Exercícios que previnem dores na coluna vertebral


Se você sente de dor nas costas, deve consultar seu médico antes de fazer estes ou qualquer outro exercício.

Estes exercícios podem ajudar a evitar hérnia de disco, desde que, associados a cuidados de AVDs (Atividades de Vida Diária), posturas adequadas, evitar excesso de esforço físico e procurar sempre lazer para relaxar do estresse mental. Não são destinados a resolver, muito menos, curar uma hérnia de disco. Infelizmente não existe nada simples para se fazer em casa, para curar a hérnia de disco depois de instalada, apenas o tratamento adequado

Estes exercícios terapêuticos poderão aliviar alguma leve dor nas costas, desde que não haja hérnia de disco, nem osteófitos ou outro problema mais sério na coluna. Nestes casos é necessário tratamento e, somente depois que houver melhora, iniciar exercícios específicos.

1)        Deite em uma superfície reta (colchão firme, colchonete ou mesmo cobertor no chão). Puxe, inicialmente, uma das pernas e segure por 20 segundos. Depois faça o mesmo com a outra perna. Por último puxe as 2 pernas juntas e segure pelo mesmo tempo.

2)        Muito útil para alongar região posterior, relaxando a coluna lombar. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento já existente.

3)        Faça um movimento para frente e para baixo. Desta forma, estende-se nas nádegas e um músculo chamado íleo-psoas. Este músculo é muito forte e puxa demasiadamente a coluna lombar. Quanto mais deixá-lo alongado melhor para evitar hérnia de disco e outros problemas na coluna vertebral. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento já existente.

4)        Em uma cadeira, abaixe o peito e abrace os joelhos. Desta forma estará empurrando a pélvis e conseguindo alongamento da região posterior das costas e, conseqüente, alívio da compressão dos discos, podendo evitar hérnia de disco, protusão ou abaulamento discal. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento já existente.

5)        Sente-se no chão e com as mãos toque os dedos dos pés. Este exercício clássico é perfeito para alongar as costas e, em especial a região lombar. Descomprimindo os discos. Útil após trabalhar o dia todo sob estresse. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento já existente.

6)        Muitas vezes, este exercício é útil para fortalecer os músculos das costas e facilitar o movimento correto da pelve e coluna vertebral. Na posição observada na fig. 5 expire e abaixe a região da cintura, fique alguns segundo. Inspire e eleve a cintura, ficando alguns segundos. Repita 10 vezes, sempre muito lentamente. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento já existente.

7)        Deite em uma superfície reta (colchão firme, colchonete ou mesmo cobertor no chão). Puxe com a mão esquerda o seu joelho direito para o lado esquerdo, segure por 20 segundos. Depois inverta, ou seja, a mão direita puxará o joelho esquerdo para o lado direito. Útil para alongar toda musculatura posterior desde a lombar até a coxa. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento.

8)        Force levemente a cabeça para um lado, fique por 20 segundos. Depois repita do outro lado por 20 segundos. Bom para alongar a cervical lateral, após tensão no final do dia. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento.

9)        Forçar levemente a cabeça para o lado esq. com a mão esq. segurando por 20 segundos. Depois inverta o lado e segure por mais 20 segundos. Não faça este exercício, em hipóte alguma, se estiver com hérnia de disco ou osteófito cervical, pois seria muito perigoso. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento.

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Tratamento de lombalgia


O tratamento das lombalgias ou lombociatalgias mecânicas deve visar ao alívio do quadro doloroso, às medidas necessárias para evitar a recidiva, cada vez mais frequente e mais dolorosa, e às alterações anatômicas que em consequência vão surgindo e se agravando (FAZZI; TOLEDO, 1984). Na síndrome lombar aguda inclui-se repouso por dois dias, sendo efetivo e representativo de uma perda da atividade laborativa 45% menor do que o tradicional que afasta o paciente por sete dias. Ainda são utilizadas medidas como a fisioterapia (calor, massagem, manipulação, o uso de cintos e coletes, o programa de atividade física, a tração no leito, a crioterapia, eletroterapia e a acupuntura), o repouso, a prescrição de analgésicos e

Lombalgia: revisão de conceitos e métodos de tratamentos antiinflamatórios (NEGRELLI, 2001; TELOKEN; ZYLBERSTEJN, 1994). Na fase pós-aguda, em que a dor já e mais suportável, permitindo melhor mobilização, intensificam-se as medidas fisioterápicas com calor e exercícios de alongamento e gradual reforço muscular. Essas medidas terapêuticas funcionam como um auxílio para o relaxamento da musculatura lombar e ajudam também na redução do limiar de dor, sendo o seu principal objetivo na profilaxia de novos episódios, além de serem aplicados programas de reabilitação e reeducação da postura de forma individualizada (HENNEMANN; SCHUMACHER, 1994; TELOKEN; ZYLBERSTEJN, 1994).

Evidencia-se que o efeito da fisioterapia na melhora da dor lombar crônica é observado em vários estudos. Verificou-se que 54 pacientes com dor lombar crônica que realizaram os exercícios orientados (como alongamento, aeróbica de baixo impacto, caminhar, bicicleta ergométrica, natação) evidenciaram um decréscimo das dores lombares subagudas ou crônicas, melhora da disfunção física e psicológica, além da prevenção da recorrência, por meio de cursos de coluna e orientações específicas de mudança de comportamento, principalmente quando realizados no próprio local de trabalho (MACEDO et al., 2005; TREVISANI; ATALLAH, 2003).

Silva e Ananias (2004) utilizaram, no tratamento, alongamentos da musculatura lombar (quadrado lombar, extensores do tronco) e da musculatura de membros inferiores (tensor da fáscia lata, glúteo máximo, piriforme, iliopsoas, adutores, quadríceps, isquiotibiais, tríceps sural), divididos em alongamentos passivos e alongamento ativo. O programa de alongamento foi realizado com uma duração de 20 segundos permanecidos sob estiramento durante três séries para cada músculo citado anteriormente. Silva e Ananias (2004), Costa et al. (2006), e Oliveira et al. (2006), consideram que o ultrassom, sendo caracterizado por ondas ultrassônicas de alta frequência que causam vibrações e colisões moleculares de modo a aumentarem a atividade molecular , quando utilizado nesse estudo, exerce um efeito térmico sobre as células e tecidos moles nos quais uma parte dele é absorvida e isto conduz a geração de calor dentro do tecido de modo que a temperatura muscular deverá ser elevada a um mínimo 3 a 4 graus Celsius durante um mínimo de 5 minutos, para que haja o aumento na capacidade de deformação tecidual. Esse aquecimento controlado pode produzir efeitos desejáveis como: alívio da dor, diminuição da rigidez articular e aumento do fluxo sanguíneo. A quantidade de absorção (tecidos com elevados conteúdos protéicos absorvem mais do que conteúdo de gordura) depende da natureza do tecido, seu grau de vascularização e da frequência do ultrassom.

De acordo com autores citados, foram utilizados dois métodos, com os quais foram investigados os efeitos do ultrassom pulsado, 1 MHZ, intensidade média de  0.8 w/cm² no estágio agudo de lesão muscular tardia, não obtendo nenhuma evidência convincente. Entretanto, ao utilizar o ultrassom contínuo, 1 MHZ, intensidade média de 0.8 w/cm² no estágio agudo de lesão muscular tardia, evidenciou-se resultados benéficos e significantes para tal modalidade. Contudo, Chou et al. (2007) considera que o tratamento para lombalgia crônica inclui acupuntura (que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos), cinesioterapia (um programa de exercício formal supervisionado ou regime de exercício em casa, que vai desde programas de condicionamento físico geral ou exercício aeróbio de programas que visem o reforço muscular, flexibilidade, alongamento, ou diferentes combinações desses elementos), massagem terapêutica, terapia cognitivo-comportamental ou relaxamento progressivo (uma técnica que envolve o estiramento e relaxamento dos músculos de modo que haja a liberação da tensão muscular), manipulação espinhal (terapia manual em que as cargas são aplicadas à coluna por meio de curtos ou longos métodos de alavancas e eixos de alta velocidade, para que dessa maneira produza um alívio das pressões vertebrais e corrija de certa forma, a curvatura lombar que está em excesso), a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), que utiliza uma pequena bateria operada pelo dispositivo para fornecer através de impulsos elétricos contínuos na superfície dos elétrodos, com o objetivo de proporcionar alívio sintomático, alterando a percepção da dor, em outras palavras, analgesia e a tracção (uma intervenção que envolve uma mobilização da articulação de modo a estirar ou puxar a fim de esticar a coluna lombar).

Dessa maneira, consegue-se produzir um relaxamento muscular. Gaskell et al. (2007) afirmam que a inclusão de educação e aconselhamento sobre anatomia e doença espinhal, dor, exercício físico, postura, elevação e movimentação, estratégias de autoajuda e técnicas relaxamento são meios para que os pacientes possam se ajustar à percepção da sua dor e à sua limitação, visto que a atividade e/ou educação física, princípios e cognitivas comportamentais poderiam ter conduzido a um aumento da sensação de controle e de confiança para gerir à sua condição uma melhor compreensão dela, e/ou expectativas mais realistas de suas habilidades, enquanto isso, Lewis et
al. (2008) trazem referências da utilização de exercícios para aliviar as algias e correção da curvatura da lombar, mediante um programa funcional com sessões de 1-2 vezes por semana, tendo a duração de 1-2 horas por um período de 8-10 semanas e abordando o fortalecimento, a coordenação e exercícios aeróbicos, ergonômicos e aconselhamento de exercícios em casa , bem como, componentes educacionais como palestras, vídeos e programa de exercícios específicos de alongamento e relaxamento.

Ainda que focalizados nos músculos do abdômen transverso, multifidos, assoalho pélvico e diafragma em posições com baixa carga e evoluindo conforme o caso, os
autores concluem que os exercícios ativos foram valiosa abordagem terapêutica, apesar da falta de consenso sobre a melhor técnica e a intensidade para essa intervenção. Os programas utilizados no restabelecimento funcional foi uma abordagem cognitiva comportamental cuja razão é normalizar os padrões de comportamento e dar às pessoas a confiança para vencerem o medo do movimento decorrente da dor.

Em outra pesquisa, o fisioterapeuta instruiu os pacientes sobre os exercícios, que visam melhorar a função de abdominais, costas, extensores, músculos dos membros inferiores e superiores e estabelecer uma ótima função da coluna vertebral. Os programas foram realizados em casa, sem equipamento adicional, com 10 minutos de aquecimento Os exercícios foram realizados em três a quatro séries de 15-20 repetições. Houve evidência que o exercício obteve um efeito sobre o músculo, força e flexibilidade em lombalgia. Os três meses do programa de exercício em casa causaram perceptíveis efeitos físicos positivos, pelo menos por um ano, sobre a dinâmica da força muscular nos extensores, flexores e nos membros inferiores, bem como sobre a coluna vertebral. A mudança positiva da resistência pode ser uma importante condição para a continuação apropriada (de acordo com a modalidade do exercício e da repetição) da atividade física, bem como uma condição prévia para lidar com a dor (KUUKKANEN et al., 2007).

Fonte

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Dor Lombar

dor lombar

Esta obra é um manual de consulta ideal para qualquer profissional que trate a dor lombar com frequência, em particular os estudantes e os recém-graduados em fisioterapia que perdem muito tempo se preocupando por que o tratamento da dor lombar é uma experiência assustadora.
Oferece conhecimento e aconselhamento experiente, em acesso rápido e fácil, a uma abrangente variedade de aspectos da avaliação e do tratamento essencial para o sucesso de pacientes com lombalgia.
O formato de bolso da Série Pocket em Fisioterapia atende à dinâmica da vida do de quem precisa ter em mãos um conteúdo para consultas rápidas e objetivas sobre a prática diária.
Em uma linguagem clara e rica em esquemas e tabelas da prática baseada em evidências garante um apoio seguro a qualquer momento em qualquer lugar.

Este Livro contém as Principais Características:

- Prático para consulta e pequeno para facilitar o transporte e acesso.
- Claro e de fácil leitura para proporcionar entendimento melhor e mais rápido;
- Rico em tabelas, com pontos-chave, e desenhos para melhor compreensão;
- Discute todos os aspectos de dor lombar discutidos desde epidemiologia, bandeiras vermelhas, bandeiras amarelas, diagnóstico diferencial, mecanismos de dor, tratamento farmacológico, avaliação subjetiva e objetiva e avaliação neurológica para melhor diagnostico e tratamento;
- Apresenta desafios clínicos e estudos de caso para reforçar o entendimento;




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Maioria dos casos de dores nas costas é causada pela má postura

A grande maioria das queixas de dores nas costas é funcional, ou seja, relacionadas aos vícios de posturas, e falta de ergonomia no trabalho e no cotidiano, segundo especialistas do Grupo Medicina da Coluna. "Não podemos responsabilizar um único ato ou hábito como os principais vilões para as dores, geralmente há uma somatória de causas que culminam com as dores crônicas ou mesmo as crises de agudização", destacam os especialistas em nota.

Obesidade, sedentarismo e o hábito de fumar, aliados à falta de ergonomia no trabalho e em atividades de vida diária, são apontados como fatores que aumentam as chances de uma pessoa sofrer dor nas costas. De acordo com os profissionais, aqueles que têm uma vida ativa fisicamente, peso adequado e postura correta no trabalho correm menos risco de desenvolver essas dores, e caso isso ocorra, vai chamar muito mais a atenção do especialista para que este recorra a exames subsidiários com intuito de afastar causas mais graves.

"A má postura é a grande vilã das dores nas costas. Muitas vezes achamos que estamos confortáveis, mas, na verdade, essa sensação não garante que a coluna esteja 'protegida'. É preciso prestar atenção principalmente na maneira como sentamos e como nos postamos nas atividades em que ficamos muito tempo na mesma posição ou em atividades repetitivas." explica o ortopedista Jefferson Galves, especialista em doenças da coluna vertebral.

Fonte: Password Comunicação.

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Postura errada provoca barriga e dores nas costas

Exercícios em casa podem ajudar a corrigir postura. Foto: Fernando Borges/Terra

Sentar e andar com a postura correta não é apenas esteticamente mais bonito, como também pode evitar dores e lesões na coluna. Para quem se preocupa com a boa forma, vale ainda lembrar que a postura pode gerar barriga. É o que explica o fisioterapeuta e presidente da Sociedade Brasileira de RPG, Oldack Barros. "A má postura cria uma pequena barriga abaixo do umbigo, pois provoca a perda do tônus muscular na região", disse ele.

Segundo Barros, o abdômen é um músculo que precisa de contração e fortalecimento. Quando uma pessoa está com uma postura ereta, obriga a contração da barriga, explicou o profissional. Ele alertou ainda as mulheres que andam muito empinadas, jogam o bumbum para trás e, consequentemente, o abdômen para frente, tendem a ter uma barriga inteiriça causada pela má postura. Já aquelas que projetam o quadril e pescoço para frente, mas encolhem o bumbum, podem desenvolver a barriga abaixo do umbigo.

Outro problema postural é a linha do olhar abaixou ou acima do adequado. "O certo é seguir uma linha que vai do ouvido até o nariz e manter o olhar horizontal. Temos uma visão panorâmica, conseguimos ver o que está abaixo, acima e aos lados mesmo mantendo o olhar para frente", explicou ele. Um dos sintomas sentidos por quem tem este problema é dor forte no pescoço.

No dia a dia, são diversos os momentos em que as pessoas ficam em uma postura inadequada. Um exemplo é ao sentar na cadeira para usar o computador. "Quem senta sobre o sacro do bumbum, na última vértebra da coluna, força uma cifose em um local de lordose e muda a curvatura da coluna. A posição favorece o aparecimento de hérnia de disco", disse o fisioterapeuta.

Já os indivíduos que sentam em posição "corcunda" podem sofrer o achatamento das articulações do ombro e ter dificuldade para estender os braços para cima e lados. O ideal é sentar a 90°, segundo Barros. E, para isso, o abdômen precisa estar contraído. "Os problemas não surgem imediatamente, às vezes só anos depois ele se propaga. Dez anos depois a pessoa vai sentir os efeitos", exemplificou.

Diagnóstico de tratamentos
A dor nas costas, depois da na cabeça, é a que mais atinge a população, de acordo com o ortopedista especialista em fisiatria Farhad Shayani. "É uma das maiores epidemias do mundo para mim", disse ele. A má postura, segundo o médico, pode ser causada por mircrotraumas na coluna e articulações que impedem a pessoa em ficar na posição correta por causarem dor. "A pessoa senta com má postura para se sentir confortável", explicou.

O método de Shayani é investigar a origem da dor. Fazer "um Raio-X" está longe do ideal, segundo ele, o exame mostra apenas fraturas. A tomografia computadorizada e ressonância são procedimentos fundamentais para o diagnóstico, citou o ortopedista. "As pessoas são mal orientadas, tomam analgésicos e o problema continua lá", alertou ele sobre o perigo de um diagnóstico mal feito.

Depois de descobrir o problema, Shayani aplica um dos tratamentos laboratoriais indicados. Ele afirmou que na maioria dos casos não é necessária cirurgia, inclusive nos pacientes com hérnia de disco. "Usamos agulhas especiais para atingir o ponto da dor e tratar", resumiu ele. Após ocorrer a cicatrização do trauma, Shayani recomenda a prevenção para manter a estrutura da coluna adequada que pode ser encontrada com tratamentos posturais.

Por:

Thaís Sabino - Terra

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Coluna: prevenindo seus problemas



Introdução

Cerca de 80% da população mundial tem ou vai ter problemas de coluna. E estes problemas trazem com eles fortes dores que afligem os que fazem parte desta camada da população mundial.

A coluna tem um papel fundamental no funcionamento do organismo. Dela saem 32 pares de nervos em direção a todas as partes do corpo. A persistência de uma postura inadequada, a presença de tensão nervosa ou o uso de cadeiras e colchões de má qualidade podem levar àquelas dores terríveis. Para quem sofre destes distúrbios, o uso de medicamentos pode ser necessário. Mas, se você não tem esse problema e não quer aumentar os riscos, o caminho é a prevenção.

Existem alguns métodos de tratamento, como a medicina convencional, RPG (reeducação postural global) e acupuntura. Mas duas orientações podem ser dadas independente do método. A primeira é: não fazer da coluna uma alavanca de trabalho - quando se precisa levantar peso do chão, basta flexionar os joelhos e não dobrar a coluna. E a segunda: nunca carregar peso superior a 10% do peso do seu próprio corpo.

Métodos Orientais

A acupuntura segue os princípios da medicina oriental. Os chineses acreditam que vários problemas do organismo estão ligados à energia liberada pelos cinco órgãos essenciais, coração, rins, fígado, baço e pulmões, que precisam estar em equilíbrio.

A coluna está bem próxima dos rins e para diagnosticar, o médico oriental analisa individualmente o paciente. Alteração na cor do paciente e na pulsação pode ser considerada por eles como uma ameaça para a coluna.

Para a medicina oriental o importante é tratar a causa. A região a ser manipulada pela acupuntura nesta situação é o tornozelo.

O tratamento é feito com calor, massagem, tração, infiltração e manipulação. O tratamento emocional, com métodos de relaxamento e técnicas cognitivas, que ensinam o paciente a sentar, andar e deitar adequadamente é realizado na complementação do primeiro.

Sentar, Flexionar e Dormir.

Para estes três movimentos existem posturas adequadas, que podem colaborar na prevenção de possíveis problemas de coluna. Para sentar é preciso usar cadeiras com encosto que pegue o meio das costas.

O assento deve ser duro e os pés devem tocar o chão. Não sente longe da mesa e não cruze as pernas. Para dormir a melhor posição é de lado ou posição fetal. É a que mais descansa o corpo. Já para fazer qualquer trabalho ao nível do chão, relaxe os ombros e equilibre sempre o peso nas duas pernas. Ao abaixar-se, levante ligeiramente as nádegas. Qualquer inicio de sintomas como dor nas pernas ou nas costas, dormências, formigamentos podem estar relacionados com distúrbios de coluna e merecem uma avaliação por um especialista.

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Escoliose afeta entre 2% e 4% da população mundial





A escoliose é uma doença que afeta entre 2 e 4% da população mundial, um enorme contingente de mais de 300 milhões de pessoas que sofrem com o problema em diferentes níveis de gravidade. A estimativa é que cinco em cada mil pessoas tenham a curva da coluna maior do que 20 graus e que uma em cada mil tenha curva maior que 40 graus. 

Em novembro, será lançado o livro A Menina da Coluna Torta, de Julia Barroso que narra, em detalhes, a vida de uma adolescente que tem a doença. O livro traz uma série de depoimentos de adolescentes que sofrem com o problema, depoimentos de médicos especialistas, fisioterapeutas que lidam com pacientes com escoliose e traz até dicas de moda para as meninas que precisam usar o colete de Milwaukee. Julia Barroso, autora do livro A Menina da Coluna Torta diz que o problema é complicado porque não afeta só o aspecto físico, mas que com tratamento é possível viver bem. 

 - O tratamento é só uma fase e, felizmente, passa rápido. Um problema de coluna é algo complicado, sim. Não só mexe com a estrutura física como com a vaidade também. Mas, não é o fim do mundo. Eu sempre dou o meu exemplo e mostro a esses adolescentes, a partir do meu blog e agora do livro, que no fim tudo acaba bem, garante Julia.

Escoliose

A escoliose é descrita pelos especialistas como um desvio da coluna vertebral, para a esquerda ou para a direita, resultando em um formato de "S" ou de "C". As escolioses podem ter prognósticos muito diferentes, se distinguindo pela progressividade ou gravidade das curvas.

Segundo o médico ortopedista pediátrico Fernando Furst, a escoliose idiopática é de causa desconhecida e é uma deformidade da coluna vertebral. O tratamento envolve fisioterapia, uso do colete e cirurgia e afeta entre 1 a 2% da população infantil. A escoliose pode ser diagnosticada em recém-nascidos (ainda no primeiro ano de vida), infantis (até os três anos) e juvenis (a partir dos 4 anos até a adolescência). A escoliose idiopática do adolescente é um desvio da coluna de causa desconhecida que atinge, na maioria das vezes, em 80% dos casos, as meninas.

Fisioterapia 

Outra participação especial no livro é da fisioterapeuta Patrícia Italo Mentges, especializada no tratamento da escoliose, doença ainda desconhecida no Brasil, tanto pela população em geral quanto por boa parte da classe médica. Patricia explica que a fisioterapia é bastante útil nos casos de escoliose e lembra da importância do tratamento no caso de preparo para cirurgias.

 - A fisioterapia no tratamento da escoliose permite a regressão do grau das curvas, além de impedir ou retardar a evolução isso, claro, dependendo de cada caso. Na verdade, o sucesso da aplicação da fisioterapia está diretamente relacionado à conscientização do paciente, explica.

Patricia Mentges lembra que é fundamental que paciente, fisioterapeuta e família formem um time e que o profissional de saúde deve se assegurar que o paciente esteja sempre motivado para o tratamento.

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Resistência muscular localizada previne dores na coluna





De acordo com estatísticas das autoridades de saúde, cerca de 80% das pessoas já tiveram ou terão dores nas costas, o que mostra que o problema é para lá de abrangente. Mesmo os praticantes assíduos de atividade física, em nível profissional ou amador, não escapam dessa estatística. Em muitos casos, as dores são passageiras e vão embora com o auxílio de analgésicos, mas segundo o Ministério da Saúde, cerca de cinco milhões de brasileiros acabam procurando médicos para tratar a dor nas costas, sentidas por períodos mais extensos. Nesses casos, uma atenção maior ao funcionamento do corpo e alterações nos hábitos de postura são as únicas maneiras de aliviar o desconforto.

Especialistas defendem que, quanto mais resistentes os músculos, mais protegidos ficamos do incômodo das dores. Por isso, muitos fisioterapeutas pedem para que os indivíduos que precisam proteger as costas trabalhem os músculos do tronco (abdominais e eretores da espinha). Isso foi observado em uma pesquisa que acompanhou os moradores da cidade de Copenhagen (Dinamarca) por um ano concluiu, que resistência e não força foi o fator que aparentemente preveniu o aparecimento de dores nas costas. E neste caso, é importante ponderar as diferenças entre resistência e força na prevenção. O que vale a pena, de acordo com os resultados deste estudo, é investir em mais repetições e menos carga (peso) para os exercícios nos músculos do tronco, já que a fadiga muscular, comum nos grandes esforços, diminui a proteção contra as dores. 

O mesmo foi observado em outras pesquisas. Em estudo realizado na cidade de Helsinque (Finlândia), com 126 indivíduos, a resistência dos músculos do tronco também foi o único fator associado à incidência de episódios de dores nas costas. A conclusão foi semelhante em um terceiro estudo, conduzido na cidade de Teerã (Irã), no qual 600 pessoas foram subdivididas em 4 grupos: 150 homens assintomáticos, 150 mulheres assintomáticas, 150 homens com dores na região lombar e 150 mulheres com o mesmo sintoma. Novamente, dentre todas variáveis pesquisadas, a única que apresentou estrita relação com dores nas costas foi a baixa resistência dos músculos do tronco, principalmente os eretores da espinha.

Portanto, a resistência muscular obtida com exercícios para aumentar a resistência dos eretores da espinha e também dos músculos da parte de trás do tronco é fator fundamental na prevenção de dores nas costas. Peça a orientação de um professor para a execução dos exercícios e invista em resistência, ou seja, mais repetições e menos carga, para fugir do incômodo.

Por Éverton Oliveira - Redação Saúde Plena

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Sobrepeso favorece chances de ter dores nas costas



Um dos maiores estudos feitos para investigar a degeneração do disco da coluna lombar chamado The Association of Lumbar Intervertebral Disc Degeneration on MRI in Overweight and Obese Adults: A Population-Based Study, revelou que adultos com sobrepeso ou obesidade são significativamente mais propensos a ter degeneração do disco lombar do que aqueles com um índice de massa corporal (IMC) normal. 

Segundo avaliações feitas por ressonância magnética, um IMC elevado está associado a um aumento do número de níveis de discos degenerados e a uma maior gravidade da degeneração do disco, incluindo o estreitamento do espaço do disco. Detalhes deste estudo forma publicados, recentemente, no Arthritis Care & Research, o jornal do Colégio Americano de Reumatologia. 

Pesquisas anteriores já haviam relacionado um IMC maior a dores lombares, que são frequentemente debilitantes e podem limitar a função motora, impactando o bem-estar psicológico e diminuindo a qualidade de vida. Dores lombares também estão associadas a substanciais custos socioeconômicos e de saúde. Especialistas sugerem que a degeneração do disco é uma causa de dor lombar e, portanto, o IMC poderia estar envolvido no desenvolvimento da doença degenerativa do disco. 

Para ampliar o conhecimento sobre este importante problema de saúde, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Hong Kong investigou a associação entre um IMC elevado e a presença, a extensão e a gravidade da degeneração do disco da coluna lombar em adultos. 

Uma vez que o sobrepeso e a obesidade são preocupações em todo o mundo, os resultados do estudo têm importantes implicações na saúde pública.

Os pesquisadores recrutaram 2.599 participantes com idades entre 21 anos ou mais, no sul da China, entre 2001 e 2009. Os participantes eram de diversas origens sociais e econômicas e foram recrutados independentemente de terem tido dor nas costas ou não. O grupo de estudo incluiu 1.040 homens e 1.559 mulheres que tinham uma idade média de 42 anos. Os pesquisadores realizaram avaliações radiográficas e clínicas, além de exames de ressonância magnética da coluna lombar. 

Os achados do estudo revelaram que 73% dos participantes apresentavam degeneração do disco lombar. Os homens apresentaram uma prevalência significativamente maior de degeneração do que as mulheres: 76% a 71%, respectivamente. Não surpreendentemente, com o aumento da idade dos participantes, houve também o aumento da prevalência de degeneração discal. As avaliações do IMC do grupo de estudo mostraram que 7% dos indivíduos apresentaram baixo peso, 48% estavam na faixa de peso normal, 36% estavam com sobrepeso e 9% eram obesos. A pesquisa confirmou que, com o IMC elevado há um aumento significativo da gravidade, da extensão e da degeneração global discal. Na verdade, a fase final da degeneração do disco - com o estreitamento do espaço de disco - foi mais pronunciada em indivíduos obesos. 

Uma vez que o sobrepeso e a obesidade são preocupações em todo o mundo, os resultados do estudo têm importantes implicações na saúde pública. Com o aumento da incidência de sobrepeso e de obesidade ameaçando todas as nações, a saúde da coluna está em risco em todo o planeta. Muitos problemas advindos do aumento de peso surgirão e se agravarão. 

A degeneração do disco lombar é um processo complexo que envolve mudanças químicas e estruturais. Precisamos de mais estudos que investiguem os fatores de risco para degeneração do disco, levando em conta o impacto do sobrepeso e da obesidade sobre a doença. Uma maior compreensão de como o IMC elevado contribui para a degeneração do disco e para o aparecimento da dor lombar pode auxiliar no desenvolvimento de novas intervenções que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas com estas condições incapacitantes.

Escrito por: Sérgio Lanzotti

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Dores na coluna cervical não tem ligação com trabalho no computador


O grupo de pesquisadores do Departamento de Medicina Ocupacional da Universidade de Kopenhagen realizou recentemente uma revisão sistemática da literatura médica e não encontrou evidências de que exista alguma relação direta entre o trabalho em computadores e a síndrome do Túnel do Carpo.

O resultado também foi confirmado pelos pesquisadores do National Institute of Occupational Health da Noruega, que publicaram a mesma ausência de evidências no BMC Musculoskeletal Disorders em abril de 2010.

De acordo com o especialista da OrtoCorpore, Carlos Henrique Fernandes, "até o momento, não é possível fazer uma associação entre o trabalho em computador e as dores na coluna cervical e nos membros superiores".

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