Você pode estar provocando sua dor nas costas







Quando a nossa atividade funcional exige muita concentração física e mental acabamos desenvolvendo um estado de estresse que pode provocar dores incômodas nas costas, que vão desde “fisgadas” localizadas até um estágio em que ficamos literalmente “travados”.

A solução mais simples para atenuar esse problema é imitar nossos amigos gatos e cachorros e praticar um exercício em que eles são mestres: alongamento. Já reparou como eles se esticam, “espreguiçam” e alongam toda a musculatura antes de dar os primeiros passos toda manhã?

Pois é, se os homens aprendessem esse bom hábito de “aquecer” os músculos antes de começar a exigir deles uma boa performance, haveria menos casos de problemas relacionados à fadiga muscular. Quando fazemos exercícios de alongamento logo no começo do dia, literalmente aquecemos, realizamos uma volta de warm-up para “ligar” a musculatura do corpo. E você vai notar que o “motor” funciona muito mais solto durante todo o dia. Só que não vale praticar só uma sessão de alongamento matinal e achar que tudo está resolvido. Quem trabalha sentado precisa “esticar as pernas” em intervalos regulares de hora e meia de trabalho.

Tem o caso contrário: quem trabalha em pé o dia todo precisa ter um período regular de repouso, no mesmo regime de intervalos, para poder sentar e colocar as pernas numa posição esticada, que alivia o fluxo da circulação e promove uma agradável sensação de descanso.

Levantar os braços acima da cabeça enquanto estende as pernas, girar o pescoço, os punhos e os calcanhares, e caminhar de maneira descontraída e sem atropelos, também são exercícios interessantes.

Cuidar da saúde não é uma preocupação que devemos ter só quando temos problemas. Atitudes simples promovem resultados positivos ao longo dos anos. Os efeitos benéficos do alongamento também podem ser associados a outras práticas físicas, como a Ioga e o Pilates, por exemplo, que interagem e complementam os resultados positivos para nosso equilíbrio físico e mental, aumentando o tônus e a flexibilidade muscular.

Postura correta evita problemas

Temos hábitos posturais que são verdadeiras sessões de tortura para nossas costas e coluna. Andamos com as costas curvadas e sentamos de qualquer jeito. Depois, reclamamos de dores! Quando estamos em pé temos que manter a coluna ereta, firme, com os ombros levantados sustentando a estrutura da coluna. Ombros caídos nos tornam corcundas e muitas vezes são a causa das dores de que reclamamos.

Sentar,seja para trabalhar, para conversar, para ver televisão, para se alimentar, enfim, acomodar-se em uma cadeira, também exige um pouco mais de atenção da nossa parte. Alguns fatores parecem tão insignificantes, mas fazem uma grande diferença.

É preciso escolher um assento adequado ao tamanho de cada pessoa. O apoio das costas deve ser suficientemente rígido para que possamos manter uma postura correta. E o que é uma “postura correta”? Na explicação de um especialista em ergonomia, “as costas precisam estar bem apoiadas e as solas dos pés, em contato com o solo. O quadril deve estar dobrado a 90º e os joelhos, também”. O mouse e o teclado do computador devem ficar sempre na altura dos cotovelos dobrados em ângulo reto.

Pise confortável

Os pés são a base de sustentação de toda nossa estrutura corporal. Por isso é preciso que eles estejam sempre confortáveis dentro de calçados que permitam uma distribuição uniforme do nosso peso sobre eles, sem nenhum ponto de pressão.

Como são os seus sapatos?

Além de ser confortável, um bom calçado deve proporcionar segurança no ato de caminhar. São regras simples, mas que se forem negligenciadas acabarão gerando prejuízos à nossa coluna. Quando o calçado não oferece segurança machuca algum ponto do pé, nossa reação natural é modificar nossa postura e até o jeito de caminhar, na tentativa de corrigir a instabilidade provocada pela inadequação do calçado. E aí os discos da coluna vertebral, as juntas e os ligamentos das costas sofrerão todo o impacto da mudança.

Para as mulheres, que gostam de crescer alguns centímetros usando saltos ousados, o sapato com tablado estilo “anabela” é o único sapato com salto que os ortopedistas aprovam. Os demais modelos disseminados pela moda provocam sobrecarga desigual e muitos estragos na coluna por causa da postura forçada que exige. Os sapatos de salto alto são destinados ao uso social e a utilização contínua deles não é recomendada porque pode ocasionar o surgimento de um distúrbio chamado hiperlordose, que torna mais acentuada a curva normal da nossa na coluna cervical e lombar. E ainda pode originar problemas nos joelhos e até anomalias nas panturrilhas (as chamadas “batatas da perna”).

Não carregue peso demais

Essa é uma regra que quase ninguém obedece: o peso da pasta, da bolsa ou da mochila, carregadas diariamente, tem que ser limitado a 10% do peso corporal de quem a leva. Isso quer dizer que o peso da mala que uma garotinha de 40 kg carrega para a escola jamais deve superar os 4 kg. E a bolsa de uma mulher adulta que pesa 60 kg só pode pesar até 6 kg.

Claro que quanto menos carga levamos sobre os ombros, menos trabalho damos para nossa coluna. O excesso de peso sempre provoca uma modificação na postura e essa mudança nos deixa mais vulneráveis e suscetíveis ao aparecimento de lesões e dores nas costas.

O quê sua bolsa carrega?

Para finalizar lembre-se sempre de fazer uma faxina na sua bolsa ou mochila para manter sempre condições seguras de uso e não carregar excesso de peso sem necessidade. Outra atitude que devemos tomar é trocar o ombro em que apoiamos a alça da pasta ou bolsa. Quando se usa apenas um dos ombros como apoio desses volumes, podemos provocar desvios de coluna que causam muitas dores e situações desconfortáveis.

Os modelos de bolsas mais recomendáveis são as mochilas com alças para os dois ombros e que podem ser fixadas também na região do tórax. A carga fica distribuída de maneira mais uniforme quando há mais pontos de apoio para a mochila. E para as crianças, as mochilas com rodinha, que evitam o transporte de pesos diretamente apoiados no corpo, são a melhor opção.

Fonte: Dra. Elisabete F. Almeida

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