Correr com orientação adequada diminui a dor nas costas


A dor nas costas é um termo popular para um trio de problemas bem conhecido da Medicina: a lombalgia, a cervicalgia e a dorsalgia. O nome identifica a região das costas em que o desconforto aparece: na coluna lombar (área mais baixa, próxima ao quadril); na coluna cervical (região do pescoço) ou na coluna dorsal (o meio da coluna,respectivamente.

Dependendo da região das costas e da gravidade do problema, ele chega a gerar incapacidade funcional. Cerca de 80% da população, em todo o mundo, já teve ou irá ter dor nas costas ao longo da vida segundo a Organização Mundial da Saúde. O número só vem atrás do total de vítimas de dor de cabeça.

Praticada com acompanhamento adequado, a atividade física age de forma preventiva. Isso porque ela fortalece os músculos que dão sustentação à coluna e combate a obesidade (que exige demais do esqueleto).

Mas a falta de orientação pode transformar até os atletas saudáveis em alvo de algum problema nas costas. Excesso de peso, excesso de gordura abdominal, flacidez abdominal, encurtamento da musculatura posterior das pernas, encurtamento e/ou fraqueza da musculatura lombar e movimentos bruscos são as causas mais comuns de problemas de coluna entre os praticantes de corrida.

O uso de tênis e palmilhas inadequados também favorece o mal. Para se prevenir, alongue bastante os músculos atrás da coxa e das costas, na região lombar. E faça abdominais, porque é a musculatura desta região é importante na sustentação e estabilidade durante seus treinos de corrida, diminuindo a sobrecarga na musculatura lombar e paravertebral (todos os músculos em volta da coluna dorsal).


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Dor na coluna e desânimo pode ser culpa do travesseiro


Dores na coluna, no pescoço, torcicolo, cansaço. O travesseiro errado pode ser o culpado por esses e outros incômodos, sobretudo os que aparecem logo depois de despertar. Foi isso que descobriu uma pesquisa recente feita no Hannover Medical School, na Alemanha, e publicada no jornal científico International Journal of Rehabilitation and Research.

Os médicos convidaram 149 pessoas que sofriam com dores na coluna cervical para fazer um teste, divididas em dois grupos: um deles substituiu o travesseiro, o outro continuou com o de costume. Depois de um ano, o primeiro grupo deixou de sentir os tais desconfortos na região do pescoço e passou a acordar mais descansado também.

O acessório errado em alguns casos provoca, também, dormência nas mãos. "Muita gente acorda e acha que aquela formigação súbita é sinal de um infarto ou um derrame, quando não passa de um reflexo de dor no pescoço", explica o ortopedista Sérgio Augusto Xavier, do Hospital do Coração de São Paulo. A longo prazo, o uso inadequado do travesseiro causa até dor crônica nas costas, artrose - pequenos desgastes nas vértebras - e desvio da coluna.

Todo esse desconforto reflete também no dia a dia. Em geral, as dores causadas pelo mau uso do travesseiro fazem com que a pessoa acorde com aquela sensação de que não dormiu nada, que não descansou. É bom lembrar, no entanto, que esses sintomas são também muitas vezes causados por outros fatores como genética, erros de postura, obesidade, falta de atividade física e movimentos repetitivos.

"Todos devem buscar um lugar agradável e confortável para dormir, principalmente quem tem insônia. Isso é parte de uma boa higiene do sono", ensina o neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono, Luciano Ribeiro Pinto Júnior. Além disso, para evitar noites mal dormidas, é bom observar o tipo de colchão, um item que precisa ser trocado a cada cinco anos. "Ele não pode ser nem muito mole, nem muito duro. É preciso enxergar a coluna reta quando a pessoa estiver deitada de lado", diz o ortopedista Alexandre Fogaça, especialista em coluna do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. "O ideal é dormir de lado, pois assim a coluna permanece alinhada. As pernas ficam dobradas, com os joelhos flexionados, em posição fetal, o que ajuda a aliviar a tensão da lordose lombar - aquela curvatura logo acima do quadril", completa Sérgio Augusto Xavier.

Dormir sem o travesseiro é tão ruim quanto usar o errado. Ele força ainda mais a coluna, deixando um vão entre os ombros e o colchão. As pessoas que tem problemas para respirar ou refluxo, por exemplo, devem optar por modelos que mantenham o corpo mais elevado, para evitar um mal estar durante a noite. Basicamente, o mais importante é saber se o modelo escolhido ajuda a relaxar e não força a coluna, mas do que ele é feito também é um dos pontos a ser considerado. Quem tem alergia deve buscar tipos específicos. É preciso que o material permita ventilação, principalmente para quem transpira muito durante a noite. Travesseiro também tem prazo de validade: de um a dois anos.

 

Como escolher o travesseiro

A opção deve ser feita de acordo com a posição durante o sono

 
Quem dorme de lado precisa de um modelo nem muito alto nem muito baixo, que preencha a distância entre o ombro e o rosto
De barriga para cima, o travesseiro deve ser um pouco mais baixo para que a cabeça não fique muito elevada
Não há travesseiro apropriado para os que dormem de bruços. O ideal é tentar policiar-se para dormir em outra posição
Para quem se mexe muito durante o sono, o mais adequado é um travesseiro flexível, que se adapte às várias posições

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Medidas simples são essenciais para a prevenção da dor nas costas

 A medicina tem avançado bastante, mas a forma com que as pessoas exercem suas atividades do dia a dia, em soma ao equilíbrio físico e emocional, ainda é a melhor receita para evitar a dor nas costas - segunda causa mais frequente de procura por consulta médica.

 A região da coluna é o centro de equilíbrio do nosso corpo, afetando e sendo afetada em todos os movimentos que realizamos. Desta maneira, todas as atividades realizadas envolvem esta estrutura e devem receber atenção para evitar lesões, entorces e desencadeamento de crises dolorosas. Então, porque esperar para tratar complicações se podemos, antes, evitá-las? Compartilho algumas dicas que são de grande valia.

Carregar mochilas: Evite carregar mochilas mais pesadas em um só ombro. Carregue nos dois e se possível use aquelas que têm um cinto para fixação no corpo, na cintura. Desta forma você vai equilibrar o peso e manter o eixo da coluna ereto.

Malas: utilize as que possuem rodinhas e puxador rente à mão. Além de mais confortáveis, evitam o sobrepeso e a má postura.

Pacotes e sacolas: divida-os entre as duas mãos, evitando sobrecarga para apenas um lado do corpo.

"Postura adequada evita problemas na coluna - dos mais simples aos mais sérios, como a hérnia de disco"

Ao sentar-se: dê preferência para cadeiras de encosto reto (não reclinável), de forma que a coluna vertebral seja completa e confortavelmente apoiada. Os joelhos devem estar em 90º e os pés apoiados no chão.

Pegar um objeto do chão: abaixe dobrando os joelhos com as costas eretas e aproxime o objeto do corpo. Ao dobrar apenas a coluna corre-se o risco de lesão e dor.

No computador: mantendo as dicas para sentar, observe também o teclado, que deve estar na mesma altura dos cotovelos. Os braços devem permanecer apoiados na mesa. Para o monitor, indica-se a altura de 20º da linha de visão e distância de cerca de 40 cm dos olhos.

Telefone e celular: segure com a mão! Nunca apóie no ombro, para não forçar - e de forma errada - as estruturas do pescoço e coluna cervical.

Levantar da cama: lembre-se de que suas costas estavam em repouso enquanto você dormia. Desta forma, vire-se de lado e impulsione o corpo com as mãos, colocando as pernas para fora da cama. Aproveite este momento para espreguiçar e alongar todas as articulações.

Dirigir: procure manter a posição do banco o mais próxima do vertical, apoiando completamente toda a extensão da coluna. Os pedais devem ficar próximos e as mãos alcançar com segurança o volante, para que não seja preciso se inclinar para frente. Os cotovelos devem estar em um pouco dobrados (em flexão) e nunca totalmente esticados

 Para finalizar, não esqueça que os exercícios físicos são ótimos aliados da saúde, ajudando a fortalecer a coluna e evitando lesões. Alongue-se sempre que ficar por muito tempo em uma mesma posição e procure um médico em caso de dor.

Escrito por: Alexandre Reis Elias - Minha Vida

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Previna dores na coluna


Não se sentar nem se levantar direito e pegar alguma coisa no chão dobrando a coluna e não os joelhos são as causas principais de dores na coluna. Esses maus costumes provocam desconforto na região inferior da coluna que vai da última costela até o início dos glúteos.

As dores nas costas já atrapalharam muito a vida da assistente operacional Elaine Souza. "Eu sentia dores nas costas, me dava cansaço e isso atrapalhava nas atividades e para dormir. Às vezes com dores eu deixava de fazer muitas coisas. E acaba atrapalhando no resto das atividades".

O ortopedista especializado em coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Luiz Carelli, alerta para a frequência das dores. Para o especialista, três dias sentindo dores já são suficientes para ficar preocupado. Ele fala que as dores podem esconder problemas mais sérios. "Não é só dor lombar. É aquela dor lombar associada ou com uma ciática que a dor por trás normalmente da perna irradiando até o pé que pode denotar a existência de problemas mais sérios como as hérnias de discos".

O ortopedista explica como evitar as dores na coluna. "Uma auto-avaliação da nossa postura em casa assistindo à televisão, no próprio ambiente de trabalho. Ter o que nós chamamos de uma ergometria dentro do ambiente de trabalho. A mesa e a cadeira muito bem ajustada. O computador, no caso dos profissionais que lidam com essa ferramenta. Tudo muito bem equilibrado, a altura da cadeira, cotovelos, boa postura, associado também a uma atividade física regular".

O tratamento para as dores na coluna pode ser feito com remédios, fisioterapia e atividade física.


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Resumo das dores na coluna vertebral


Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

Protrusão discal

O Dicionário Médico Ilustrado Dorland define a hérnia como sendo a protrusão anormal de um órgão ou outra estrutura do corpo através de um defeito ou uma abertura natural em um invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso. Portanto, toda hérnia é uma protrusão. Mas nem toda protrusão é uma hérnia.
Para que se constitua em hérnia, a protrusão deve ir além da abertura natural do invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso; ou rompê-lo. Essa é a diferença entre protrusão discal e hérnia de disco. Na chamada protrusão discal, o disco não rompe o anel fibroso. Na hérnia discal ocorre ruptura do anel fibroso em volta do disco intervertebral, e projeção do disco além desse anel, saindo da cavidade que o contém, conforme mostrado na figura abaixo.

 

 

Sintomas

Esta lesão é caracterizada por dor local, que é aumentada pelo tossir e espirar, pelo espasmo da musculatura paravertebral e antalgia da coluna lombar. Quando ocorre pressão nas raízes nervosas vertebrais, cria-se uma dor que se irradia pela perna. Essa compressão nervosa pode acarretar déficit de força muscular nos membros inferiores
Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos).

Causas

Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir e realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas, aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996)
Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar pesos
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais

 

 

LOMBALGIA

Denomina-se de Lombalgia, o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem. De acordo com vários estudos epidemiológicos, de 65% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida, com incidência entre 40 e 80% da maioria das populações estudadas.

 

Sintomas

Os sintomas mais comuns da lombalgia são citados como uma dor lombar, que corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Apresenta-se geralmente de começo discreto, com intensidade aumentando progressivamente e agravando com a mobilidade da região. Acompanha comumente a estas situações, algum grau de contratura muscular.
As crises dolorosas geralmente apresentam-se em um ciclo de dor que duram alguns dias, podendo em alguns casos tornar-se constante ou desaparecer, retornando depois de algum tempo.
Durante a crise dolorosa, a permanência em alguma forma de postura, seja sentado ou em pé, provoca o aparecimento da dor. A persistência dos sintomas ocasionalmente passa a ser um fator extremamente limitante sob o ponto de vista social, afetivo ou profissional, gerando grandes distúrbios secundários, como os de ordem emocional.
Em termos etiológicos, a lombalgia é um processo eminentemente clínico, onde os exames complementares devem ser solicitados apenas para confirmação da hipótese diagnóstica.

Causas da Lombalgia

Inúmeras circunstâncias (fatores de risco) contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes lombares, tais como: fatores genéticos e antropológicos, psicossociais, obesidade, fumo, atividades profissionais, sedentarismo, maus hábitos posturais, síndromes depressivas, trauma, gravidez, trabalho repetitivo, entre outras.

 

Cervicalgia

A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o movimento.


Sintomas e sinais

O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior.
Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas "alterações neurológicas".
O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum fator. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.

Causas da Cervicalgia

As cervicalgias podem ser decorrentes, de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou ao excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade. A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical.

 

Dor lombar

A dor nas costas é uma queixa muito comum, chamada também de lombalgia é uma dor que ocorre na parte inferior da coluna vertebral (coluna lombar). Cerca de três em cada quatro adultos vão ter dor nas costas durante sua vida esses números podem subir, devido o aumento do número de idosos.
Uma grande parcela da população nos dias de hoje, convive com dor nas costas, resultado de má postura, sedentarismo, posições incorretas no ambiente de trabalho, nos afazeres domésticos entre outros fatores associados incluindo, a execução errada de exercícios.

Sintomas

A dor nas costas pode ser aguda ou crônica. A dor aguda pode durar dois meses, mas a dor crônica pode durar toda uma vida.
O paciente refere que sua coluna está travada, ele tem limitação na flexão anterior da coluna, dor e limitações nos primeiros movimentos da manhã.

Causas

Sedentarismo, idade, herança genética, postura no trabalho, levantar pesos inclinando a coluna para frente, prática esportiva com movimentos repetitivos.

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Dor Ciática (Ciatalgia)

A dor ciática é uma dor persistente ao longo do nervo ciático, que se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou duas pernas. Este é o nervo mais longo do corpo. A dor aparece quando este nervo está irritado através de uma inflamação, por uma compressão externa, pelo deslocamento do disco intervertebral, pela hérnia de disco na coluna lombar ou por uma contratura do músculo piramidal.

Sintomas

Pinçadas ou espasmos de dor na parte baixa da coluna e ao longo do nervo ciático, que percorre pela parte profunda da coxa e/ou superficial da perna indo até o pé. A dor geralmente é sentida como uma pontada ou uma queimação. Às vezes, começa gradualmente, piora durante a noite e é agravada pelos movimentos. A dor ciática também pode causar formigamento, parestesias (baixa sensibilidade) ou fraqueza nos músculos da perna afetada.

Causas

Podem ser traumatismo, hérnia, ruptura ou desvio dos discos que se encontram entre as vértebras lombares L4, L5 e S1, espasmo ou fadiga do músculo piramidal.

 

LORDOSE

Curvatura da coluna vertebral com convexidade anterior. A lordose é normal (lordose fisiológica) na região cervical e lombar. É anormal quando se situa noutra parte da coluna vertebral ou quando é muito acentuada, neste caso fala-se em hiperlordose.

A hiperlordose lombar está associada a uma anteversão pélvica e consequetemente um realinhamento de todas as outras curvas da coluna para uma compensação.
A anteversão pélvica pode estar associada a um desequilíbrio dos músculos abdominal e glúteos, que estão enfraquecidos, e na musculatura lombar que se apresenta encurtada.
Já a retificação da lordose lombar, esta associada a retroversão da pelve, originando um costa plana, com diminuição da mobilidade.
A hiperlordose cervical é caracterizada por uma proeminência da cabeça, caracterizando um pecoó mais alongado à frente.
A retificação da lordose cervical caracteriza-se pela diminuição da lordose e consequentemente um pescoço reto, com diminuição de mobilidade.

Sintomas

  • Modificação da postura do corpo
  • Limitação da mobilidade da coluna.

Causas

  • Atitude assumida (má postura)
  • Fadiga
  • Fraqueza muscular
  • Gravidez
  • Obesidade

ESCOLIOSE

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço (Souchard e Ollier, 2001). Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.
Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em "C"); Curva dupla, (escoliose em "S"). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.
Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.
Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:
1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.
2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.
3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico
4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico
5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.

Causas

  • Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)
  • Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.
  • Congênita : oriunda de uma má-formação
  • Pós-traumática

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce e a avaliação clínica completa e radiológica do paciente.A avaliação postural faz parte da avaliação clínica, sendo de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos do indivíduo nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias ( Calliet, 1979). O controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos dessa patologia que, quando não tratada corretamente, pode causar danos irreparáveis.

Tratamento

O tratamento das escolioses baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico (Tribastone, 2001). Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema.

Cifose (corcunda)

Definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica. Alguns autores citam que o ângulo da cifose torácica pode variar normalmente entre 20º e 40º utilizando o método de Cobb (POOLMAN, BEEN & UBAGS, 2002). Outros citam que a cifose torácica média é de 37º Cobb (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005), e fixam entre 20º a 50º Cobb o limite entre o fisiológico e o patológico (FON, PITT & THIES, 1980); (BERNHARDT & BRIDWELL, 1989).
As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam de indivíduo para indivíduo. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma economia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas. As hipercifoses patológicas podem ser divididas em dois grandes grupos, aquela em que o caráter patológico se deve a importância de sua curvatura (ou posturais) e aquelas em que a característica patológica é inegável como nos casos de doenças congênitas ou adquiridas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da curvatura acentuada (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005).

Sintomas

A instalação da deformação (costas arqueadas) faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.


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