Tratamentos alternativos amenizam as dores nas costas



Saiba como minimizar o incômodo e prevenir as crises que atingem mais de metade da população mundial

A lombalgia, popularmente conhecida como dor lombar, dor nas costas ou dor na coluna, é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o principal problema médico nos países ocidentais industrializados. De acordo com a OMS, de 65 a 80% da população adulta acima dos 30 anos deverá sofrer com as dores lombares algum dia.

Problemas comuns do cotidiano como a má postura, a má alimentação, o sedentarismo, a obesidade, as atividades como agachar, carregar mochilas, malas e pastas com pesos excessivos, o estresse físico, emocional e até a depressão podem gerar desgastes de músculos, nervos, ossos, articulações ou outras estruturas na coluna vertebral, dando início à dor. As dores nas costas podem ser constantes ou não, restritas a um local ou irradiar-se para outras áreas do corpo, devido aos nervos longos que se originam na coluna e chegam até as pernas, afetando assim, grande parte do corpo humano.

Há três anos, o empresário Daniel de Mello Peixoto Amaral sofre com a lombalgia, um problema que inicialmente parecia ser passageiro, mas que acabou gerando muitos incômodos. "O meu dia é muito corrido, trabalho com produção de auto peças, fico carregando peso o tempo todo. Chegou o dia que minha coluna não aquentava mais, a dor era tanta que eu não conseguia sair da cama, ficava de repouso total", explica o empresário. Amaral passou por diversos tratamentos, entre eles a aplicação de ondas ultravioletas, ondas curtas e ingestão de medicamentos. "Os tratamentos colaboraram muito para a diminuição das dores, mas eu só tive resultados significativos quando mudei minha rotina de trabalho, modificando o processo de produção da minha empresa, diminuindo assim, o desgaste da minha coluna", completa.

Existe uma grande variedade de intervenções terapêuticas que estão disponíveis para o tratamento das dores incômodas causadas pela lombalgia que atingem pessoas das mais variadas faixas etárias. A acupuntura ao lado de tratamentos através de medicamentos e até mesmo massagens, colabora para amenizar o efeito das dores lombares. Esta técnica de tratamento chinesa consiste no estímulo de pontos determinados da superfície da pele e visa à recuperação global da saúde. "Para a concepção oriental, as doenças são manifestações de desequilíbrio de forças dentro do organismo. A acupuntura consegue reorganizar estas energias utilizando-se dos pontos específicos do corpo humano onde as desordens são refletidas, acabando então com as dores", explica a acupunturista Thais Pamplona que afirma que esta técnica, aliada a outras formas de tratamento colabora para o alivio da dor. "A acupuntura influência diretamente o nível energético das pessoas, gerando melhorias importantes para o dia-a-dia, acabando com dores, deixando o organismo em total harmonia", completa.

A maioria dos casos de lombalgia tem caráter benigno e a recuperação depende apenas de repouso e tratamento com remédios simples, como analgésicos, relaxantes musculares e antiinflamatórios. Em outros casos, como o do empresário Daniel Amaral mesmo com a realização de um tratamento intensivo, as tensões lombares podem retornar periodicamente. As dores repetitivas podem ser evitadas com um tratamento preventivo, que visa o fortalecimento da musculatura lombar e a manutenção de uma postura corporal correta.

Além dos tratamentos preventivos tradicionais, como o alongamento, a natação e a hidroginástica, o yoga também colabora para o fortalecimento dos músculos da coluna, se tornando um importante preventivo contra as dores. "Através da eliminação de tensões e aumento da consciência corporal, o yoga coopera para a manutenção de uma boa postura corporal, o que resulta na diminuição das dores e também diminui a probabilidade de aparecimento da lombalgia", explica a bióloga e professora de yoga Daniela Reis, proprietária do Gaya Yoga Spa.

De acordo com Daniela, o yoga trabalha diretamente com o corpo, a consciência, a inteligência e os sentidos. Dessa maneira, oferece aos praticantes um crescente domínio de seu corpo físico, suas emoções e sua mente, promovendo ainda a força física, alongamento e flexibilidade. "As posturas e os alongamentos trabalhados no yoga facilitam a manutenção de uma boa postura corporal, contribuindo para o alinhamento e fortalecimento dos músculos paravertebrais, responsáveis pela sustentação da coluna, fazendo com que as dores na coluna sejam prevenidas", completa a professora.

A vida agitada, cada vez mais concorrida nos grandes centros urbanos, mesclada com os altos níveis de stress do dia-a-dia e a pressão dos ambientes corporativos acabam dificultando a manutenção de hábitos saudáveis, contribuindo diretamente para o aparecimento das dores na coluna. Para que as dores sejam amenizadas ou até mesmo prevenidas, Dr. Emiliano Vialle, médico especialista cirurgião de coluna da Clínica da Coluna Vertebral - Curitiba Spine Center, sugere cinco atitudes fundamentais que devem ser adotadas no cotidiano:

1- Evite permanecer sentado durante muito tempo.

2- A pratica de exercícios físicos é fundamental para a prevenção da lombalgia. Procure as atividades que trabalhem os músculos abdominais, sem impacto e de maneira controlada.

3- Não fume. Estudos comprovam que os fumantes têm maiores chances de sofrerem com as dores lombares.

4- Evite permanecer muito tempo no trânsito. As vibrações do automóvel afetam a coluna.

5- Permaneça sempre dentro do peso adequado à estrutura do seu corpo.

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Má postura pode levar à depressão, diz pesquisa

 Foto: Getty Images

Quando alguém nos diz para levantar ombros e cabeça a fim de melhorar o humor, tem razão. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Francisco, na Califórnia, aponta que a má postura pode levar à depressão.

Para o estudo, cientistas recrutaram 100 pessoas e as fizeram caminhar com os ombros para frente e depois com as costas retas. Minutos depois, pediram que eles dissessem como se sentiam, apontando níveis de energia e relatando se sentiam-se deprimidos. Os resultados mostraram que os voluntários ficaram mais descontentes e deprimidos após caminhar com as costas curvadas, mas que melhoraram de humor imediatamente após adquirirem melhor postura.

A má postura, segundo as conclusões, publicadas no site da revista Cosmopolitan, podem levar ao mau humor mesmo quem não está passando por maus bocados. Prestar atenção nisso pode ajudar a recuperar a energia num momento de cansaço, como no meio do expediente do trabalho.


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Tratamentos pouco invasivos contra dores na coluna ganham espaço


Há muito mais entre os remédios e as cirurgias para tratar as dores nas costas, problema que, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, atinge um terço dos brasileiros adultos.

Os tratamentos pouco invasivos, feitos com agulhas ou incisões mínimas, estão ganhando espaço em consultórios e hospitais.

Segundo o médico fisiatra João Amadera, entre os 300 pacientes atendidos no centro especializado em tratamento de coluna aberto no fim do ano passado no Hospital do Coração, só um foi encaminhado para cirurgia.

Nos outros casos, fisioterapia e injeções de medicamentos diretamente no ponto de origem da dor bastam.

Outra opção é a "queima" de nervos que podem ter tido um crescimento anormal e se tornam fonte de dor. Depois disso, o paciente pode ser encaminhado para fisioterapia.

"O importante é quebrar o ciclo da dor e corrigir a postura", afirma Amadera.


Editoria de Arte/Folhapress

O exame físico detalhado e o histórico da dor dão pistas melhores sobre a origem do problema do que a análise isolada de exames de imagem, diz o neurocirurgião Joel Augusto Ribeiro Teixeira.

Para ele, ainda é comum uma visão simplista das dores da coluna. "Parece que sempre é hérnia de disco ou dor muscular. Ou se opera ou faz fisioterapia. Mas há muitos estágios intermediários", afirma o médico, coordenador do centro de terapias minimamente invasivas da coluna do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Teixeira diz que o tratamento da dor na coluna deve ser escalonado: primeiro é preciso tentar as terapias conservadoras, como o uso de remédios e fisioterapia. Os procedimentos minimamente invasivos vêm depois e, em último caso, a cirurgia.

No entanto, de acordo com o fisiatra João Amadera, muitos pacientes recebem indicação de cirurgia sem necessidade. "Menos de 5% das hérnias de disco precisam de cirurgia. Cerca de 90% são reabsorvidas sozinhas."

O comerciante de tecidos Marcos Antonio Pereira de Barros, 51, escolheu a terapia minimamente invasiva para tratar dores causadas por uma hérnia de disco que o incomoda há oito anos. "Já tinha tentado de tudo. Ficava com dor depois de ficar sentado ou em pé por mais de dez minutos do mesmo jeito."

Barros, que mora em Santa Cruz do Capibaribe (PE), se submeteu a duas sessões para receber injeções de medicamentos no HCor, em São Paulo. "O incômodo melhorou 85%. Estou fazendo pilates também."

Luís Eduardo Munhoz da Rocha, presidente do Comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirma que os tratamentos pouco invasivos têm indicações pontuais, e o mais importante é mudar hábitos e fortalecer a musculatura que sustenta a coluna. "Hoje está muito em voga o minimamente invasivo. Nem tudo é resolvido assim."

DÉBORA MISMETTI


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Exercícios e alongamentos fortalecem a coluna e previnem dores


Imagine uma pilha de copos em equilíbrio: um pequeno empurrão pode acabar com a cascata de vidro em segundos.

O exemplo cai bem quando o assunto em pauta é sua coluna vertebral. Apesar de mais resistente, esse emaranhado de ossos, músculos e nervos não se quebra de uma hora para outra, mas pequenos empurrões, bruscas torcidas de costas ou posições desajeitadas também podem acabar com a sua estrutura.

Sendo assim, quem quer distância das dores lombares deve seguir à risca recomendações como prática regular e não exagerada de exercícios físicos, dieta balanceada (para que o sobrepeso não recaia sobre a coluna) e distância do cigarro, além de atenção especial para a postura corporal.

Se você não está a fim de ingressar nesse hall de sofredores --cerca de 80% da população já tem, teve ou terá dor nas costas--, é bom ir se acostumando a levar mais a sério o conselho dos médicos.

"Os exercícios físicos são essenciais porque fortalecem os músculos que sustentam a coluna. O cigarro é um veneno, suas substâncias tóxicas impedem o fluxo sangüíneo pela região da coluna. Os quilos extras a sobrecarregam. Por fim, vêm os movimentos e posturas inadequadas. Tortura-se muito a coluna vertebral", alerta o reumatologista José Goldenberg, autor do livro "Coluna, Ponto e Vírgula" (editora Atheneu). "Basta pouco para provocar a dor. Uma simples noite mal dormida até um esforço acima do normal e os problemas batem à porta", complementa.

Mas, se existe um lado bom nesse inconveniente tão popular, é que hoje se sabe que mais da metade dos casos de dores na coluna são causados por problemas decorrentes de causas que podem ser facilmente reparadas, como deixar de sentar-se curvado diante do computador ou torcer a coluna bruscamente na pressa ao sair do carro. "Como escondem causas benignas, esses casos se curam praticamente sozinhos", diz o reumatologista Jamil Natour, da Universidade Federal de São Paulo.

Às vezes a dor nas costas pode indicar um problema mais sério, mas segundo os médicos, esses casos são exceções. O sintoma pode sinalizar um tumor, uma infecção mais grave ou até mesmo uma fratura, mas o diagnóstico costuma ser complexo e depende de uma boa consulta clínica.

Se você já consultou um médico e constatou que por trás da dor que sente estão os hábitos inadequados de vida, a reportagem do Equilíbrio traz ao lado alguns exercícios que podem ser úteis para evitar a dor. Segundo a fisioterapeuta Luciana Couto, da clínica Goldenberg, todo cuidado é necessário. "Exagerar na dose pode ser pior. O ideal é que antes de fazer os exercícios recomendados, o paciente tenha passado antes por uma avaliação médica", orienta.

Para a fisioterapeuta, as pessoas devem estar mais atentas à sua coluna vertebral durante a prática de atividades diárias e corriqueiras. "Os exercícios são fundamentais porque fortalecem os músculos que sustentam a coluna", explica.

A administradora de empresas Gisele Maia, 37, que tem fibromialgia, dor muscular generalizada, costuma fazer os exercícios. "Era sedentária, as sessões de alongamento são hoje o que me confortam, conta Gisele.

Para prevenir dores nas costas

(repita de duas a três vezes por semana)

1. Equilibrar: como a ajuda de uma bola, eleve o quadril para posicionar a coluna corretamente. As pernas não devem estar nem abertas, nem muito fechadas. A bola ajuda a manter o posicionamento adequado da coluna
2. Exercitar: deite-se de barriga para baixo com os joelhos flexionados e os braços estendidos. Em seguida, acentue sua curvatura para alongar-se.
3. Esticar: esse exercício lembra o anterior, a diferença é que o braço direito e a perna esquerda ficam estendidos. Em seguida, faça o oposto, com o braço esquerdo e a perna direita
4. Alongar: Um elástico ou cinto pode ser usado nessa posição. O importante é manter sempre as pernas flexionadas
5. Relaxar: deite-se no colchonete com a barriga para cima e os joelhos flexionados. Essa forma garante apoio para a sua coluna e ainda relaxa

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Dor crônica no pescoço pode piorar com a idade e revelar problemas emocionais


Dor crônica no pescoço pode piorar com a idade e revelar problemas emocionais Flávio Neves/Agencia RBS

Região cervical é a mais sensível da coluna, por isso, a dor no local exige cuidados Foto: Flávio Neves / Agencia RBS

Responsável por sustentar o peso de seis quilos da cabeça e realizar mais de 600 movimentos diários, a coluna cervical, localizada na região do pescoço, é vítima de queixas constantes de dor e incômodo. A cervicalgia, como é identificada pelos especialistas, é sintoma de um problema que pode atingir de 30% a 50% da população mundial durante a vida, agravando-se com o passar dos anos.

Composta por sete vértebras, a coluna cervical mantém contato com estruturas importantes do organismo, como a medula espinhal, vasos arteriais e venosos e nervos ligados ao cérebro. Entre 18 e 65 anos, é comum essa região começar a apresentar complicações, e a cervicalgia é um sintoma.

— A dor na estrutura cervical é sinal de algum problema. O mais comum é o desgaste físico da coluna, que surge com o envelhecimento — afirma o cirurgião ortopedista Aldemar Roberto Mieres Rios.

Segundo o médico, as complicações começam nos discos intervertebrais, que são anéis fibrocartilaginosos entre as vértebras, responsáveis por amortecer o peso da cabeça e manter a estabilidade da coluna. Essas estruturas são compostas por um gel de proteína que se rompe com o passar do tempo, perdendo água e desidratando os discos. Consequentemente, eles perdem sua funcionalidade. Essas alterações também estão relacionadas a fatores genéticos e ao modo de vida.

O problema resulta em outros diagnósticos graves, transformando-se em uma "bola de neve" de doenças degenerativas. Conforme Rios, as complicações do envelhecimento da estrutura podem ocasionar hérnias de disco, quando ocorre compressão das raízes nervosas da coluna, ou estenoses, com o estreitamento ou redução do canal por onde passam a medula e os nervos.

Problemas psicossomáticos

A cervicalgia pode revelar problemas psicossomáticos. Segundo o médico ortopedista, quando a pessoa está com um nível de estresse elevado, por exemplo, a tensão é um fator para contrair a musculatura da coluna cervical, ocasionando a dor no pescoço. Dormência nos ombros, braços e pernas também são sinalizadores de problemas emocionais e físicos, quando ocorre compressão da medula e dos nervos.

O alívio da dor surge com o tratamento adequado da região cervical, que deve ser encaminhado por especialistas. O paciente passa por triagem e exames clínicos antes de iniciar procedimentos mais específicos.

— A região cervical é a parte mais sensível da coluna, por isso, a dor no local exige cuidados — alerta o cirurgião.

Não é normal, por exemplo, haver incômodo no pescoço durante a noite, quando estamos relaxados. Isso pode indicar tumores ou infecções. Apenas o diagnóstico detalhado do médico pode trazer uma nova perspectiva para a pessoa manter uma vida tranquila.


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