos, agindo como ponte entre as moléculas(24). O gene COL9A2 codifica para uma das cadeias polipeptídicas do colágeno IX, expresso no disco intervertebral. Uma variação na seqüência da cadeia [alfa]-2 do colágeno IX, identificada como alelo Trp2, foi associada com a herança dominante da doença lombar do disco(4).

Do mesmo modo, as citocinas inflamatórias têm sido reconhecidas como participadoras do processo discogênico, em particular a interleucina-1, por induzir a atividade de enzimas que destroem os proteoglicanos e estar envolvida no processo da dor. Foi encontrada associação entre polimorfismos de interleucina-1 e aspectos de degeneração discal em imagens de ressonância magnética de trabalhadores finlandeses (operadores de máquinas, carpinteiros e escriturários). A presença desse polimorfismo esteve relacionada com um risco três vezes maior de abaulamento do disco e provavelmente interferiu no efeito que a carga de trabalho físico pode exercer sobre a doença(25).

Estudos de associação em epidemiologia genética dificilmente são replicáveis e devem sempre considerar a população estudada, em vista da variação étnica na ocorrência de polimorfismos específicos. No entanto, resultados promissores têm emergido nesses últimos anos. Assim sendo, a história familial positiva pode fortalecer o diagnóstico clínico e prover, adicionalmente, meios eficazes de identificar indivíduos de alto risco, que podem beneficiar-se das estratégias preventivas, como o aconselhamento vocacional, modificações de atitudes no trabalho e de vida e promover a adoção de exercícios preventivos para o fortalecimento e educação postural.

É inquestionável a possibilidade de prevenção dessas doenças, como também o é a importância da pesquisa multidisciplinar, que emprega o uso de marcadores genéticos aliados ao acompanhamento clínico, como ferramentas precisas no melhor entendimento da etiologia da doença.

Dessa maneira, a união de esforços flexibilizará as opções de efetivos programas de prevenção e diagnóstico, a detecção de fatores de risco e o delineamento de tratamentos, expandindo assim o alcance de cura. Deve-se ressaltar aqui, que no estágio atual, todas as modalidades de tratamentos das discopatias, inclusive a cirúrgica, não têm demonstrado resultados eficazes e definitivos. Assim, aliar o conhecimento da condição genética de indivíduos afetados com os achados clínicos auxiliará sobremaneira na prevenção dessas condições, bem como no estabelecimento de protocolos de tratamentos com medicação específica e individualizada.

Referências

Autores:

Nívea Dulce Tedeschi Conforti FroesI; Francine Teresa Brioni NunesII; Wilson Fábio NegrelliIII

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Exercícios que ajudam a diminuir as dores nas costas durante a gravidez


À medida que a barriga cresce durante a gravidez, o centro gravitacional do corpo da mulher muda do meio para a frente. Instintivamente, a maioria das gestantes empina um pouco o bumbum para "corrigir" a postura, o que resulta em dores nas costas. "Também há uma sobrecarga nos músculos da região lombar por causa do aumento de peso e uma mudança na forma de caminhar devido ao alargamento do quadril. Tudo contribui para o incômodo que elas podem sentir", afirma a personal gestante Gizele Monteiro, mestre pela Unifesp em exercícios na gravidez e autora do livro "Guia Prático de Exercícios para Gestantes" (Phorte Editora) e do e-book "Gravidez em Forma" (disponível pelo site gravidezemforma.com.br).

O melhor remédio para amenizar as dores é a adoção (pelas sedentárias) ou a manutenção (pelas já atléticas) de uma rotina de exercícios físicos – sempre com a autorização do obstetra que acompanha o pré-natal. Independentemente do perfil da gestante, alguns detalhes precisam ser observados. "A frequência cardíaca não pode ultrapassar 140 batimentos por minuto e ambientes quentes devem ser evitados. É necessário também controlar a amplitude dos movimentos e a hidratação da grávida e assegurar a segurança do local, para evitar quedas", diz a instrutora de musculação e personal gestante Luciana Flor Cardoso, responsável pelo Programa Gestante da Cia. Athlética Anália Franco (SP).

A definição do tipo de exercício dependerá de avaliações feitas pelo obstetra e por um educador físico, como explica Mariana Furtado, professora do Espaço Bella Gestante: "O nível de condicionamento da mulher interfere diretamente na prescrição de um programa. A frequência e a intensidade do treinamento, e mesmo as modalidades liberadas, são adequadas à realidade e às necessidades dela".

É claro que o bom senso deve prevalecer, e atividades de competição e lutas são deixadas de lado nesse período. Além de as de competição oferecerem sobrecarga cardíaca e biomecânica, as articulações da gestante estão mais flexíveis e mais suscetíveis a lesões por torção. Quanto às lutas, existe o risco de quedas e pancadas no abdômen.

Confira quais são os exercícios mais recomendados para as gestantes sentirem menos dores nas costas e, de quebra, controlarem o aumento de peso (que deve ser de no máximo 12 quilos ao longo dos nove meses) e diminuírem o risco de situações como hipertensão e diabetes gestacional.

Caminhada
A atenção deve estar voltada à velocidade, para respeitar os 140 batimentos cardíacos por minuto, e à postura, evitando empinar o bumbum. O bom posicionamento da coluna durante o exercício tende a se manter ao longo do dia e a diminuir as dores lombares. "É uma atividade aeróbica excelente que também ajuda no controle do ganho de peso, no alívio do inchaço do final da gestação e não tem restrições médicas, por ser sem impacto", complementa Gizele.

Hidroginástica
Um clássico entre as grávidas pelo conforto que elas sentem dentro da piscina. As dores nas costas somem durante a aula e diminuem sensivelmente no restante do dia. De acordo com Luciana, "a atividade na água proporciona um relaxamento incrível e faz com que as gestantes não sintam o peso da barriga". A hidroginástica também pode contribuir para evitar o parto prematuro: um estudo conduzido em 2006 pela Unicamp mostrou que a prática dessa modalidade aumenta em até 21,5% o volume do líquido amniótico.

Alongamento
Deve ser feito sob a orientação de educador físico ou fisioterapeuta especializado no tratamento de gestantes. Gizele defende a prática para qualquer mulher grávida, seja ela sedentária ou ativa: "O alongamento proporciona o relaxamento e o equilíbrio para grupamentos musculares sobrecarregados pelas mudanças posturais e ajuda, inclusive, a controlar a postura".

Yoga
Não apenas mantém a coluna da mulher ereta e livre de dores como trabalha o equilíbrio mental. Mas só é recomendada para quem já a praticava antes da gestação – os meses seguintes à descoberta de que será mãe não são os melhores para se transformar em uma iogue. Ainda assim, o ideal é entrar em um programa específico para gestantes, porque à medida que a barriga cresce, fica difícil encaixar algumas posturas. A mudança do centro gravitacional do corpo também dificulta o equilíbrio em algumas posições, o que pode resultar em quedas caso a mulher tente acompanhar uma turma regular.

Pilates
Ameniza as dores lombares e melhora a postura ao fortalecer os músculos das costas, mas também só é recomendado para quem já era praticante antes da gestação. Isso porque, segundo as especialistas, na maioria dos exercícios do Pilates o abdômen fica contraído, gerando um estresse muito grande para as novatas – e desnecessário para quem tem um bebê no ventre.

Musculação adaptada
O fortalecimento dos músculos das costas adequa a postura da grávida e previne as dores. É imprescindível que seja acompanhada por um profissional com muita experiência com gestantes, que indique exercícios apropriados, cargas leves, número adequado de repetições e que respeite as pausas para recuperação completa após cada série. "A musculação também é benéfica para o fortalecimento das pernas, que carregarão cada vez mais peso com o crescimento da barriga da gestante", acrescenta Gizele.

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Exercícios simples e automassagem aliviam dor no pescoço

Os músculos da região cervical são responsáveis por sustentar a
cabeça, auxiliar na movimentação dos ombros e braços e ainda servem
como músculos acessórios na respiração. Esse acúmulo de funções somado
ao estresse e tensão cada vez mais frequentes no dia a dia, fazem com
que eles entrem em um estado de sobrecarga e fadiga excessivos. As
consequências disso podem ser uma sensação aumentada de peso nos
ombros, dificuldade para movimentar o pescoço e em casos mais extremos
desencadear dor.

Em situações de medo, tensão e estresse excessivo os músculos da
região posterior do corpo, responsáveis por manter a postura ereta
entram em um estado de tensão aumentada. Essa contração é involuntária
e surge como resposta a esses estímulos externos, formando nódulos
doloridos, os chamados pontos gatilhos ou pontos de tensão.

Com a presença desses nódulos, forma-se um ciclo de contração
muscular que se mantém por muito tempo e gera dor nessa região,
principalmente no pescoço. Na tentativa de minimizar a dor, pequenos
vícios e alterações posturais são adotados, porém eles podem vir a
contribuir para manutenção do quadro doloroso, podemos atribuir a essa
condição o termo cervicalgia tensional.

Outra situação que pode causar dor e tensão na região são as chamadas
cervicalgias mecânicas, muitas delas causadas por lesões e traumas nos
discos intervertebrais presentes na coluna cervical. Essas lesões são
classificadas conforme sua severidade; abaulamento discal, protusão de
disco e hérnia de disco ou hérnia discal. Os sinais e sintomas são
parecidos ? dores na região cervical, associado com nódulos de tensão
na região dos ombros e dores irradiadas para os braços.

Amenizando a dor cervical

É fundamental que a pessoa tenha cuidados com sua postura, evitando
sentar de forma inadequada, passar longos períodos na mesma posição,
levantar e/ou transportar objetos pesados de forma inadequada. Muitas
vezes o estresse e tensão fazem com que a pessoa se alimente mal e não
tenha uma boa noite de sono, por isso é importante também cuidar da
postura na hora de dormir. O mais indicado é deitar-se de lado,
mantendo um travesseiro entre as pernas e um segundo travesseiro na
região do pescoço. Ele deve apresentar altura adequada para que o
pescoço não se incline para cima ou para baixo, mantendo-o em posição
neutra.

Quando a pessoa não apresenta histórico de traumas ou lesões na
região é evidente que ela está sofrendo de estresse e tensão muscular,
sendo assim alguns auto alongamentos e automassagens são indicadas.

Alongamento

Rode a cabeça para o lado direito e em seguida incline levemente a
cabeça para frente. Com a mão direita, faça uma leve pressão para
alongar os músculos que ficam à esquerda do pescoço. Pode-se fazer
esse alongamento de três a quatro vezes por dia, com três séries de 30
segundos de cada lado.

Alongamento

A pessoa deve fazer inclinar levemente a cabeça para frente e com as
mãos na parte de trás fazer uma leve pressão para alongar os músculos
desta região. Pode-se fazer esse alongamento de três a quatro vezes
por dia, com três séries de 30 segundos de cada lado.

Automassagem

Automassagem

A pessoa pode localizar o ponto doloroso e com a polpa dos dedos
realizar pequenas pressões e movimentos circulares sobre o local de
dor para minimizar a tensão. Também é indicado durante o banho deixar
a água morna cair sobre a região e aplicar a automassagem. Pode-se
realizar essa automassagem de três a quatro vezes por dia, por até um
minuto em cada região.

Esses auto alongamentos e automassagem são indicados apenas para
pessoas com dores desencadeadas por tensões ou estresse, pessoas com
lesões na coluna, como hérnias de disco, protusões discais, traumas,
entre outros, devem sempre procurar um profissional para avaliar sua
real condição antes de fazer qualquer tratamento por conta própria.

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Veja qual é a melhor posição para dormir



Você acorda com a sensação de cansaço e o corpo dolorido? Descobrir qual a melhor posição para dormir pode aliviar esse desconforto no pescoço e nas costas e o site neo-zelandês Body+Soul descobriu que mesmo quem tem uma ótima postura durante o dia, pode acabar sobrecarregando essas duas partes do corpo durante o sono.

Cada vez mais pessoas tornam-se mais atentas em relação à postura da coluna durante o dia, mas durante o sono também é importante e possível cuidar da saúde da coluna.

Melhor posição
Deitar de barriga para cima com os braços esticados e perpendiculares às pernas também esticadas é uma das melhores posições para a coluna. Use um travesseiro baixo, porque muitos travesseiros ou um muito alto podem comprometer o alinhamento do pescoço, não importa qual seja a posição na cama, gerando dores no pescoço, ombros e costas, assim como dores de cabeça e até enxaqueca.

Boa opção
Deitar de lado com o braço de cima deixado ao lado do corpo ou para trás, para abrir os ombros é uma boa escolha para o sono. Evite aconchegar os braços no peito, porque isso força a espinha a se curvar.

Pior escolha
Deitar de barriga para baixo com o pescoço virado para um dos lados é terrível para a coluna. Quem tem por hábito dormir desse jeito costuma sofrer com dores no pescoço e costas e precisa treinar o corpo a adormecer em outra posição

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Travesseiro evita dor nas costas



Pelo menos 70% dos problemas de saúde têm relação com os maus hábitos e o estresse crônico, situações que afetam todo o corpo. É tanto estresse que nos últimos 40 anos a população perdeu 25% do tempo total de sono, e a redução de sete para cinco horas eleva o risco de infarto e derrame, dizem pesquisadores da University College of London. E de nada adianta ter um colchão de primeira se o travesseiro for de terceira, ou inadequado, porque isto só piora a insônia. Como escolher o travesseiro diante de dezenas de modelos, de diferentes tamanhos, texturas e formatos? O primeiro ponto, talvez o mais importante, é observar a posição em que se costuma dormir. A melhor é a de lado, afirmam médicos e fisioterapeutas, porque ela força menos a coluna e relaxa o corpo. Se a preferência for deitar de costas ou de bruços, também dá para evitar as noites maldormidas. Basta saber qual é o modelo que mais se adapta ao seu jeito de dormir. Há travesseiros até para quem sofre de dores de coluna, para quem ronca ou é alérgico.

Para reduzir o estresse e a dor nas costas, é bom ter um travesseiro que mantenha o alinhamento do pescoço com o tronco, diz o ortopedista Antônio Eulálio, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into). A altura correta do travesseiro faz a diferença entre ter bons sonhos ou ficar imerso em pesadelos.

- Quem dorme de lado deve optar por um modelo que ocupe o espaço entre o ombro e a cabeça. Esta altura varia de 10 cm a 15 cm. Dormir com o travesseiro muito alto ou muito baixo manterá a cabeça inclinada para um dos lados. Isto contrai os músculos do pescoço. Então, a chance de torcicolo é grande. Se prefere dormir de bruços ou de costas, use um travesseiro baixo - ensina Eulálio.

Ainda para quem dorme de lado, o travesseiro deve ser firme, médio ou alto, sem deixar a cabeça inclinada para cima ou para baixo. Outra dica é colocar um travesseiro entre os joelhos, mantendo as pernas semiflexionadas, o que relaxa a lombar. Se quiser mais conforto, use um travesseiro de corpo (eles medem de 50cm a 70cm), para não deixar o braço sobre o quadril.

Para quem dorme de costas. o ideal é o travesseiro macio de altura média, que deve preencher o espaço entre a cabeça e o colchão. Neste caso, é melhor posicionar os braços ao lado do corpo,ou cruzar as mãos sobre a barriga. Ainda nesta posição, vale ter um travesseiro sob os joelhos semiflexionados. A pior posição é a de bruços: ela causa rotação da cabeça e a torção da cervical. Neste caso, é melhor usar o travesseiro mais baixo possível, deixando os braços esticados para baixo. Não é bom dormir sem travesseiro.

- Ao dormir de bruços, a tendência é colocar o braço sob o travesseiro, e isso reduz a vascularização para os nervos e causa dormência - diz Eulálio.

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Dor nas costas: aprenda a respeitar sua coluna



Responsável pela sustentação e movimentação do corpo, a coluna vertebral une delicadeza e resistência. É delicada porque entre suas 33 vértebras passa a medula espinhal - estrutura sensível que funciona como canal de comunicação entre o cérebro e as demais partes do corpo. É resistente porque representa 40% do tamanho do ser humano e proporciona a flexibilidade e os movimentos realizados pelo corpo.

A coluna é uma estrutura que tem de ser respeitada e utilizada adequadamente. Oito em cada dez pessoas sofrem ou vão sofrer de dores na coluna ao longo da vida. E isso ocorre porque poucos têm a consciência corporal necessária para manter a postura correta.
As dores

É comum ouvir as pessoas queixarem-se de dor na coluna. Elas podem ser consequência de noites mal dormidas, vícios posturais e esforço acima do normal, entre outros “Em geral são passageiras. Mas, se forem intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista.

Para facilitar a compreensão das dores e suas causas, foram divididas em três segmentos, correspondentes às partes da coluna:

lombar: localizada acima do quadril

dorsal: parte central das costas

cervical: fica entre a cabeça e o tronco

Dor lombar: está entre as dores que mais acometem o ser humano, perdendo apenas para a cefaleia. Atinge 80% da população adulta com menos de 45 anos. Chamada de lombalgia, afeta a coluna lombar e não é doença, mas um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes.

Dor dorsal: menos frequente, apresenta características próprias. A dor acomete a região torácica posterior (região das costas).

Dor cervical: é caracterizada por dor e rigidez transitória na região entre o tronco e a cabeça e tem causas diversas. Costuma se manifestar mais em idosos, profissionais que executam atividades braçais ou que adotam vícios posturais.

As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar

Ao longo do dia, quantas vezes é preciso sentar, levantar, entrar e sair do carro, carregar sacolas pesadas ou pegar algum objeto que caiu no chão?

Todas essas ações têm como protagonista a coluna. E cada vez que são realizadas de forma incorreta, prejudicam a postura e, consequentemente, a coluna. Esse desgaste, somado durante anos, pode resultar em problemas como a escoliose.

Preste atenção no que a sua coluna te diz. E cuide-a antes que traga maiores problemas!

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Alimentos que ajudam nas dores nas costas


De acordo como o Ministério da Saúde, cerca de cinco milhões de brasileiros procuram médicos para tratar a dor nas costas. O que muita gente não sabe é que, apesar da ajuda que os analgésicos dão, o tempo, uma atenção maior ao funcionamento do corpo e alterações nos hábitos de postura, também podem aliviar o desconforto.

Uma pesquisa mostra mais uma alternativa: os alimentos. Pois é, reduzir o risco de recorrência da dor nas costas é possível se você passar a visitar o corredor certo do supermercado. Indícios na pesquisa mostram que o consumo de alguns alimentos pode diminuir as inflamações que contribuem para alguns tipos de dor nas costas, principalmente, as ligadas a artrite.

Veja algumas sugestões de alimentos para comer e outros para evitar.

Coma mais

- Cereja. Um estudo mostrou que tomar 350 ml de suco de cereja azeda, duas vezes por dia, durante oito dias, reduz a dor e a tensão muscular. Cerejas azedas frescas ou enlatadas também ajudam.

- Azeite.

- Salmão em lata, sardinhas enlatadas em água ou azeite, cavala, atum-branco, sementes de linhaça e nozes. Todos são ótimas fontes de ácidos graxos e ômega-3.

- Proteína vegetal. A soja é uma ótima opção.

- Hortaliças e frutas de todas as cores,as enlatadas ou congeladas também, desde que não sejam em calda nem cheias de sal.

- Todos os tipos de castanhas e amêndoas.

- Chá-verde.

- Gengibre. Tente fazer um chá com pedacinho ralado da raiz em água fervente.


Coma menos

- Alguns óleos vegetais como os de milho, açafrão, girassol, algodão e óleos “mistos”.

- Margarina e gordura vegetal.

- Alimentos industrializados.

- Produtos que contenham xarope de milho rico em frutose.

- Alimentos ricos em gordura saturada, como carne, óleos tropicais e leite do tipo integral.

- Alimentos que contenham gordura trans.

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Dor nas costas pode ter como causa bactéria



O que a dor nas costas e acne crônica têm em comum? Mais do que as pessoas pensam. Um grupo da Universidade do Sul da Dinamarca descobriu que a mesma bactéria que provoca acne pode ser a culpada por até 40% dos casos de dor lombar. Além disso, essas infecções, segundo os pesquisadores dinamarqueses, podem ser tratadas com antibióticos.

Os pesquisadores trabalharam com médicos em Birmingham, Inglaterra, e estudaram amostras de tecido extraídas de pacientes que sofrem de dor crônica nas costas. Eles descobriram que quase metade foram infectados por bactérias e que, cerca de 80%, foi pela bactéria Propionibacterium acnes, que comumente causam acne.

Eles também descobriram que a dor pode ser tratada com antibióticos. Em um artigo publicado no European Spine Journal, os pesquisadores mostraram que um tratamento de 100 dias com antibióticos reduziu a dor em 80% dos pacientes. "Os resultados são indiscutíveis", disse Manniche. "Aqueles que receberam o remédio durante três meses melhoraram de forma significativa vários fatores, como: nível de dor, funcionalidade e capacidade de trabalho".

Essa descoberta poderia abrir novas e mais baratas opções de tratamento para pacientes que sofrem de dor lombar, embora nem todos irão se beneficiar do tratamento. "Isso não vai ajudar pessoas com dor nas costas aguda ou sub-aguda - apenas aqueles com dor lombar crônica", disse Hanne Albert, outro pesquisador da equipe, ao jornal The Guardian.

Apesar disso, Peter Hamlyn, um cirurgião da Universidade de Londres, disse que o tratamento poderia ser uma alternativa para um grande número de doentes. "Isso é grande", disse Hamlyn ao The Guardian. "Estamos falando, possivelmente, em metade de todas a cirurgias de coluna para dor lombar sendo substituída por antibióticos”.

Considerando o grande número de pessoas que são afetadas pela dor lombar crônica, e os custos com o seu tratamento, esta descoberta está sendo considerada candidata ao Prêmio Nobel. A pesquisa tem sido comparada à descoberta da bactéria culpada pela úlcera de estômago, a Helicobacter pylori.

LADO NEGATIVO

Infelizmente, há um lado negativo. Os antibióticos têm apresentado grandes resultados na cura de várias doença, mas as bactérias estão se tornando resistentes mais rapidamente do que a capacidade do ser humano em produzir novas fórmulas. É uma corrida armamentista e o homem está perdendo. As empresas farmacêuticas não podem visar nenhum lucro com o desenvolvimento de novas drogas. E assim, para agravar ainda mais a situação, existe cada vez menos antibióticos sendo criados a cada ano.

Murilo Daher, médico goiano, ortopedista especialista no tratamento de doenças da coluna, vê o resultado do estudo com ressalvas. Ele afirma que seria uma mudança no paradigma do tratamento e diagnóstico da dor lombar, e que como toda descoberta na medicina, precisaria ser comprovada por outros estudos, antes de poder ser utilizada na prática clínica do dia a dia. Segundo ele, o que se divulgou “são estudos preliminares que precisam ser melhores avaliados para não causar falsas expectativas”.

A dor nas costas, especialmente a da região lombar, é um problema de saúde pública pela grande incidência na população e pelos altos custos com seu tratamento. A grande dificuldade em se tratar a queixa, segundo doutor Murilo Daher, é a mesma que se tem em se estabelecer um diagnóstico etiológico específico.

"Muitas vezes os exames de imagem, como a ressonância magnética, apesar de sofisticados, evidenciam alterações que podem ser normais do envelhecimento humano, e nem sempre se pode estabelecer uma relação direta entre essas alterações e os sintomas do paciente. Quando esse diagnóstico fica claro, o tratamento é mais fácil, por exemplo, no caso de uma compressão nervosa por uma hérnia de disco. Além disso, nos últimos anos houve grandes avanços no tratamento cirúrgico dessas doenças, com procedimentos cada vez mais seguros e menos agressivos (minimamente invasivos), com resultados cada vez melhores", explica o médico ortopedista.

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Dicas para não ter dor na coluna



Sentar-se com conforto

Apoie as costas no encosto da cadeira, de maneira que os joelhos fiquem acima do nível do quadril e os pés fiquem bem apoiados no chão. Se possível, use ainda apoio para os pés e prefira cadeiras com braços, pois não forçam a coluna e facilitam o ato de levantar.

Divisão de peso

Na hora de carregar bolsas, malas e pacotes, divida os pesos igualmente nos dois lados do corpo. Levar tudo em um dos braços pode trazer complicações e dores na coluna.

Levantamento de objetos

Para levantar qualquer objeto do chão, dobre os joelhos (fique de cócoras). Assim o peso será absorvido pelos músculos das pernas e não pela coluna vertebral. Jamais curve apenas as costas para alcançar e levantar qualquer objeto, mesmo os mais leves.

Entrar e sair do carro

Tanto para entrar como para sair do automóvel fique sentado, gire as pernas e o tronco ao mesmo tempo (para dentro ao entrar; para fora ao sair do veículo). É importante evitar torcer as costas.

Máximo alcance

Use banco ou escada sempre que o objeto estiver numa altura acima de sua cabeça. Nunca estique as pernas nem force a coluna para alcançar o que deseja.

Bem-vestido
Vista as roupas sentado. Sua coluna agradece. Calçar meias e sapatos e mesmo vestir uma calça em pé, dobrando-se para frente, pode causar dores nas costas e na região lombar, devido à torção que a coluna precisa realizar.

Tratamentos

É comum utilizar – e até abusar – de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares quando se trata de dores nas costas. Muitas vezes um desses medicamentos pode bastar para conter a dor. Entretanto, o indicado é sempre procurar um especialista: a dor pode esconder algum problema mais sério e, em todos os casos, descobrir sua origem é fundamental para evitar o agravamento da condição.

As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar. Parte desse trabalho de conscientização será fazer com que as pessoas entendam a importância de não se contentar só em fazer a dor parar num momento de crise. Muitos pacientes tomam um remédio e, ao melhorar, não voltam para fazer o tratamento, que em alguns casos requer o acompanhamento de equipes especializadas em coluna e reabilitação.

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Fatores de risco que causam dores na coluna


Há alguns fatores de risco que colaboram para causar dores na coluna:

Excesso de peso
É o maior inimigo da coluna. Como explica o dr. Goldenberg em seu livro, ao aumentar 10 quilos do peso adequado, o risco para a coluna aumenta em 25%.

Sedentarismo

A coluna agradece a prática de exercícios. Vários fatores fazem das atividades físicas grandes colaboradoras do corpo. Entre eles: fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da irrigação sanguínea das fibras musculares da região dorsal.

Carregar peso de forma excessiva

Apoiar bolsas ou sacolas pesadas em um só lado do corpo pode agravar as dores na coluna.

Cigarro

Tem substâncias que prejudicam a circulação sanguínea. A menor irrigação dos vasos nos discos vertebrais que protegem a coluna faz com que esses percam a maleabilidade. Como sua função é absorver os impactos que a coluna sofre no dia-a-dia, é como se ficássemos sem nosso “amortecedor” natural.

Idade

É o único fator de risco que não pode ser alterado. As pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de sofrerem de dores na coluna. O que pode ser feito é desenvolver a consciência corporal ao longo da vida.

Falta de consciência corporal

Saber como levantar da cadeira e da cama, como se sentar adequadamente, como se vestir e até escovar os dentes e cortar os alimentos fazem parte da consciência corporal.

Reeducação Postural

Adotar hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, manter o peso adequado e não fumar colaboram para a saúde da coluna. Entretanto, boa parte das dores é causada por problemas de postura incorreta. Nesses casos, além dos hábitos saudáveis é preciso se valer da reedução postural.

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Como aplicar frio e calor para a dor de costas


Pelo menos uma vez na vida todos nós sofremos uma dor de costas. A

A dor de costas pode ser resultado da atividade física, lesões, osteoporose, artrites ou outras questões estruturais e de algumas condições médicas, tais como o câncer na coluna vertebral. Aplicar gelo ou calor nas costas pode oferecer um alívio temporário das dores nas costas. O frio do gelo pode reduzir a inflamação, enquanto que o calor pode reduzir os sintomas de dor e aumentar a circulação do sangue. Se os sintomas não aliviam depois de uns dias de terapia de frio e calor, procure ajuda médica.

Instruções

Envolva uma toalha numa bolsa com gelo ou uma compressa fria e aplique nas suas costas. Isto deve ser feito assim que sente a dor nas costas, ou seja o mais rápido possível depois de sentir dor.

Use uma bolsa de gelo durante 15 minutos. Use a terapia de frio quantas vezes for necessário durante todo o dia para ajudar a sua dor de costas.

Aplique uma compressa quente ou uma almofada térmica para ajudar a relaxar os músculos das costas. A utilização de calor deve ser feita no máximo por 10 minutos. Envolva a sua almofada térmica numa toalha, caso tenha uma. Isto evitará queimaduras.

Molhe as costas em água morna caso possa. Os banhos com água morna podem ajudar a aliviar a tensão muscular.

Se deseja ler mais artigos parecidos a como aplicar frio e calor para a dor de costas, recomendamos que entre na nossa categoria de Costas e dor de pescoço.

Conselhos

A terapia de calor deve ser feita um par de dias depois da aplicação de gelo nas costas.

Evite dormir com a almofada elétrica, isto pode resultar num dano nervoso ou na pele


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Abusar do silicone pode provocar dores na coluna, pescoço e até estrias




Não tem como negar. Para as mulheres (e também para muitos homens), os seios são um símbolo de beleza e sexualidade. Com o passar dos anos, o avanço da medicina e da tecnologia fez com que as mulheres pudessem escolherem até mesmo seu "modelo de seio". E hoje é mais fácil reduzir e aumentar as mamas, mas é necessário tomar cuidado com o "procedimento" e exageros.

A preocupação em ter um seio bonito ultrapassou até o interesse pelo tamanho do bumbum, segundo a psicóloga e sexóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana.

— Os seios são o símbolo que faz a mulher se sentir bonita e sexy. Mais que o bumbum até. Houve uma mudança da perspectiva com a própria moda e a invasão do silicone. Hoje, a cirurgia ficou mais acessível e o silicone veio para ajudar as mulheres com seio pequeno e até quem precisa fazer reconstrução.

O cirurgião plástico Mauro Speranzini, da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), explica que o papel da cirurgia plástica é fazer a mulher "se sentir melhor e aumentar sua autoestima". Porém, elas devem tomar cuidados especiais sobretudo com o tamanho escolhido.

— Há mulheres que não têm nada, que têm o tórax parecido com de um homem. Em relação ao tamanho, não se deve buscar seios que servem para chamar atenção de outras pessoas, como por exemplo, ter mamas grandes com o intuito de aparecer na mídia. Mamas grandes podem provocar problema de coluna, na região torácica e no pescoço.

Além disso, para o cirurgião Ruben Ribeiro Penteado, também membro titular da SBCP, quando o tamanho "passa do limite", a prótese pode forçar a pele e até a cicatriz  que se forma pós cirurgia.

— As primeiras consequências são estrias e flacidez. Aumenta-se também a possibilidade de os seios caírem e, assim, perder o resultado da cirurgia. Há casos em que o organismo acaba expulsando a prótese para fora do corpo. Isso acontece porque quanto mais "forçada" estiver a região, mais o organismo vai reagir contra aquilo. É algo completamente antinatural.

Tamanho ideal

Speranzini ainda explica que não há como "computar" qual seria o tamanho ideal para não passar para o "exagero". Segundo ele, tudo depende "do corpo da mulher".

— A escolha do tamanho da prótese depende do tamanho da mama que a mulher já tem. Depende também da relação peso e altura por exemplo, mulheres baixas não podem por uma prótese muito grande. Além disso, o desenho do tórax também conta. Se for achatado, pode colocar um pouco maior. Já para quem tem o tórax mais convexo, colocar uma prótese pequena já aumenta bem. Mamas de até 400 ml não darão problema.

A psicóloga e sexóloga afirma que as mulheres podem ser divididas em "dois perfis". O primeiro deles são as "mulheres do tipo fruta que usam os seios para chamar atenção".

—Esse primeiro grupo usa as mamas como primeiro cartão de visita. Porém, elas [mulheres que usam os seios para aparecer na mídia] correm o risco do seio não acompanhar a evolução do corpo. Já o segundo grupo é das mulheres que buscam a aparência mais natural dos seios como uma maneira de ser mais sensual.

Grande ou pequena, para muitas mulheres "mama é mais importante que carteira de identidade", de acordo com o cirurgião plástico do hospital Albert Einstein Pedro Vital.

— Com a iniciação sexual, as meninas já começam a competir entre si na questão do tamanho dos seios. Porém, quando há a vontade de por a prótese, é necessário pontuar o que pode ou não ser feito.

Vanessa Sulina, do R7

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Dor crônica no pescoço pode piorar com a idade e revelar problemas emocionais



Responsável por sustentar o peso de seis quilos da cabeça e realizar mais de 600 movimentos diários, a coluna cervical, localizada na região do pescoço, é vítima de queixas constantes de dor e incômodo. A cervicalgia, como é identificada pelos especialistas, é sintoma de um problema que pode atingir de 30% a 50% da população mundial durante a vida, agravando-se com o passar dos anos.

Composta por sete vértebras, a coluna cervical mantém contato com estruturas importantes do organismo, como a medula espinhal, vasos arteriais e venosos e nervos ligados ao cérebro. Entre 18 e 65 anos, é comum essa região começar a apresentar complicações, e a cervicalgia é um sintoma.

— A dor na estrutura cervical é sinal de algum problema. O mais comum é o desgaste físico da coluna, que surge com o envelhecimento — afirma o cirurgião ortopedista Aldemar Roberto Mieres Rios.

Segundo o médico, as complicações começam nos discos intervertebrais, que são anéis fibrocartilaginosos entre as vértebras, responsáveis por amortecer o peso da cabeça e manter a estabilidade da coluna. Essas estruturas são compostas por um gel de proteína que se rompe com o passar do tempo, perdendo água e desidratando os discos. Consequentemente, eles perdem sua funcionalidade. Essas alterações também estão relacionadas a fatores genéticos e ao modo de vida.

O problema resulta em outros diagnósticos graves, transformando-se em uma "bola de neve" de doenças degenerativas. Conforme Rios, as complicações do envelhecimento da estrutura podem ocasionar hérnias de disco, quando ocorre compressão das raízes nervosas da coluna, ou estenoses, com o estreitamento ou redução do canal por onde passam a medula e os nervos.

Problemas psicossomáticos

A cervicalgia pode revelar problemas psicossomáticos. Segundo o médico ortopedista, quando a pessoa está com um nível de estresse elevado, por exemplo, a tensão é um fator para contrair a musculatura da coluna cervical, ocasionando a dor no pescoço. Dormência nos ombros, braços e pernas também são sinalizadores de problemas emocionais e físicos, quando ocorre compressão da medula e dos nervos.

O alívio da dor surge com o tratamento adequado da região cervical, que deve ser encaminhado por especialistas. O paciente passa por triagem e exames clínicos antes de iniciar procedimentos mais específicos.

— A região cervical é a parte mais sensível da coluna, por isso, a dor no local exige cuidados — alerta o cirurgião.

Não é normal, por exemplo, haver incômodo no pescoço durante a noite, quando estamos relaxados. Isso pode indicar tumores ou infecções. Apenas o diagnóstico detalhado do médico pode trazer uma nova perspectiva para a pessoa manter uma vida tranquila.

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Dores nas costas merecem atenção



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população ainda irá sofrer do mal pelo menos em alguma fase da vida. Ou seja, em maior ou menor grau, um dia quase todos serão vítimas desse incômodo que compromete a qualidade de vida sob diversos aspectos, entre eles físicos, emocionais e até sociais.

A principal vilã é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações nos consultórios.

Qualquer sinal de dor nas costas merece atenção. No entanto, os cuidados devem ser redobrados em duas situações. Primeiro, se as dores vêm acompanhadas do que os médicos chamam de sinais de alerta, como febre ou perda de peso. Nesses casos, o desconforto indica a presença de algo mais grave - desde má-formação congênita, osteoporose e tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada.

Outra situação preocupante é quando não há uma razão aparente para o incômodo. Trata- se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes com este perfil tentam buscar uma razão 'física' para suas lamentações e não encontram nada. Isso porque as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão na coluna, mas a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente.

Quando se fala de dor nas costas, convém lembrar que outras doenças também colaboram para causar a dor. Estão nessa lista as infecções urinárias, as infecções pulmonares, o infarto do miocárdio, o herpes zoster e os tumores ovarianos e prostáticos.

Maus hábitos

Posturas incorretas também são responsáveis por distúrbios articulares. Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição.

Obesidade

Segundo o médico, a cada dia a população se cuida menos (do ponto de vista físico), o que causa obesidade. O excesso de peso e outras alterações musculares levam a pessoa à sobrecarga dos discos intervertebrais.

Stress e Depressão

Ambos levam à contratura muscular importante. A depressão não permite o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral.

Tratamento

O tratamento é dividido em duas fases. Na fase da dor aguda, o médico vai receitar analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional e outros métodos. Depois, é recomendável que o paciente se submeta a tratamento mais prolongado que pode incluir a Reorientação Postural Global (RPG), hidroterapia, condicionamento físico, ajuda de um nutricionista e também de um psicólogo.

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Doenças ligadas à dor nas costas



As causas das dores nas costas são inúmeras, mas existem quatro tipos mais comuns: lombalgia crônica, hérnia de disco, lombalgia aguda e artrose. Descubra agora qual está relacionada ao seu sofrimento:
Se você sente dor nas costas...

· Todos os dias, sobretudo na região lombar: lombalgia crônica

É possível que seu quadro seja uma lombalgia crônica, provocada por lesão, má postura ou excesso de peso. Consulte um médico para começar o tratamento adequado, normalmente com sessões de RPG e uso de anti-inflamatórios.

· Diariamente na lombar, junto com formigamento nos braços, coxas e pernas: hérnia de disco

Dor frequente com formigamento nos membros, é um sintoma típico de hérnia de disco, nome dado aos "amortecedores" das vértebras da coluna. Remédios e exercícios geram bons resultados, mas há pacientes que precisam de cirurgia.

· Ao pegar algum objeto pesado de mau jeito: lombalgia aguda

É uma dor esporádica gerada por mau jeito. Pode demorar algumas semanas para melhorar, mesmo depois de começar o tratamento com anti-inflamatórios. Fazer algumas sessões de RPG ajuda muito a evitar novas crises.

· Depois de passar muito tempo sentada ou deitada: artrose

O desconforto nas "cadeiras" que surge depois de ficar sentada ou deitada e logo desaparece pode ser artrose, um desgaste na cartilagem das juntas. Sem cura, o problema é amenizado com remédios, alongamento e hidroginástica.

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Dores nas costas desaparecem com tratamentos feitos dentro da água


dor coluna pescoço (Foto: Getty Images)

A cervicalgia é a dor na cervical causada por vários fatores como torcicolo, artrose, presença de osteofitos - os famosos "bicos de papagaio"-, protusões, hérnias e compressões, entre outros.

Quando for um simples torcicolo, a aplicação de calor úmido resolve. Quando a dor persiste, irradia para o braço e o incomodo é constante, está na hora de ir a um especialista. Existem diversos tipos de tratamento, um deles pode ser feito dentro da água. Os resultados conquistados com a fisioterapia aquática são excelentes, a diminuição da dor e da tensão na musculatura alta das costas é quase imediata.

A temperatura da água ajuda a relaxar mais, e as manobras do fisioterapeuta para soltar e alongar a musculatura promovem um grande conforto. O empuxo aumenta milimetricamente o espaço entre as vértebras e diminui a pressão sobre elas, dando alívio. A descompressão ocorre pelo efeito da água, pela ausência da atuação da gravidade sobre a coluna e pela tração realizada pelo fisioterapeuta.

A respiração diafragmática, presente em todos os exercícios, atua sobre o relaxamento de toda a musculatura envolvida e sobre o sistema nervoso vago simpático, potencializando este efeito. O trabalho fisioterápico é muito delicado, respeitando o quadro álgico do paciente, evoluindo progressivamente para não haver recaída e agravar ainda mais os sintomas.

A corrida, mesmo a caminhada e a natação não são recomendadas durante a crise. Após a ausência dos sintomas, como a dor e a sensação do pescoço preso, o primeiro esporte é a natação. O uso temporário de snorkel, às vezes, é necessário para evitar os movimentos de elevação e torção do pescoço. 

O paciente assintomático pode associar a fisioterapia aquática à natação. Por exemplo, fazer duas vezes a fisioterapia aquática e uma vez a natação na semana, diminuindo progressivamente a fisioterapia e aumentando a natação.

Deve-se esperar mais tempo para reiniciar a corrida e a caminhada. Caso qualquer sintoma de desconforto volte, o ideal é parar as atividades físicas e procurar ajuda de um especialista para que o quadro não se agrave.

Por Sandra Wegner


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Analgésico pode afetar sua coluna vertebral



Usar relaxantes musculares ou analgésicos para aliviar aquela dorzinha que de vez em quando aparece nas costas é uma estratégia desaconselhável e pode resultar em dano maior à coluna vertebral.

Para informar as pessoas sobre as principais medidas de prevenção e os riscos que algumas atividades podem trazer à coluna, diversos fisioterapeutas, especialistas em tratamentos para a coluna, lançaram hoje (2), de forma simultânea, em 30 cidades, a Campanha Nacional Alerta para Prevenção de Dores nas Costas.

Em Brasília, fisioterapeutas foram ao Parque da Cidade para alertar os frequentadores do local. “Nosso foco é a prevenção desses problemas e chamar a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce, além de contribuir para que as pessoas tomem a decisão de melhorar a postura para proteger a coluna”, disse à Agência Brasil a diretora do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), Ângela Lepesqueur.

Segundo a fisioterapeuta, as pessoas precisam ficar atentas a quaisquer dores irradiadas (aquelas que percorrem um caminho ao longo do corpo, em geral associadas aos nervos comprometidos), formigamentos e dormência em membros, falta de força, dores espontâneas que surgem sem motivo aparente, além de contraturas musculares nas regiões lombar e cervical e dores locais ou decorrentes de posturas mantidas.

“O maior problema é quando a pessoa resolve o incômodo tomando analgésicos, porque deixa de investigar a causa e, com isso, o problema fica maior”, ressalta Ângela.

Foi o que aconteceu com o lanterneiro (funileiro) Revanildo Rodrigues, 38, morador da Estrutural. “Eles me alertaram que é importante eu estar sempre atento à minha postura e que tenho de reeducar meu corpo”, disse. O trabalho de Revanildo requer muito esforço físico, e a dor o acompanha há mais de oito anos.

“Minha região lombar dói a toda hora, todo dia e a todo minuto, mas nunca fiz nenhum tipo de tratamento. Soube que ia ter essa campanha aqui no parque e resolvi vir. Eu não associava essas dores à minha postura. Tomava então relaxantes musculares e achava que estava pronto para o dia seguinte”, disse o lanterneiro.

O problema de saúde então começou a se transformar em problema financeiro. “Era comum eu ficar dois ou três dias sem trabalhar. Como sou autônomo, ganho pelo serviço. As repetições [das crises de dor] acabaram comprometendo entre 30% e 40% dos meus ganhos mensais”.

A conversa com os fisioterapeutas ajudou Revanildo a se convencer de que precisa consultar especialistas no problema. “Na segunda-feira vou ao fisioterapeuta ver qual é o exercício ideal para ajudar a reeducar minha postura. Do jeito que está, não tem como. E a tendência é piorar”, concluiu.

Outras pessoas precisam de tratamento para lidar com problemas congênitos. “Nasci com uma vértebra a mais do que o normal”, explica a farmacêutica Débora Souza, 46, moradora do bairro Sudoeste. “Isso resulta em uma compressão da vértebra sobre as outras, o que me causa dores desde os 30 anos”, acrescentou.

Por causa do problema, Débora teve de abandonar diversas atividades físicas que tinha como hobby. “Eu gostava de trekking [caminhada em trilhas], bicicleta, vôlei. Tive de abandonar tudo por causa da dor. Para piorar, fiquei traumatizada com o ortopedista que me orientou a fazer musculação e pilates. Como a orientação da academia não era específica para o meu problema, acabei forçando [de forma inadequada] a minha coluna. O resultado foi que as dores aumentaram ainda mais”, disse a farmacêutica.

“Um médico chegou ao cúmulo de recomendar que eu fosse a um psiquiatra por achar que a origem do problema era de fundo psicológico”, acrescentou. A solução foi apresentada por um fisioterapeuta: duas sessões semanais de fisioterapia e pilates leve e direcionado ao problema. Com o tempo, a musculatura fortaleceu e hoje a farmacêutica já pode fazer exercícios de maior intensidade.

Depois de descobrir que tinha três hérnias de disco na coluna lombar e de sentir muita dor, a engenheira mecânica Juliana Mol, 35, moradora do Sudoeste, ouviu de seu médico a recomendação de que fizesse hidroterapia. Infelizmente, as dores continuaram. O médico sugeriu, então, que ela fizesse uma cirurgia.

“O problema é que ele não garantiu que a cirurgia aliviaria minha dor. Em meio a essa incerteza, optei por um tratamento conservador. Foram cinco meses de fisioterapia para introduzir os exercícios ideais. Sentia que a dor ia e voltava, e, gradativamente, a dor virou desconforto para, depois, desaparecer”, disse a engenheira, que faz fisioterapia há dois anos.

Professor de educação física, Andrett adverte: exercícios sem orientação profissional podem resultar em danos à saúde. Nesse sentido, o acesso a equipamentos públicos de musculação representa um risco maior aos praticantes.

“A gente sabe que muitos não têm acesso a profissionais para orientar as atividades físicas. O que indicamos para esses casos é que eles pratiquem a atividade de forma mais moderada e com maior amplitude [maior número de repetições do exercício, mas com uma carga mais leve], sempre lembrando que a dor é o limite de qualquer movimento”.

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Ioga alivia dor lombar e reduzem necessidade de remédios


 No início, ainda havia muito mistério envolvendo a prática da ioga: o próprio estilo de quem trazia a técnica, os incensos, as músicas, as roupas e a alimentação. Recentemente ela passou a ser vista, por merecimento, como um eficiente exercício. Hoje, um estudo realizado por pesquisadores da Boston University School of Medicine (BUSM) e Boston Medical Center (BMC) confirma esse ponto de vista.

Eles descobriram que fazer aulas de yoga uma vez por semana ameniza a dor na coluna lombar - a chamada lombalgia - e reduz a necessidade de analgésicos. Os resultados foram os mesmos para quem pratica uma ou duas vezes por semana.

O estudo foi publicado no periódico Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine no dia 2 de julho.

Participaram do estudo 95 pacientes com dor lombar de intensidade moderada a severa. Eles foram divididos em dois grupos e acompanhados por 12 semanas. Um grupo fez aulas de ioga uma vez por semana e o outro fez aulas duas vezes por semana. Ambos os grupos foram encorajados a praticar as poses e movimentos da ioga em casa.

Ao final das 12 semanas, ambos os grupos sentiram a mesma melhora significativa da dor acompanhada de uma menor necessidade de analgésicos. Não houve mais benefícios em um ou outro grupo. E mais: a habilidade em realizar as atividades rotineiras também melhorou.

Segundo os realizadores do estudo, a melhora similar entre os grupos indica que fazer ioga apenas uma vez por semana é mais conveniente e menos custoso. Eles sugerem aos pacientes com lombalgia que façam sessões terapêuticas de ioga uma vez por semana.

Entenda como surgem os desvios posturais e as dores nas costas

Você anda sentindo dores que não sabe de onde vêm? Não é só a má postura no uso do computador ou ao assistir à televisão que fazem mal para a sua coluna e rendem problemas nas costas. "O corpo é como uma balança, se algo pesa de um lado, os músculos e as articulações sofrem as consequências do outro" afirma o fisioterapeuta Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de RPG. Se a barriga faz com que o corpo tenda para frente, por exemplo, a região lombar se inclina para suportar o peso e até para se sentar você sente dores. Os problemas não param aí e precisam ser olhados com atenção para evitar danos mais graves. Fique atento às principais causas de desvios posturais e agende uma consulta caso você note alguma das alterações no seu corpo.

Barriguinha saliente

A barriga fora de forma costuma ser projetada para frente. "Essa mudança de eixo postural causa uma hiperlordose lombar, que é o aumento da curvatura dessa parte da coluna", explica a fisioterapeuta Camila Luisa Sato, especializada em osteopatia. O bumbum fica mais empinado e comumente surgem dores na região inferior da coluna. Se abaixar ou mesmo sentar em cadeiras ou bancos mais baixos tendem a causar dor. A correção, neste caso, inclui o fortalecimento e alongamento dos músculos abdominais e a diminuição na curvatura da lombar. 

Menina alta e menina baixa - foto: Getty Images

Mais alto que a média

"Quem é muito alto geralmente tem que se curvar para conversar com as pessoas mais baixas. Com o tempo, essa postura gera um aumento da curvatura torácica (a corcunda)" afirma o fisioterapeuta Oldack. Consequentemente, há a acentuação da curva da cervical, num esforço para projetar a cabeça para a frente e mantê-la alinhada com o horizonte. A fisioterapia, o RPG e o pilates podem ajudar a desenvolver a conscientização corporal e o alongamento da região peitoral, trazendo solução ao problema. 

Curvaturas da coluna - foto: Getty Images

Seios muito grandes

Os seios que são muito grandes pesam e podem fazer com que a curvatura torácica da coluna se acentue. Em consequência surgem dores e pode haver a necessidade de fazer cirurgia para reduzir o tamanho das mamas.

Para não deixar o problema chegar nesse estágio, a fisioterapeuta Camila dá a dica: faça exercícios que fortalecem a musculatura das costas e associe com alongamentos, principalmente dos músculos peitorais. Assim ficará mais fácil aguentar o peso e evitar encurtamentos.

A fisioterapeuta explica ainda que essas dores são muito comuns após o implante de próteses de silicone. "Nesses casos, o corpo não está preparado para suportar o acréscimo de peso aos seios e terá que encontrar um novo equilíbrio corporal".  

Mulher com dificuldade para enxergar - foto: Getty Images

Problemas de visão


O sistema visual, juntamente com os sistemas vestibular e proprioceptivo, é responsável por manter o equilíbrio do corpo e, consequentemente, manter a nossa postura. Assim, qualquer alteração da visão não tratada prejudica o equilíbrio do corpo e pode causar alterações de postura.

A mais comum delas é a hiperlordose cervical, ou seja, a projeção da cabeça para frente. Esse é um gesto comum em pessoas que têm problema de visão e esforçam-se para lançar o olhar mais adiante. "A compensação que o corpo faz é aumentar a cifose torácica (fazendo uma corcunda) com o objetivo de manter o equilíbrio", explica Camila Luisa.

Antes mesmo de procurar um ortopedista ou fisioterapeuta, vá ao oftalmologista para resolver a causa do problema.  

Pés - foto: Getty Images

Pé chato

Também chamado de pé plano, o pé chato causa uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro (o chamado pé pronado). Em consequência o joelho fica valgo, ou seja, inclinado para dentro. Essas alterações causam um realinhamento postural e podem causar dores, principalmente nos joelhos e quadril.

Usar palmilhas feitas sob medida e com recomendação de profissional qualificado pode melhorar o quadro. Mas se as alterações, principalmente do joelho, já estiverem instaladas, o fisioterapeuta Oldeck recomenda procurar métodos de tratamento como a fisioterapia e o RPG.  

Homem obeso com má postura - foto: Getty Images

Sobrepeso

Uma pessoa com sobrepeso pode apresentar uma série de alterações posturais. Isso porque a concentração de gordura causa instabilidade músculo-esquelética, alterações do equilíbrio corporal, encurtamento da muscular da região posterior das pernas e coluna e alongamento excessivo da região anterior do corpo. Ou seja, muda completamente o alinhamento corporal.

A hiperlordose lombar e a inclinação anterior da pelve são as alterações mais marcantes. Juntas, elas podem ocasionar a rotação interna das pernas e aparecimento dos joelhos valgos (voltados para dentro) e pés planos - sem a curvatura natural na sola.

Emagrecer ajuda na correção. Mas, por já estar adaptado à postura inadequada, o corpo não se alinhará automaticamente. Exercícios posturais, feitos com supervisão de fisioterapeuta, são fundamentais durante e após o emagrecimento.  

Mulher com dor na coluna lombar - foto: Getty Images

Bumbum grande

Uma pessoa com um bumbum grande, provavelmente terá uma hiperlordose (aumento da curvatura lombar), e isso pode causar a famosa dor lombar. "Para equilibrar o encurtamento da musculatura lombar, causado pela hiperlordose, a musculatura inferior do abdômen enfraquece. Além da flacidez, o músculo sofre com a falta de irrigação sanguínea e não contrai ou relaxa com a mesma eficiência, o que favorece ainda mais o acúmulo de gordura", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de RPG.  

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