Dores nas costas podem ser sinal de estenose







A Organização Mundial de Saúde e as Nações Unidas declararam os anos de 2000 a 2010 como a década comprometida a melhorar a qualidade de vida para as pessoas com doenças musculoesqueléticas ao redor do mundo.

Segundo estimativas da Associação Americana (AANS) e do Congresso de Neurocirurgiões (CNS), cerca de 400 mil americanos com mais de 60 anos sofrem de sintomas de estenose de canal lombar. E a tendência é que haja aumento de portadores, já que a cada ano há aumento da população idosa.

Estenose do canal é a condição causada pelo estreitamento dentro e ao redor do canal medular na coluna, pressionando os nervos e estruturas nervosas ali presentes. Ela pode causar dores lombares frequentes, dor nas nádegas, dificuldade ao andar, diminuição de sensibilidade nos membros inferiores e diminuição das atividades físicas. Há muitos tipos de estenose do canal medular, que podem afetar todas as regiões da coluna (cervical, torácica e lombar). 

Ela pode causar dores lombares frequentes, dor nas nádegas, dificuldade ao andar, diminuição de sensibilidade nos membros inferiores e diminuição das atividades físicas.

Tipos comuns de estenose do canal

Os tipos mais comuns de estenose são as degenerativas, que acometem praticamente toda a população adulta como um processo natural de envelhecimento. É um estreitamento degenerativo do canal medular, dos canais por onde os nervos passam e/ou do orifício por onde os nervos saem, causados por hipertrofia dos ossos e/ou ligamentos nestes locais. Esse estreitamento pode ser segmentado (apenas em uma região da coluna) ou generalizado e resulta na compressão dos nervos da coluna ou mesmo na medula. As consequências são uma diversidade de sintomas, incluindo dores lombares e claudicação neurogênica, que gera dores intensas nas pernas ao andar e só melhoram caso o paciente se sente. Em casos mais graves, o problema pode vir acompanhado de alteração do hábito urinário, com retenção da urina ou falta de controle ou até mesmo intestinal. Além disso, pode ocorrer uma sensação de diminuição da sensibilidade na região da virilha e parte interna da coxa, nestes casos chamada de "anestesia em cela", em alusão à cela usada nos cavalos.

Quando a região cervical é acometida, pode causar diminuição de força nos braços e principalmente dos movimentos finos das mãos, com dificuldade para escrever, segurar objetos e abotoar as roupas, além de causar alterações na forma de andar, pois a pessoa sente suas pernas mais presas.

Quando congênita, é relativamente rara e geralmente presente em idades mais precoces, entre 30 e 40 anos. Já a estenose de canal adquirida é mais comum e eventualmente se desenvolve quando os pacientes chegam ao redor dos 60 anos ou mais. É uma condição desafiante e não pode ser prevenida ou premeditada. Não distingue entre sexo, raça ou etnia, além de não estar relacionada a qualquer tipo de ocupação ou tipo físico.

Tratamento

Atualmente a tendência mundial para o tratamento da estenose de canal é optar por procedimentos menos agressivos e que resolvam o problema dos pacientes. Para isto, o planejamento detalhado do procedimento é muito importante, após um prognóstico físico muito minucioso e com auxílio de alguns exames de imagem como ressonância, tomografias e radiografias, entre outros.

O intuito de uma avaliação minuciosa é tentar encontrar mais especificamente o fator causal da dor. Assim, sendo mais preciso, podemos resolver o problema com uma cirurgia menos invasiva. 

Na maioria dos casos nem todos os níveis são os responsáveis pelos sintomas dos pacientes, pois a alteração de desgaste e presença de proeminências ósseas estão presentes nos casos de envelhecimento sadio, ou seja, indivíduos podem apresentar os desgastes e proeminências ósseas nos exames de imagem, mas não sentem dor e levam uma vida normal. No caso de pacientes com estenose de canal, se abordados todos os problemas e desgastes na coluna, será necessário uma cirurgia muito grande, que muitas vezes pode gerar instabilidade, necessitando de muitos implantes e parafusos, e consequentemente um pós-operatório que tende a ser muito mais complicado.

Logo, para o tratamento com menores chances de complicações e retorno mais rápido aos nossos afazeres do dia-a-dia, as cirurgias de descompressão minimamente invasivas -, bem planejadas com equipamentos que permitam uma menor lesão nos músculos, menor possibilidade de sangramento e necessidade de UTI -, são a melhor opção para aqueles que necessitam de cirurgia para tratar a estenose de canal. 

Fonte: Minha Vida


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