Os danos de passar horas no trânsito







Os danos de passar horas no trânsito

Um mês por ano parado no trânsito. Essa é a estimativa divulgada recentemente pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope, em pesquisa sobre mobilidade urbana na capital paulista.

Com perspectivas de agravamento para os próximos anos, só resta aos motoristas buscar alternativas para aliviar a tensão corporal, resultado de duas horas e quarenta e nove minutos em média de trânsito diário em São Paulo. Além de gerar estresse, o trânsito intenso pode ser prejudicial ao corpo devido à falta de movimentação dos músculos e articulações.

Segundo Waldo Lino Junior, ortopedista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, as partes do corpo mais expostas a danos, neste caso, são coluna, pescoço, ombros e pernas. Durante o tempo de espera no veículo, o motorista tende a curvar a coluna e projetar o pescoço e os ombros para frente, causando desconforto na lombar e dores na cervical e no trapézio.

As pernas também são atingidas. Deixá-las na mesma posição por muito tempo impede o retorno venoso - que é a volta do sangue das extremidades do corpo para o coração - e pode originar inchaço e varizes.

Para minimizar os impactos desses efeitos negativos, a instrutora de Educação Física da Clínica de Ortopedia, Artroscopia e Medicina do Esporte da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Meiriele da Silva Lopes, orienta sobre as posições adequadas para dirigir e aponta exercícios que podem ser praticados durante a espera no trânsito:

- O banco deve ser ajustado em uma posição confortável, mantendo-o mais próximo da vertical;

- Os retrovisores devem ser ajustados para a postura mais ereta da coluna, como se houvesse um livro no topo da cabeça, agindo como um lembrete da postura ideal.

- A coluna deve ser encostada no banco e os ombros voltados para baixo e para trás;

- Os pés devem ser apoiados no assoalho enquanto não estiver dirigindo;

- Recomenda-se uma inclinação de 90 graus do quadril em relação à coluna e dos joelhos em relação ao quadril;

- Eventualmente, mexa os tornozelos em movimentos circulares, o pescoço suavemente de um lado para o outro e eleve um pouco as pernas.

Por Jessica Moraes


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