Dor nas costas? Livre-se dela já!


Se você já sofreu ou sofre com dor nas costas (a chamada lombalgia), saiba que isso é muito comum. A pesquisa Dor no Brasil realizada pela Pfizer revelou que 64% das pessoas entrevistadas já sentiram dor nas costas. Delas, 53% consideraram esta dor como a mais incômoda e 56%, como a mais grave. Ela também acumula o título de ser a mais prejudicial à atividade pro ssional para 42% e capaz de tirar o sono de 43%. Segundo o médico assistente do Grupo de Coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo, Alexandre Fogaça, "de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 80% da população vai senti-la um dia". Por quê? Diversos fatores provocam o quadro (entre eles, genética e obesidade), que levam às in amações e lesões na coluna vertebral ou nos discos intervertebrais. A fisiatra Lin Tchia Yeng, responsável pelo Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, lembra que até os fatores emocionais geram o problema. Estresse, ansiedade, medo, depressão, insatisfação, mau relacionamento na empresa ou com o chefe contribuem para o agravamento da lombalgia, pois tensionam os músculos da região. Um estudo feito pelo Journal of Advanced Nursing constatou ainda que as mulheres que se sentem sufocadas em casa ou no trabalho estão duas vezes mais propensas a sentirem essa dor.

Além deles, a má postura também é uma das grandes vilãs. Junto com isso, abandone alguns vícios que vamos acumulando com o passar do tempo e evite crises. Você consegue!

1 - abandone o sedentarismo
Na Coreia, pesquisadores do Samsung Medical Center descobriram que se exercitar três vezes por semana reduz em 43% o risco de desenvolver dores crônicas nas costas. "Exercícios fortale cem os músculos e aumentam o fluxo sanguíneo nos discos da coluna, ajudando-os a resistir à tensão diária", explica Douglas Chang, chefe da reabilitação da Universidade da Califórnia. Mas é preciso ter atenção nos exercícios: "atividade física realizada sem orientação mé dica e o auxílio de um prossional especializado pode agravar as dores", alerta o neurocirurgião Eduardo Barreto, Membro Titular da Sociedade Brasileira da Coluna e da Sociedade Internacional para Estudo da Dor. Segundo ele, os mais indicados são os praticados dentro d'água, que têm baixo impacto e são mais relaxantes, e alongamentos.

2 - casa limpinha
Mesmo quem tem ajudante (aliás ensine esse truque para ela!), precisa varrer a sala ou a cozinha uma vez ou outra. Barreto ensina que pegar no meio do cabo da vassoura nos obriga a curvar o corpo, causando dor. "O correto é manter uma das mãos mais acima e deixar a coluna reta. Por esse motivo, sugerimos vassouras com cabos longos", ressalta.

3 - assista TV
Nada de ficar largada no sofá. "Ao sentar-se, apoie os quadris sobre os ísquios (ossos do bumbum) para alinhar sua coluna vertebral", fala o fisioterapeuta Victor Liggieri, do Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Se o sofá da sua casa não permite esse apoio, use uma almofada nas costas para evitar dor nesse local.

4 - deite certo
Relaxar em uma cama confortável é mesmo uma delícia. Mas é preciso bons aliados nessa hora. O colchão deve ser do tipo ortopédico e ter o selo do Inmetro. Além disso, deve ser de viscoelástico ou de mola individual envolvidas com este material. O de espuma é indicado apenas se as instruções da tabela de peso e altura forem respeitadas", diz Liggieri. Um estudo do jornal Lancet descobriu que pessoas que dormiram em colchões de densidade média sentiram menos dor nas costas do que quem dormiu nos mais duros.

Já quando o assunto é travesseiro, Liggieri dá uma dica: "Para saber a altura ideal, meça a distância entre o ombro e a base da orelha. Esse número corresponde à altura que o travesseiro deve ter para quem deita de lado". E o material deve ser firme e manter essa distância enquanto estiver dormindo, sem afundar. "Os de espuma, látex e viscoelásico são mais indicados", diz.

A posição que você escolhe para dormir também interfere. "Se deitar de lado, além do travesseiro que  ca embaixo da cabeça, use um tipo rolo que vai dos pés e joelhos até os braços. Assim a coluna fica alinhada e os músculos, relaxados. Você também pode usar um travesseiro no meio das pernas e o outro entre os braços", indica Liggieri. "Evite dormir de bruço, pois força a co luna e di culta a respiração", aler ta o neurocirurgião.

5 - faça um break
Barreto aconselha a quem trabalha muito tempo sentada levantar-se a cada hora,  ficar em pé por uns 10 minutos ou fazer alongamentos (ver sugestões no box).

6 - trabalhe sem dor
A cadeira ideal é aquela com encosto alto, que se adapta ao comprimento das pernas, se move para cima, para baixo e para os lados. Se a sua é mais simples e muito alta, coloque um apoio nos pés que permita aos joelhos formarem um ângulo de 90º e, se preciso, uma almofada nas costas. Também não é recomendável deixá-la muito baixa para não forçar a lombar. A tela do computador deve fi car na altura dos olhos e o teclado, na do cotovelo.

Agora, se você  fica muito tempo em pé, Lin faz a recomendação: "Deixe os joelhos levemente flexionados, os pés alinhados e o peso do corpo concentrado nas coxas e distribuído nos pés".

7 - no telefone
Nada de apoiar o aparelho entre o ombro e o pescoço. Isso deixa a coluna muito torta! Neste caso, considere o uso de um headset.

8 - closet sob medida
As bolsas e sapatos merecem atenção redobrada, pois podem provocar e agravar a lombalgia. O ideal mesmo é não abusar dos calçados muitos altos. No dia a dia, prefira os baixos, com solas grossas para absorver o impacto. "Se gosta de salto, escolha aqueles que têm em torno de 4 centímetros", fala Barreto. Já no caso das bolsas, opte por modelos com alças mais longas e carregue-as transpassadas. Mas reveze os lados, se for andar muito. "As mochilas são boas alternativas, pois equilibram o peso", diz Liggieri. Mas não devem ter mais de 5% do seu peso!


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Por Carolina Mesquita

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Boa postura evita dores articulares

Muitas vezes negligenciamos as dores sentidas no dia a dia, aquelas provocadas por movimentos excessivos ou resultantes do cansaço do trabalho e achamos que estas logo passarão. Porém as dores são um alerta para o nosso corpo, indicando que alguma coisa está errada e precisa ser corrigida, por exemplo: a postura de sentar diante um computador.

É normal, sentirmos dores ou algum tipo de desconforto após uma atividade prolongada ou que estimule os movimentos repetitivos, afinal de contas acabamos sobrecarregando estruturas por um longo tempo sem dar o devido descanso a estas estruturas, porém você não precisa sofrer com este tipo de dor, algumas mudanças nos seus hábitos de vida podem evitar o aparecimento destes desconfortos e dores.

Atitudes simples, realizadas no dia a dia, durante o período de trabalho, ou de lazer podem tornar a sua vida mais agradável, mantendo você distante de dores e desconfortos e impedindo a instalação de futuros problemas. Com o conhecimento correto da biomecânica articular é possível aliviar o estresse, o qual é colocado diariamente sobre nossa estrutura músculo-esquelética, isso facilita o trabalho do corpo, impede o aparecimento de dores e evita o aparecimento de lesões causadas pelo uso incorreto das estruturas exigidas.

  • Sempre quando for levantar se da cama, levante se de lado, apoiando os braços, e colocando as pernas para fora da cama.
  • Ao levantar se de uma cadeira, use a força das pernas. Tente elevar se ereto, deixando a sua coluna livre de sobrecarga.
  • Não sente com a coluna relaxada, se precisar use um suporte para a região lombar.
  • Não fique muito tempo, em uma mesma posição, por exemplo: em pé, sentado, diante de um computador, procure sempre alternar as posições de sua atividade diária.
  • Evite trabalhar usando movimentos de torção (movimentos que rodam o tronco).
  • Evite levantar pesos do chão com o tronco flexionado.
  • Evite dobrar o corpo enquanto trabalha.
  • Ao caminhar, ande ereto mantendo o olhar na linha do horizonte, se possível com a musculatura abdominal contraída.

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Tratamentos pouco invasivos contra dores na coluna ganham espaço


Há muito mais entre os remédios e as cirurgias para tratar as dores nas costas, problema que, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, atinge um terço dos brasileiros adultos.

Os tratamentos pouco invasivos, feitos com agulhas ou incisões mínimas, estão ganhando espaço em consultórios e hospitais.

Segundo o médico fisiatra João Amadera, entre os 300 pacientes atendidos no centro especializado em tratamento de coluna aberto no fim do ano passado no Hospital do Coração, só um foi encaminhado para cirurgia.

Nos outros casos, fisioterapia e injeções de medicamentos diretamente no ponto de origem da dor bastam.

Outra opção é a "queima" de nervos que podem ter tido um crescimento anormal e se tornam fonte de dor. Depois disso, o paciente pode ser encaminhado para fisioterapia.

"O importante é quebrar o ciclo da dor e corrigir a postura", afirma Amadera.

O exame físico detalhado e o histórico da dor dão pistas melhores sobre a origem do problema do que a análise isolada de exames de imagem, diz o neurocirurgião Joel Augusto Ribeiro Teixeira.

Para ele, ainda é comum uma visão simplista das dores da coluna. "Parece que sempre é hérnia de disco ou dor muscular. Ou se opera ou faz fisioterapia. Mas há muitos estágios intermediários", afirma o médico, coordenador do centro de terapias minimamente invasivas da coluna do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Teixeira diz que o tratamento da dor na coluna deve ser escalonado: primeiro é preciso tentar as terapias conservadoras, como o uso de remédios e fisioterapia. Os procedimentos minimamente invasivos vêm depois e, em último caso, a cirurgia.

No entanto, de acordo com o fisiatra João Amadera, muitos pacientes recebem indicação de cirurgia sem necessidade. "Menos de 5% das hérnias de disco precisam de cirurgia. Cerca de 90% são reabsorvidas sozinhas."

O comerciante de tecidos Marcos Antonio Pereira de Barros, 51, escolheu a terapia minimamente invasiva para tratar dores causadas por uma hérnia de disco que o incomoda há oito anos. "Já tinha tentado de tudo. Ficava com dor depois de ficar sentado ou em pé por mais de dez minutos do mesmo jeito."

Barros, que mora em Santa Cruz do Capibaribe (PE), se submeteu a duas sessões para receber injeções de medicamentos no HCor, em São Paulo. "O incômodo melhorou 85%. Estou fazendo pilates também."

Luís Eduardo Munhoz da Rocha, presidente do Comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirma que os tratamentos pouco invasivos têm indicações pontuais, e o mais importante é mudar hábitos e fortalecer a musculatura que sustenta a coluna. "Hoje está muito em voga o minimamente invasivo. Nem tudo é resolvido assim."

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Trabalho x postura corpora: está na hora de achar o equilibro

Está na moda falar em fatoresde risco. Eles aumentam as chances de um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral e até um ataque de raiva — se o tal fator for uma folgada que rouba sua hora no cabeleireiro. Tirando esse último, o trabalho é, sim, fonte para os outros problemas. Você talvez nem tenha percebido, mas aquelas horas que passa na cadeira de rodinhas com a cara enfiada no computador podem minar seu bem-estar físico e mental. Claro que trabalho é prazer, fonte de realização — e de dinheiro também —, mas há características nele que simplesmente fazem mal. Periodicamente, a International Stress Managment Association (Isma-BR) realiza uma pesquisa para identificar quais são as profissões mais sujeitas ao stress no trabalho e suas consequências negativas. A última delas foi em 2009. Adivinhe quem ganhou. Padres e freiras! Isso mesmo. E você se pergunta: o que eu tenho a ver com isso, uma vez que não exerço essas profissões (do contrário não estaria lendo uma revista cheia de homens bonitos e dicas picantes)? Mas basta entender por que essa profissão é estressante para ver que a sua nem é tão diferente assim. "Padres e freiras vivem estressados porque não conseguem ter vida privada e sofrem cobranças por seu comportamento", diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR. "Além disso, são acionados a qualquer momento do dia ou da noite para atender alguém, e não podem recusar", completa ela. Soa familiar?

As pessoas que mais investem no trabalho são ainda mais vulneráveis, diz uma pesquisa da organização canadense Centro de Vício e Saúde Mental. Eles avaliaram 2 137 pessoas e 18% delas se identificaram como "altamente estressadas", exatamente as que colocavam o trabalho como prioridade e ocupavam cargo de responsabilidade. Como não dá para parar de trabalhar — e ninguém diz que você tem de fazer isso —, melhor saber como o trabalho afeta a saúde e como se proteger.

Costas e músculos

Tudo o que você faz repetitivamente sem pensar na postura afeta músculos e ligamentos. Pode ser a forma como senta até o movimento de dar um clique no mouse. "Os problemas mais comuns são as tendinites, miosites, lombalgias, dores nas costas e na cabeça", diz o ergonomista Marcos Domaneschi, da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo). De acordo com o Departamento de Segurança Ocupacional e Administração de Saúde (Osha) dos Estados Unidos, doenças causadas por movimentos repetitivos representam um prejuízo de 20 bilhões de dólares por ano, somando-se tratamento e afastamento do trabalho. O primeiro passo para evitar a má postura é prestar atenção nela, sentar com as costas inteiras escostadas na cadeira, um apoio de pé, os olhos centrados no meio da tela do computador. O segundo é realizar exercícios preventivos ao menos uma vez por dia. Essas duas medidas farão bem não apenas para seu corpo mas para a própria carreira. Um estudo da Univesidade Northwestern, nos EUA, mostrou que uma boa postura aumenta a sensação de poder, independentemente da posição hierárquica que ocupa na corporação.

Olhos
Apesar de a má iluminação não causar danos permanentes à visão, provoca desconforto. "Ao final do dia a pessoa sente cansaço, e podem ocorrer irritação e lacrimejamento", diz o oftalmologista Elcio Sato, da Universidade Federal de São Paulo. A iluminação ideal é a natural, mas, como ela varia durante o dia, é preciso lançar mão da artificial. "Deve-se evitar fontes de luz que atinjam os olhos diretamente", diz Sato. Ela deve ser regular e constante durante as horas de trabalho. Além da luz ruim, as mulheres sofrem mais com os olhos secos, normalmente causados por uma baixa umidade devido ao ar condicionado, o que pode ser agravado pelo uso da maquiagem. Ter um colírio que imita lágrima sempre à mão pode ajudar.

Pulmões
Sabia que não é apenas você quem fica mal, o prédio onde você trabalha também? É a chamada "síndrome dos edifícios doentes", uma referência à qualidade do ar interno. O principal culpado é o ar-condicionado. Se não for bem conservado, dentro dele acabam morando vírus, bactérias e até aracnídeos, como é o caso do ácaro, que se espalham pelo ambiente. Juntamente com essa contaminação biológica pode ocorrer também a contaminação química pelos gases emanados de produtos de limpeza, verniz, entre outros. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os gastos anuais com esse tipo de problema chegam a 100 milhões de dólares nos Estados Unidos. Os principais problemas são resfriados e gripes constantes, alergia e asma. Para tentar poupar seus pulmõezinhos, o jeito é pressionar a administração para que faça uma manutenção adequada do ar e sair para respirar fora de quatro paredes sempre que for possível. Se o calor não for tanto, melhor abrir as janelas.

Silhueta
Ficar sentada o dia todo, ou boa parte dele, faz engordar. Grande novidade. Mas essa verdade foi estudada a fundo por um grupo de pesquisadores canadenses. CarlÉtienne Juneau, do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montreal, e seus colegas analisaram os dados estatísticos do país, e concluíram que a falta de atividade física durante o horário de trabalho pode explicar o fato de a obesidade ter aumentado 10% entre 1978 e 2004 no país, mesmo que as pessoas estejam frequentando mais as academias. A solução é compensar o tempo extra sentada com mais academia ainda. E tomar muito cuidado com os petiscos dentro da sua gaveta. Se for para beliscar algo no meio da tarde, que seja uma fruta seca ou uma castanha, não um biscoito recheado.

Coração e cérebro
Há aquele ditado que diz que "quando a mente não pensa, o corpo padece". O pior é que, quando a mente pensa demais, o corpo também sofre. "O trabalho muitas vezes exige que a pessoa exceda seus limites, com jornadas longas, falta de recursos e também de reconhecimento", diz Ana Maria Rossi. "Isso aumenta em 63% a chance de ter um problema de saúde." Um dos principais órgãos afetados pelo stress é o coração. Sob stress, a pressão sanguínea sobe, a pessoa come mais e os níveis elevados dos hormônios adrenalina e cortisol aumentam a chance de ter um ataque cardíaco. Outro que padece juntamente com o coração é o cérebro. Ele é irrigado por 640 quilômetros de pequenos vasos que levam nutrientes e oxigênio. Flutuações bruscas e constantes na química do sangue — como a elevação dos níveis de hormônio — afetam diretamente esses vasos, podendo provocar desde uma dor de cabeça até um acidente vascular cerebral (AVC). Quem descobrir como acabar com o stress no trabalho vai ficar tão milionário quanto a empresa que criou aquela pilulazinha azul que faz você sabe o quê. Mas algumas atitudes pontuais podem ajudar a aliviar o stress, como programar-se para trabalhar em casa um dia da semana, treinar o poder de negociação e encontrar recompensas fora da empresa. "Isso vale, inclusive, para quem sofre com a falta de reconhecimento. Se não vem do trabalho, esse reconhecimento pode ser buscado no companheiro, em uma atividade qualquer na qual você seja boa, como pintar ou cantar", diz Ana Maria.

Seus peitos

Ficar sentadinha por horas faz mal não apenas para a silhueta. Uma pesquisa da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, mostrou que a inatividade aumenta em três vezes o risco de desenvolver câncer de mama. Desse ponto de vista, talvez as donas de casa, cheias de tarefas físicas, levem vantagem. A posição — sentada em frente ao computador — também não ajuda nada. Os músculos das costas acabam enfraquecidos e a coluna curvada, fazendo com que os seios pareçam caídos. Que tal uma boa espreguiçada para espichar-se quando não tiver ninguém olhando?

Profissões de risco
Uma pesquisa da Isma-BR identificou as profissões que sofrem maior stress. Tirando os padres e as freiras — que ganharam disparado —, saiba quem é mais afetado pela rotina

1º. Profissionais da segurança pública ou privada
Por quê: têm de defender bens físicos ou pessoas, colocando em risco a vida.

2º. Controladores de voo
Por quê: carregam a vida de muitas pessoas em suas mãos.

3º. Motoristas urbanos
Por quê: trabalho repetitivo, seguem a mesma rota diária. Estão sujeitos à pressão do tempo porque, mesmo com trânsito, não podem atrasar.

4º. Executivos, profissionais da área de saúde, de telemarketing e bancários
Por quê: em comum todos têm a pressão. O executivo, por metas; quem trabalha com a área de saúde lida com vidas; atendentes de telemarketing têm de cumprir metas e muitas vezes não são bem tratados; e os bancários lidam com o dinheiro alheio e o risco de assaltos.

5º. Pessoas que estão fora de sua área de formação

Por quê: um professor que vira diretor da escola e tem de lidar com questões administrativas; um publicitário que passa a gerenciar uma grande equipe e deixa de lado a parte criativa. Pessoas assim podem sentir-se inseguras, o que aumenta o stress.

6º. Jornalistas

Por quê: são pressionados pelo prazo, pelo risco constante de demissão, já que o mercado está inflado, e ainda assim precisam garantir a qualidade do trabalho.

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Coluna pode sofrer lesões com corridas de fim de semana

O médico João Amadera ressaltou que participar de uma corrida de 5 quilômetros já é o suficiente para provocar inflamação nas articulações e lesões nos discos
  • O médico João Amadera ressaltou que participar de uma corrida de 5 quilômetros já é o suficiente para provocar inflamação nas articulações e lesões nos discos

Enquanto as corridas de rua viram moda em São Paulo, com um aumento de 22,6% no total de eventos desse tipo na cidade de 2010 para 2011, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), crescem os casos de lesões na coluna devido à prática inadequada da atividade. Essa é a percepção dos médicos do Spine Center, centro do Hospital do Coração (HCor) especializado no tratamento da coluna.

Os pesquisadores do HCor, baseados em um levantamento com 240 corredores paulistanos, perceberam que o problema atinge sobretudo os esportistas "de fim de semana", que se aventuram pelas ruas e parques da cidade ocasionalmente, sem orientação profissional. As informações foram colhidas na véspera de duas corridas de rua na capital, quando os participantes compareceram ao local do evento para pegar o kit de corrida.

O médico João Amadera, um dos diretores do Spine Center, ressalta que a participação em uma única corrida de rua (aquelas voltadas para amadores têm, no mínimo, 5 quilômetros) é o suficiente para provocar inflamação nas articulações e lesões nos discos. "O que era para ser benéfico para a saúde passa a ser algo que impede a pessoa de progredir na prática", explica.

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Dores nas costas merecem atenção

Dores nas costas merecem atenção



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população ainda irá sofrer do mal pelo menos em alguma fase da vida. Ou seja, em maior ou menor grau, um dia quase todos serão vítimas desse incômodo que compromete a qualidade de vida sob diversos aspectos, entre eles físicos, emocionais e até sociais.

A principal vilã é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações nos consultórios.

Qualquer sinal de dor nas costas merece atenção. No entanto, os cuidados devem ser redobrados em duas situações. Primeiro, se as dores vêm acompanhadas do que os médicos chamam de sinais de alerta, como febre ou perda de peso. "Nesses casos, o desconforto indica a presença de algo mais grave - desde má-formação congênita, osteoporose e tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada", explica Alexandre Fogaça Cristante, especialista em cirurgia de coluna da Clínica Ortocity.

Outra situação preocupante é quando não há uma razão aparente para o incômodo. "Trata- se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes com este perfil tentam buscar uma razão 'física' para suas lamentações e não encontram nada. Isso porque as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão na coluna, mas a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente", esclarece Cristante.

Quando se fala de dor nas costas, convém lembrar que outras doenças também colaboram para causar a dor. "Estão nessa lista as infecções urinárias, as infecções pulmonares, o infarto do miocárdio, o herpes zoster e os tumores ovarianos e prostáticos", afirma o especialista.

Maus hábitos
Posturas incorretas também são responsáveis por distúrbios articulares. "Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição", diz Cristante.

Obesidade
Segundo o médico, a cada dia a população se cuida menos (do ponto de vista físico), o que causa obesidade. "O excesso de peso e outras alterações musculares levam a pessoa à sobrecarga dos discos intervertebrais".

Stress e Depressão
Ambos levam à contratura muscular importante. "A depressão não permite o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral", explica o cirurgião.

Tratamento
O tratamento é dividido em duas fases. "Na fase da dor aguda, o médico vai receitar analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional e outros métodos. Depois, é recomendável que o paciente se submeta a tratamento mais prolongado que pode incluir a Reorientação Postural Global (RPG), hidroterapia, condicionamento físico, ajuda de um nutricionista e também de um psicólogo", aconselha Cristante.

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