Sete dicas que ajudam a acabar com a dor nas costas


A saúde de nossa coluna é fundamental no nosso dia-a-dia. Quando está bem, não nos damos conta do quão importante ela é. No entanto, quando temos dores é que percebemos o quanto somos afetados. Nossa coluna é dividida em coluna cervical, que é a parte mais superior de nossa coluna, acima dos ombros, forma a nossa "nuca", a coluna torácica, a região do meio das costas, e coluna lombar, a região mais inferior das costas.

Neste breve artigo, falarei sobre a coluna lombar, embora as sugestões apresentadas possam beneficiar a nossa coluna como um todo. A seguir, então, algumas dicas de como proteger nossa coluna lombar no dia-a-dia e para aumentar a nossa sensação de bem-estar.

1) Mantenha a boa postura da coluna

A coluna lombar possui uma curvatura natural que chamamos de lordose, que se caracteriza por ser uma leve concavidade nas nossas costas. Manter a "posição neutra" nada mais é que manter essa curvatura na realização de nossas atividades diárias. O contrário de manter essa posição neutra seria o de arredondarmos a coluna, de forma similar a que acontece quando inclinamos nosso corpo à frente.

E o que faz da posição neutra da coluna a ideal? Nessa posição há uma maior estabilidade da coluna, os músculos estão numa posição em que uma contração leve pode manter a posição adequada de suas vértebras, os ligamentos estão protegidos pois não estão excessivamente esticados e o disco intervertebral (estrutura que se localiza entre as vértebras, funcionando como um absorvedor de impacto) fica protegido de uma possível herniação, como a temida e dolorosa hérnia de disco.

Durante as diversas atividades diárias é recomendado que mantenhamos a posição neutra da coluna, seja ao carregarmos ou empurramos um objeto ou ao nos inclinarmos à frente, seja em outras atividades, para que mantenhamos nossa coluna em ótimas condições.

"Levantar-se de tempos em tempos ao se trabalhar sentado é essencial para diminuir a sobrecarga na coluna."

2) Carregue objetos próximos ao corpo

Ao carregarmos objetos, especialmente objetos pesados, quanto mais próximos os mantivermos de nosso corpo, menor será a força que teremos de fazer, e menor será a carga que será imposta nossa coluna lombar. Como exemplo, pegue uma mochila e segure-a com o braço esticado, e então dobre o braço e veja como fica mais fácil, tanto para o braço quanto para as costas.

3) Sente-se de maneira correta

Sentar-se com os quadris e joelhos dobrados a 90º é popularmente conhecida como "a maneira correta" de se sentar. Entretanto, não é realmente a ideal. Isso porque nela perdemos a curvatura natural da coluna lombar, a lordose que falamos no item um.

Para mantermos essa saudável curva da coluna é necessário que o ângulo entre nossas coxas e nosso tronco seja um pouco maior que 90º. E como conseguir isso? Colocando um apoio embaixo do bumbum, de forma que a altura de seu quadril esteja levemente acima da altura de seu joelho. Um travesseiro dobrado é a melhor aposta. Isso ajuda a manter a posição neutra da coluna lombar e assim ela estará mais protegida e você, mais confortável.

4) Quando trabalhar sentado execute intervalos

Levantar-se de tempos em tempos ao se trabalhar sentado é essencial para diminuir a sobrecarga na coluna. Após ficar alguns segundos em pé, alongue-se, esticando o corpo para cima e para trás, respire fundo. Procure evitar a inclinar o tronco à frente (isso sobrecarrega a coluna de forma semelhante a se você estivesse sentado). Você pode até associar o levantar com atividades próprias do trabalho ou do dia-a-dia, tais como atender ao telefone.

"Mantenha o bom condicionamento de sua musculatura das costas e do abdômen. Com o corpo todo fortalecido sua coluna estará ainda mais protegida"

5) Mantenha o condicionamento físico

Mantenha o bom condicionamento de sua musculatura das costas e do abdômen, mas não negligencie o resto do corpo. Com os glúteos, coxas, pernas e braços fortalecidos sua coluna estará ainda mais protegida de possíveis problemas. Outra importante dica é tentar manter uma boa flexibilidade do corpo.

6) Evite dobrar a coluna logo após acordar

Ficar de pé e nos inclinarmos para frente, ou então abraçarmos nossos joelhos enquanto deitados são exercícios contra-indicados quando acabamos de acordar. E por quê? Por uma razão simples. O nosso disco intervertebral, quando ficamos deitados ou muito tempo sem nos movimentar, tende a acumular líquido em seu núcleo.

Se dobrarmos nossa coluna a frente quando muito líquido está no disco, a pressão contra o disco será grande, e assim correremos o risco do líquido romper o disco, causando uma hérnia. Se pretendermos realizar tais exercícios, devemos aguardar cerca de uma hora após termos levantado, pois o movimento do corpo vai ajudar a bombear o líquido "em excesso" e assim deixar o disco mais protegido.


7) Em caso de dor, procure um profissional

Caso você esteja sentindo alguma dor em sua coluna lombar, procure um especialista. As dores lombares podem ter diversas origens. Identificar o que realmente está acontecendo é fundamental para o tratamento adequado. Hérnias de disco, vértebras mal posicionadas, tensão muscular, são apenas algumas das situações que podem originar dores nas costas. A procura de um profissional é essencial para que ele possa realizar um tratamento adequado ou lhe encaminhar para o profissional apropriado. 

Referências Bibliográficas

MCGILL S. - Low back disorders - evidence-based prevention and rehabilitation - Human Kinetics, 1ª edição, 2002.

VIEL E., ESNAULT M. - Lombalgias e cervicalgias da posição sentada - conselhos e exercícios - ed. Manole, 1ª ed. Brasileira, 2000.

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Trate a sua lombalgia


Na crise aguda, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento e massagem.

Os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geleia de tubarão e unha do diabo. Nenhuma delas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Nem todos os casos de hérnia de disco têm de ser operados. Quase todos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre três a seis semanas, em pacientes que têm crises repetidas em um curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).

Enquanto, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

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Prática de exercícios ajuda a evitar a dor nas costas


alongamento

A receita de uma vida saudável é a combinação de prática de exercícios e alimentação equilibrada.

Portanto, são também os exercícios peças fundamentais para evitar a tão comum dor nas costas.

A musculação é super recomendada pelos médicos. Isso porque os exercícios com peso desenvolvem a musculatura do tronco e das costas e, assim, ajuda a reduzir a função muscular.

Somados à musculação, o alongamento e a ioga também colaboram - e muito - para relaxar os músculos das costas e evitar dores no local.

Um estudo europeu analisou durante 20 semanas ex-sedentários com dor nas costas que passaram a seguir um programa de musculação e alongamento.

O resultado foi super positivo. Além de eliminarem a dor, eles tiveram uma melhora em atividades corriqueiras do dia a dia, como subir escadas e carregar compras.

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Mulheres são as maiores vítimas de dores nas costas




Tantas obrigações familiares, pessoais e profissionais, dão aquela sensação de estar "carregando o mundo nas costas".

E isso tem um custo: dores, que podem ir de simples desconfortos a enfermidades incapacitantes.

"Estatísticas têm mostrado que as mulheres são as que mais apresentam queixas de dores nas costas, especialmente acima dos 45 anos", afirma o ortopedista Adalto Lima, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e chefe do serviço de ortopedia e traumatologia do Hospital Badin e do Hospital Israelita Albert Sabin, do Rio de Janeiro.

Vários fatores influenciam o aparecimento do problema e podem levar a maior ou menor gravidade. Entre as principais razões estão o uso constante de saltos altos, má postura em situações do dia a dia, falta de atividade física, gravidez, doenças e estresse.

"O corpo humano tem um eixo que vai da cabeça ao centro da bacia. A utilização do salto alto favorece o desalinhamento desse eixo, sobrecarregando a coluna. E quanto maior ele for, mais o quadril se pronuncia para trás. A curto prazo isso pode gerar dores lombares e se a coluna for exposta diariamente a esse esforço, pode sofrer um desgaste maior, gerando problemas mais graves no futuro, como uma hérnia de disco", alerta o neurocirurgião especializado em coluna Marcelo Perocco, membro titular da Academia Brasileira de Neurocirurgia, de São Paulo.

Quem tem os seios naturalmente volumosos ou quem exagera no tamanho da prótese de silicone também pode sofrer desconforto lombar.

"O volume e o peso das mamas fazem o tórax se projetar para frente, desalinhando a coluna", reforça Lima. Se for essa a causa da dor nas costas, é preciso fazer uma avaliação médica para verificar a necessidade de reforço muscular, uso de sutiãs adequados e até cirurgia de redução mamária ou adequação da prótese de silicone.

A obesidade e a inatividade física são outros problemas que agravam as dores nas costas. "Uma coisa puxa a outra: o aumento de peso muitas vezes inibe a pessoa de fazer exercícios, o que só contribui com os quilos a mais. A obesidade é um dos mais frequentes desencadeadores de dores nas costas", completa o ortopedista do Rio de Janeiro.

O mal ainda pode estar relacionado a doenças como osteoporose, fibromialgia, artrite e artrose – patologias mais frequentes no sexo feminino. Nesses casos, é preciso ficar atenta para que a doença seja investigada e não apenas as dores sejam tratadas.

Até o estresse emocional pode atingir as costas femininas, ao provocar tensão, contração muscular e descarga de substâncias nocivas que irritam a musculatura e provocam dor. Da mesma forma, a má postura em situações do dia a dia, como sentar diante do computador ou assistir televisão no sofá, pode levar ao desconforto lombar.

O ideal, de acordo com Perocco, é a mulher conhecer e entender as necessidades de seu corpo, evitando situações que causem dor.

"A prática de exercícios físicos e fortalecimento muscular, além de alimentação saudável, visando o controle de peso, redução do estresse, boa postura e exames periódicos podem ajudar a evitar os problemas", aconselha.

"Não é normal sentir dor. Diante de manifestações dolorosas – incômodo constante, que piora com o passar do tempo e que limita seus movimentos – procure um médico", finaliza Lima.

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Como dormir sem dar torcicolo



Dormir de mau jeito, ter uma postura ruim, carregar muito peso ou mesmo falar ao telefone com o aparelho entre a cabeça e o ombro pode causar dor na coluna cervical.

O corpo é desenhado para trabalhar em um determinado alinhamento. Quando dormimos, ficamos mais vulneráveis a desníveis, porque fazemos movimentos involuntários que podem desequilibrar a cabeça e provocar torcicolo (ou cervicalgia).


Cervical 2 (Foto: Arte/G1)

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Video: O que é lombalgia?



Existem dois tipos de lombalgia: aguda e crônica. A primeira é caracterizada por uma dor forte e repentina, que aparece após algum esforço físico. É conhecida como "mau jeito". Já a forma crônica pode ser causada por problemas degenerativos e tendem a se agravar com a idade. Podem ser causas inflamações, infecções, hérnias de disco, artrose e, até mesmo, problemas emocionais. O ortopedista Rodrigo Junqueira explica que alguns fatores podem propiciar o problema. São o estresse, a obesidade, sedentarismo, trauma, gravidez e trabalhos repetitivos. Todos estes fatores influenciam na causa mais importante de dores na coluna lombar: a postura.

Postura
Para evitar dores causadas pela má postura é preciso se reeducar para não sobrecarregar a coluna. A forma como você dorme pode ajudar bastante no problema. A melhor posição na hora do sono é aquela em que se fica de lado, preservando o alinhamento da coluna. O fisioterapeuta Francis Nassar explica que, para isso, a escolha do travesseiro é essencial. Escolha um travesseiro na altura dos ombros, deixando o pescoço sempre reto. Além disso, flexionar as pernas também pode ajudar bastante, já que traz relaxamento para a coluna lombar. Você pode, ainda, utilizar um travesseiro entre as pernas.

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Erros na hora de correr podem causar lombalgia

O número de pessoas que pratica corridas de rua no Brasil vêm aumentando ano a ano. Até o início desta década, eram menos de 100 provas anuais. Atualmente, são mais de 600 corridas todos os anos. Estima-se que existam no país mais de quatro milhões de corredores, sendo que pelo menos 300 mil disputam corridas de rua.

A corrida é um esporte que não exige habilidade específica, como outras modalidades, por isso qualquer um, teoricamente, pode iniciar treinos de corrida, ou até mesmo participar de uma prova.

Entretanto, é preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico necessário para iniciar a corrida, como também qualquer tipo de atividade física. 

A lombalgia (dor coluna lombar) é uma das principais queixas entre os corredores. A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta durante um longo período de tempo. A coluna lombar funciona como ponte de que transmite forças entre os membros inferiores e o tronco, fazendo movimentos básicos de flexão, extensão e rotação.

Por isso a dor ocorre por um problema mecânico. Os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, e, dessa forma, sofrem mínimas lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos, resultando em uma resposta de espasmo muscular.

Vários fatores contribuem para o surgimento da lombalgia mecânica em corredores, como o desequilíbrio das forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco; cargas repetidas ou excessivas na coluna lombar; vícios de postura durante a corrida; menor flexibilidade nos grupos musculares do tronco e membros inferiores; intervalos curtos de descanso entre treinos; fadiga muscular; aumento do treinamento; além de treino em pisos rígidos e tênis inadequado.  

Prevenção

A prevenção das lombalgias se dá através de exercícios de alongamento que devem ser feitos de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor, quando o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado e trabalhando tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores. 

Os exercícios de fortalecimento devem envolver a musculatura paravertebral, pélvica como também toda musculatura abdominal (musculatura do CORE). Estes exercícios, são importantíssimos para a proteção da coluna, além disso, o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois muda o centro de gravidade do corpo, exercendo sobrecarga constante sobre a lombar e facilitando o surgimento de lesões, principalmente nas atividades de impacto como a corrida. Se suas dores forem persistentes, deverá procurar seu médico. 

Retirei daqui

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Pensamento positivo pode ser tão eficaz quanto analgésicos para dor nas costas

A TCC ajuda o indivíduo a entender o impacto que os pensamentos e as emoções têm sobre a fisiologia e comportamento

Qualquer um que foi derrubado com dor nas costas pode atestar que a agonia é exaustiva. Um estudo clínico da Universidade de Warwick, Grã-Bretanha, revelou que o pensamento positivo pode ser tão útil quanto analgésicos, fisioterapia e cirurgia.

A pesquisa mostra que os pacientes que receberam uma forma de aconselhamento conhecido como terapia cognitiva comportamental (TCC) mostrou dupla melhoria em relação aqueles que receberam o tratamento padrão tais como fisioterapia, acupuntura ou osteopatia.

TCC já está sendo usada para tratar uma série de problemas de fobias e ataques de pânico ao estresse no trabalho. Os investigadores acreditam que ele funciona porque se concentra em incentivar as pessoas a superar os pensamentos negativos, que altera o modo como eles se sentem. Parece uma atitude mental positiva - essas três pequenas palavras tão freqüentemente usadas por muitos atletas em face de seus maiores desafios - pode ajudar a manter a dor nas costas no contexto e superá-lo.

Surrey Spring Rehabilitation é um dos primeiros centros independentes no Reino Unido a oferecer um programa residencial de tratamento para dor nas costas, que combina uma série de exercícios com o TCC. O objetivo é fazer com que aqueles que têm dor nas costas consigam levar uma vida normal mesmo em período de tratamento.

Segundo especialistas, a TCC ajuda o indivíduo a entender o impacto que os pensamentos e as emoções têm sobre a fisiologia e comportamento. Eles também defendem que um programa intensivo de fisioterapia baseada em exercícios sustentada com TCC consegue dar aos pacientes as habilidades emocionais para administrar a doença e lidar com os contratempos.

A pesquisa também revelou que oito em cada dez pessoas vai sofrer de dor nas costas em algum momento de suas vidas e sete por cento vai acabar com problemas de longo prazo. O fato de que até a metade delas são tratadas para depressão e ansiedade.


Fonte: Universia Brasil

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Por que as mulheres sentem mais dores nas costas?


"O salto alto obriga a mulher a ficar na ponta dos pés e isso deflagra por todo o corpo um caminho de desbalanço", afirma o especialista

Sabe-se que as mulheres são mais predispostas a algumas doenças reumáticas em função da sua natureza genética, mas o que muitas não sabem é que o uso freqüente do sapato inadequado pode piorar em muito os problemas, como dores nas costas e joanetes.

O reumatologista, membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Carmo de Freitas, explica a relação do sapato com esses problemas. "O salto alto obriga a mulher a ficar na ponta dos pés e isso deflagra por todo o corpo um caminho de desbalanço", afirma o médico, explicando que existe, no corpo humano, um alinhamento, citado como balanço sagital, em que as estruturas trabalham de forma harmoniosa e adequada.

Ainda segundo o especialista, quem usa salto muito alto tem a tendência de levar joelhos e quadris para trás, o que acaba mexendo com o alinhamento da bacia, que repercute na posição da coluna.

O sapato adequado

Dr. Carmo de Freitas explica que o sapato adequado é aquele que deixa a planta do pé totalmente apoiada e confortável no chão, permitindo, assim, que o corpo distribua melhor seu peso. "Não adianta somente o sapato ser baixo. É preciso que ele permita segurança e conforto ao corpo em movimento", reforça.

As famosas rasteirinhas, por exemplo, precisam estar firmes aos pés. "Muitas destas, assim como as sandálias com o salto Ana Bela, deixam os dedos do pé comprimidos, fazendo com que a mulher precise quase carregar o sapato, tornando-o um peso a mais e não um suporte como deveria ser", acrescenta Dr. Carmo.

Assim, a dica do reumatologista é aproveitar a beleza dos diversos tipos de sapatos de forma inteligente, sem prejudicar sua saúde. "Isso tudo não significa que o uso destes sapatos esteja vetado para sempre. Desde que não tenham problemas prévios, as mulheres podem até usar calçados desse tipo, se for de seu interesse, mas não por tempo muito prolongado", orienta o médico, que sugere às mulheres ter sempre um sapato confortável dentro do carro para o descanso dos pés entre um compromisso e outro.

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Acabe de uma vez com dores na coluna

Se o ser humano pensa que tem alguma vantagem sobre outros animais, por estar sobre duas pernas, se enganou. Enquanto usamos os quatro membros para nos equilibrarmos, evitamos uma série de problemas na coluna. Pena que esta fase não passe de um ano de vida. Com os primeiros passinhos surgem os primeiros problemas de coluna.

Introdução

Cerca de 80% da população mundial tem ou vai ter problemas de coluna. E estes problemas trazem com eles fortes dores que afligem os que fazem parte desta camada da população mundial.

A coluna tem um papel fundamental no funcionamento do organismo. Dela saem 32 pares de nervos em direção a todas as partes do corpo. A persistência de uma postura inadequada, a presença de tensão nervosa ou o uso de cadeiras e colchões de má qualidade podem levar àquelas dores terríveis. Para quem sofre destes distúrbios, o uso de medicamentos pode ser necessário. Mas, se você não tem esse problema e não quer aumentar os riscos, o caminho é a prevenção.

Existem alguns métodos de tratamento, como a medicina convencional, RPG (reeducação postural global) e acupuntura. Mas duas orientações podem ser dadas independente do método. A primeira é: não fazer da coluna uma alavanca de trabalho - quando se precisa levantar peso do chão, basta flexionar os joelhos e não dobrar a coluna. E a segunda: nunca carregar peso superior a 10% do peso do seu próprio corpo.

Métodos Orientais

A acupuntura segue os princípios da medicina oriental. Os chineses acreditam que vários problemas do organismo estão ligados à energia liberada pelos cinco órgãos essenciais, coração, rins, fígado, baço e pulmões, que precisam estar em equilíbrio.

A coluna está bem próxima dos rins e para diagnosticar, o médico oriental analisa individualmente o paciente. Alteração na cor do paciente e na pulsação pode ser considerada por eles como uma ameaça para a coluna.

Para a medicina oriental o importante é tratar a causa. A região a ser manipulada pela acupuntura nesta situação é o tornozelo.

O tratamento é feito com calor, massagem, tração, infiltração e manipulação. O tratamento emocional, com métodos de relaxamento e técnicas cognitivas, que ensinam o paciente a sentar, andar e deitar adequadamente é realizado na complementação do primeiro.

Sentar, Flexionar e Dormir.

Para estes três movimentos existem posturas adequadas, que podem colaborar na prevenção de possíveis problemas de coluna. Para sentar é preciso usar cadeiras com encosto que pegue o meio das costas.

O assento deve ser duro e os pés devem tocar o chão. Não sente longe da mesa e não cruze as pernas. Para dormir a melhor posição é de lado ou posição fetal. É a que mais descansa o corpo. Já para fazer qualquer trabalho ao nível do chão, relaxe os ombros e equilibre sempre o peso nas duas pernas. Ao abaixar-se, levante ligeiramente as nádegas. Qualquer inicio de sintomas como dor nas pernas ou nas costas, dormências, formigamentos podem estar relacionados com distúrbios de coluna e merecem uma avaliação por um especialista.

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Compreenda sua Dor nas Costas

Compreenda sua Dor nas Costas

  • Esta consagrada Série, escrita pelo Dr. Rene Cailliet, tem-se mostrado de extrema utilidade para médicos e terapeutas em todo o mundo.
    Com um texto claro e ilustrado por desenhos didáticos, cada livro da Série de Rene Cailliet proporciona um sólido entendimento da anatomia da região afetada e dos mecanismos causadores da dor, oferecendo as orientações necessárias para o diagnóstico e o tratamento das dores incapacitantes.
    Compreenda sua dor nas costas: um guia para prevenção, tratamento e alívio foi elaborado para explicar como funciona a coluna lombar, onde pode ocorrer dor e de que modo movimentos ou posições incorretas da coluna podem irritar os tecidos, provocando dor.
    Esclarecendo e simplificando os termos utilizados por médicos e fisioterapeutas, este livro discute os diagnósticos, bem como o tratamento da dor lombar, apresentando testes especiais e exercícios terapêuticos.
  • Editora: Artmed
  • Autor: RENE CAILLIET
  • ISBN: 8573078987
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 190
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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Lombalgia é conjunto de sintomas, não uma doença


"A grande maioria das dores lombares é tratada, inicialmente, por repouso na fase aguda, anti-inflamatórios e técnicas de fisioterapia"

A dor lombar representa o problema de saúde mais relatado aos médicos entre as pessoas de 20 a 50 anos de idade. Durante a vida, cerca de 80% das pessoas terão dores nas costas.

As causas são diversas, mas o estilo de vida moderno, na maioria das vezes sedentário e impulsionado pelos computadores, contribui muito para que essas dores não sejam evitadas.

De acordo com o Dr. João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião especializado em doenças da coluna e autor do livro "Conceitos Avançados em Doença Degenerativa Discal Lombar", 80% das dores nas costas não têm uma causa específica. "Isto significa que a grande maioria das dores da coluna está relacionada ao que chamamos de discopatia degenerativa, ou seja, envelhecimento natural dos amortecedores intervertebrais ou os discos intervertebrais", adverte o médico. O especialista ressalta que apenas 20% das dores podem ter causas específicas como estenose do canal lombar, espondilolistese, tumor, infecção, fratura de coluna, entre outras.

O termo lombalgia está relacionado a uma variedade de sintomas clínicos com diferentes evoluções no transcorrer do tempo. Evidentemente, as dores nas costas sem causas específicas podem ocorrer por conta de uma série de outras causas como lesão interna do disco, de origem dural, por artrite facetária, por estiramento ligamentar, por contratura muscular, etc.

A grande maioria das dores lombares é tratada, inicialmente, por repouso na fase aguda, anti-inflamatórios e técnicas de fisioterapia. A presença de artrose ou discopatia no laudo de uma ressonância magnética não significa má qualidade de vida ou necessidade de cirurgia de coluna.

"Dores que persistem por mais de três meses ou que estão associadas à perda de força nas pernas ou nos pés, ou mesmo, as dores do nervo ciático devem passar por uma avaliação médica criteriosa e especializada", recomenda.

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Ioga e alongamento podem aliviar dores crônicas nas costas

Um estudo do Group Health Research Institute in Seattle, nos Estados Unidos, indica que tanto a ioga quanto o alongamento intenso são boas opções de atividades físicas para aliviar o desconforto de pessoas que sofrem de dores crônicas nas costas. A proposição da pesquisa ratifica a indicação de exercícios físicos para o tratamento desse tipo de dores, já que muitos médicos estão percebendo que prescrição de analgésicos e relaxantes musculares ou o encaminhamento para outros especialistas nem sempre excluem as dores em definitivo.

O trabalho publicado no periódico Archives of Internal Medicine acompanhou os resultados de uma pesquisa de 2005 que indicou que a ioga era um pouco melhor para dor nas costas do que um programa de exercício que incluía treinamento de força, aeróbica e alongamento. Os especialistas envolvidos acreditavam que isso poderia ser devido ao "componente mental" de meditação da ioga, e esperavam para obter um resultado semelhante com a nova pesquisa.

O estudo recente incluiu 228 adultos mentalmente saudáveis, com dor moderada nas costas. A maioria era bastante ativa, apesar de sua dor.

Os pesquisadores designaram aleatoriamente os pacientes para um de três grupos: um grupo fez aulas semanais de 75 minutos de ioga, outro fez aulas de alongamento e resistência semanais, e um grupo de controle recebeu um livro sobre como lidar com dores nas costas.

Os grupos de ioga e alongamento também receberam vídeos de instrução e foram encorajados a praticar em casa por 20 minutos por dia entre os treinos.
Três meses mais tarde, o dobro (cerca de 40% contra 20%) de participantes dos grupos de alongamento e ioga relatou uma melhora na dor nas costas e menor uso de medicamentos em relação às pessoas no grupo de controle. A tendência persistiu 90 dias após as aulas terminarem.

A grande surpresa em relação aos resultados é que a ioga não foi mais eficaz do que o alongamento. Antes dos testes, os pesquisadores achavam que os benefícios da ioga eram principalmente devidos ao componente mental ou espiritual.

O resultado do estudo sugere que, na verdade, o principal benefício da ioga é físico. E, de fato, a classe de alongamento (com foco em pacientes com dor nas costas) não é muito diferente de uma aula de ioga. 

Mas atenção! Não é qualquer tipo de ioga ou qualquer classe de alongamento que ajuda os pacientes com dor nas costas. O tipo de ioga utilizado no estudo centrou-se nas costas e nas pernas, e foi adaptado para as limitações físicas de cada indivíduo. Pacientes com dor nas costas devem evitar aulas muito "intensas" de ioga, e devem procurar estilos terapêuticos e restauradores.

Além disso, os pesquisadores alertam que sem a devida orientação e limites, os pacientes podem ficar piores do que quando começaram. Mesmo no estudo, cerca de 15% dos pacientes de ioga e alongamento aumentaram sua dor nas costas, uma taxa que está próxima da média geral.

Fonte: Saúde Plena

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Alongamento e ioga têm benefícios similares no alívio à dor lombar

Pessoas que sofrem de dores crônicas na lombar sentiram os mesmos benefícios após a prática da ioga sob orientação de professores treinados em comparação com as que tiveram aulas de alongamento, destacou um estudo divulgado nos Estados Unidos.

As descobertas foram publicadas na edição desta segunda-feira dos Archives on Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana.

"Nós descobrimos que as aulas de ioga são mais eficazes do que um livro de auto-ajuda, mas não são mais eficazes do que aulas de alongamento", disse a chefe dos estudos, Karen Sherman, pesquisadora sênior do Group Health Research Institute em Seattle.

"Nós esperávamos que a dor dosse mais abrandada com o ioga do que com o alongamento, sendo assim nossas descobertas nos surpreenderam", afirmou.

O mesmo grupo de cientistas fez um teste menor em 2005 baseado em uma amostra aleatória de 101 adultos. O estudo sugeriu que o ioga era o melhor remédio para dores lombares porque as pessoas que praticaram esta atividade física usaram menos analgésicos e tiveram melhor desempenho físico.

Este estudo, mais aprofundado, foi feito com uma amostra de 228 pessoas em seis cidades do estado de Washington (oeste), e enquanto ficou demonstrada uma liderança sutil das aulas de ioga, a diferença não foi suficiente para ser estatisticamente relevante.

Os indivíduos assistiram a 12 aulas semanais com duração de uma hora e 15 minutos cada.

O ioga praticado foi do tipo conhecido como Viniyoga, no qual as posturas são adaptadas para a condição individual dos alunos. As aulas foram ministradas por instrutores com mais de 500 horas de treinamento.

As aulas de alongamento foram dadas por fisioterapeutas licenciados, e alguns exercícios de força foram incluídos.

O terceiro grupo recebeu um livro de auto-ajuda com dicas para aliviar a dor nas costas.

"A disfunção relacionada às costas diminuiu com o passar do tempo em todos os grupos", destacou o estudo, ressaltando que quando comparados com o livro, o grupo que praticou ioga relatou um desempenho melhor entre 12 e 26 semanas.

O grupo que praticou alongamento relatou performance superior em 6, 12 e 26 semanas. Em nenhum ponto do acompanhamento da pesquisa foi encontrada uma diferença significativa entre o grupo que praticou ioga e o grupo que fez alongamento.

"Nossos resultados sugerem que tanto o ioga quanto o alongamento podem ser opções boas e seguras para as pessoas que querem praticar atividade física para aliviar a dor moderada na lombar", disse Sherman.

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Evite dores na coluna durante a gravidez

Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna. Algo  perfeitamente compreensível, já que a mulher grávida enfrenta uma série de transformações no corpo, principalmente grandes alterações hormonais. 

As mudanças dos níveis de hormônios deixam os ligamentos do corpo da gestante mais elásticos e com maior mobilidade, tornando as articulações mais frouxas. Por isso, as articulações frouxas e em conjunto com aumento de peso podem ocasionar dores em quadris, joelhos, tornozelos e especialmente na coluna.

Estudos indicam que quase 80% das mulheres grávidas sentem dores na coluna, sobretudo na região lombar. Para piorar, ao sentir que a barriga e as mamas crescem, a mulher grávida adota uma postura errada.

Na tentativa de amenizar o peso, muitas mães colocam a barriga para frente e o quadril para trás, acentuando a lordose normal do corpo e piorando as dores nas costas.

As futuras mamães sedentárias são as mais propensas a terem dor nas costas devido ao não fortalecimento dos músculos, flácidos e sem força para suportar peso extra.

Atividades físicas nelas!- Como já não é novidade, a melhor solução para não sofrer tanto na coluna é a mulher começar a prática de exercícios físicos antes mesmo de engravidar, embora isso nem sempre seja possível, pois muitos bebês "aparecem" sem planejamento.

A realização de exercícios durante a gravidez, não exagerando no excesso de peso, e a adoção de postura correta durante o sentar, carregar peso e dormir, previnem as dores na coluna.

Ao sentar, a mulher deve manter a coluna ereta em uma cadeira confortável, não carregar objetos pesados e dividir nas duas mãos, dobrar o joelho e, não a coluna, ao pegar algo no chão e dormir de lado com um travesseiro entre as pernas são medidas importantes na prevenção de dores na coluna.

Lembre-se: faça exercícios recomendados por um profissional qualificado e especialista em gestantes. Atividades programadas por profissionais  não capacitados podem ter efeito contrário. A hidroginástica e a caminhada são atividades recomendadas para as futuras mamães.

  Quiropraxia - Existe ainda um tratamento alternativo chamado Quiropraxia, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde. Ainda pouco conhecido no Brasil, a técnica pode evitar e tratar as dores na coluna da gestante.

"As técnicas de Quiropraxia visam ajustar corretamente o posicionamento ósseo para não haver dores nem lesões e ainda proporcionar o funcionamento correto do corpo e dos órgãos ao longo das mudanças durante a gravidez", diz Luis Maestro, diretor de clinica de Quiropraxia e criador de um programa específico para gestantes – "Programa Mamãe sem Dores".

O ideal é a prevenção das dores de coluna, mas ao aparecimento de qualquer dor durante a gestação, procure seu médico e peça orientações de como proceder sem causar mais danos à sua saúde e a do bebê.

Dicas

Evite ficar em pé durante muito tempo e saltos altos. Já não basta o peso extra agora com o bebê, é inadmissível que a mamãe se equilibre em salto alto.

Se trabalhar sentada, levante a cada meia hora e faça uma caminhada. Atividade física é fundamental para deixar os músculos preparados para enfrentar a gravidez. Mas não precisa virar atleta.

Eleve as pernas sempre que se sentir muito cansada. Facilita na circulação sanguínea.

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Os danos de passar horas no trânsito

Os danos de passar horas no trânsito

Um mês por ano parado no trânsito. Essa é a estimativa divulgada recentemente pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope, em pesquisa sobre mobilidade urbana na capital paulista.

Com perspectivas de agravamento para os próximos anos, só resta aos motoristas buscar alternativas para aliviar a tensão corporal, resultado de duas horas e quarenta e nove minutos em média de trânsito diário em São Paulo. Além de gerar estresse, o trânsito intenso pode ser prejudicial ao corpo devido à falta de movimentação dos músculos e articulações.

Segundo Waldo Lino Junior, ortopedista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, as partes do corpo mais expostas a danos, neste caso, são coluna, pescoço, ombros e pernas. Durante o tempo de espera no veículo, o motorista tende a curvar a coluna e projetar o pescoço e os ombros para frente, causando desconforto na lombar e dores na cervical e no trapézio.

As pernas também são atingidas. Deixá-las na mesma posição por muito tempo impede o retorno venoso - que é a volta do sangue das extremidades do corpo para o coração - e pode originar inchaço e varizes.

Para minimizar os impactos desses efeitos negativos, a instrutora de Educação Física da Clínica de Ortopedia, Artroscopia e Medicina do Esporte da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Meiriele da Silva Lopes, orienta sobre as posições adequadas para dirigir e aponta exercícios que podem ser praticados durante a espera no trânsito:

- O banco deve ser ajustado em uma posição confortável, mantendo-o mais próximo da vertical;

- Os retrovisores devem ser ajustados para a postura mais ereta da coluna, como se houvesse um livro no topo da cabeça, agindo como um lembrete da postura ideal.

- A coluna deve ser encostada no banco e os ombros voltados para baixo e para trás;

- Os pés devem ser apoiados no assoalho enquanto não estiver dirigindo;

- Recomenda-se uma inclinação de 90 graus do quadril em relação à coluna e dos joelhos em relação ao quadril;

- Eventualmente, mexa os tornozelos em movimentos circulares, o pescoço suavemente de um lado para o outro e eleve um pouco as pernas.

Por Jessica Moraes

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Empinar o bumbum traz dor na coluna

O bumbum durinho e empinado é sonho de consumo de muitas mulheres. Para isso, há quem malhe sem dó a região. Até aí, tudo bem, desde que os exercícios sejam bem orientados.

Glúteos torneados ou avantajados não representam problemas – o perigo está em forçar a região lombar para dar aquela realçada nas curvas. Por isso, mulheres como as dançarinas Andressa Soares (a Mulher Melancia) e Renata Frisson (a Mulher Melão) devem ter cuidado tanto com a malhação em excesso (que pode levar à síndrome do bumbum sarado) como com a postura no dia a dia.

A curvatura na região lombar, chamada de lordose, é normal e todo mundo a tem. "O homem ganhou curvas nas regiões cervical, torácica e lombar quando saiu da condição de quadrúpede e virou bípede", explica o médico Rogério Teixeira, ortopedista da unidade Morumbi do Hospital São Luiz, em São Paulo. Mas quando esse ângulo é muito acentuado, você sai do eixo e passa a ter hiperlordose, que pode trazer sérios problemas à coluna.

Lidando com a dor lombar

"Toda vez que você exacerba a curva lombar, diminui o espaço entre as vértebras. Isso aumenta as chances de dores nas costas, dor no nervo ciático e até hérnia de disco", alerta o fisioterapeuta Carlos Wiering, especialista em RPG, ergonomia e esporte, de São Paulo.

E além de problemas físicos, o ato de empinar o bumbum pode trazer problemas estéticos. "Quanto maior a hiperlordose, mais difícil fica de 'encaixar' o abdome, daí que a barriga fica saliente. Tudo o que é forçado pode parecer 'propaganda enganosa'. O melhor é melhorar o volume glúteo com um treino bem feito e não usar a lombar para isso", argumenta Wiering.

"O uso constante de salto alto e a gestação também podem provocar hiperlordose, porque mudam o centro de gravidade da mulher, forçando a região lombar. Assim como exercícios em excesso, que podem desequilibrar a musculatura da área", ressalta Teixeira.

O tratamento da hiperlordose passa pelo reequilíbrio postural. "Em casos mais simples, podem ser recomendados exercícios abdominais e de alongamento da lombar", diz Wiering. Reforço muscular, exercícios de fisioterapia, RPG e Pilates também estão na lista de indicações.

Para voltar ao alinhamento correto e estabilizar o paciente, o tratamento prevê entre 25 e 35 sessões. "Em cada sessão a pessoa ganha mais alinhamento e a postura vai ficando melhor. Mas se ela voltar aos maus hábitos, o problema pode reaparecer", finaliza o fisioterapeuta.

Por Yara Achôa, iG

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Prevenindo dores na coluna no trabalho

Trabalhar torto sobre um computador, com as costas arqueadas, é a principal razão pela qual quatro em cinco pessoas ficam com dor nas costas em algum momento de suas vidas.

bad ergonomics Trabalhe sem dor nas costas

  • CABEÇA ERGUIDA

Concentre-se no alinhamento da cabeça e pescoço bem acima de seus ombros e evite esticar para a frente.

  • MOUSE PERTO

Idealmente, ele deve ser colocado junto ao seu teclado para que, ao clicar, você não estique ou torça seu ombro, braço e pulso.

  • CADEIRA ADEQUADA

Escolha uma cadeira que permita que sua parte inferior das costas descanse em um suporte lombar. Não esqueça de inclinar o encosto de forma que fique ligeiramente inclinada. Sem exageros.

  • RESPIRE

Em cada inspiração, imagine que está levando seu umbigo em direção à sua coluna. Dessa forma, você envolve os músculos responsáveis pelo apoio da parte superior do corpo.

  • SENTE-SE CORRETAMENTE

Seu tronco deve estar a cerca de um braço de distância do monitor, que deve estar 5 centímetros acima do nível do olho.

  • POSIÇÃO DOS PÉS

Mantenha seus pés no chão e afastados na largura dos ombros para tirar a tensão dos joelhos e tornozelos.

  • INTERVALOS

Levantar-se pelo menos uma vez a cada hora para ir ao banheiro ou apenas dar uma voltinha reduz a pressão sobre os discos espinhais e aumenta a circulação. Resultado: você vai ser mais ágil e menos estressado.

  • MELHOR ÂNGULO

Mantenha a posição dos joelhos em 90 graus, diretamente sobre os tornozelos, mantendo a sua coluna confortavelmente ereta.

  • ESTIQUE OS OMBROS

Aperte seus ombros para trás e para baixo, massageando-os. Imagine que você está equilibrando um prato em sua cabeça, e você não quer deixar cair.

  • ENXERGUE A TELA

Inclinar-se para frente para alcançar o teclado ou enxergar a tela é especialmente comum quando se usa um laptop. Uma maneira de resolver o problema: conecte um monitor e um teclado separado ou mantenha o laptop a no máximo um braço de distância.

  • NÃO CRUZE AS PERNAS

Sentar de pernas cruzadas torna difícil manter a coluna reta e os ombros alinhados, correndo o risco de sobrecarregar os músculos da perna, interromper o fluxo sanguíneo e causando varizes. Então, relaxe e não cruze as pernas.

  • POSIÇÃO DO TELEFONE
É normal atender o telefone e falar colocando-o entre a orelha e o ombro. Mas saiba: isso é um terror para o seu pescoço. Use um fone de ouvido ou viva-voz para qualquer conversa que dure mais de cinco minutos.

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Postura adequada no trabalho pra fugir da dor nas costas

Hoje em dia é quase impossível falar em trabalho sem pensar em computador. Não há escritor que trabalhe no papel ou engenheiro que calcule medidas na régua: todos se renderam à agilidade do teclado, do mouse e dos milhares de programas que facilitam a nossa vida. Mas com as vantagens vêm as dores nas costas, nos pescoços, nos pulsos... Dá pra evitar?

A professora Roberta Consentino, especialista em ergonomia e docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, explica como certos detalhes podem tornar nosso dia-a-dia mais ou menos cansativo e doloroso. Para entender melhor, repare na sua mesa de trabalho: a largura é suficiente para organizar todas as suas tarefas diárias? A profundidade permite que você mantenha o monitor a 70 ou 80cm dos olhos? Isso é apenas o começo.

Após adequado o tamanho da mesa, é hora de organizar a bagunça: teclado, mouse e bloco de notas devem ficar mais próximos ao corpo, e os demais objetos devem ser posicionados por freqüência de uso. O ideal é que você não precise afastar as costas da cadeira ou esticar os braços com freqüência. Cuidado com cestos de lixo e CPUs na área sob a mesa – eles não podem prejudicar o movimento das pernas.

Para adequar as medidas dos móveis ao seu conforto, preste atenção a estas regras:

- A altura da mesa (ou do suporte para teclado) deve permitir que os braços fiquem relaxados, formando um ângulo de aproximadamente 90º. Se a mesa estiver muito alta ou muito baixa, ajuste a altura da cadeira. Se for preciso, use almofadas firmes.

- As pernas devem ficar semi-flexionadas e os calcanhares totalmente apoiados no chão (nunca deixe os pés soltos, pois estará pressionando as coxas e prejudicando a circulação). Se a mesa estiver alta ou a cadeira não possuir regulagem, coloque um apoio sob os pés (ele deve ser firme e, de preferência, não muito estreito).

- A profundidade do assento não pode ser maior que a das coxas, para que as costas fiquem apoiadas sem pressionar as pernas. Se for maior, coloque uma almofada entre o encosto e as costas (tenha sempre várias almofadas em casa, pois sofás e poltronas costumam ter o assento mais profundo).

- Nada de encostos retos. Aquela curvatura natural da coluna é importante e deve ser mantida quando estamos sentados. Se for necessário, use uma almofada mais arredondada para criar essa forma.

- O centro da tela deve ficar à altura dos olhos. Para isso, pode ser necessário colocar um suporte reto sob o monitor. Evite desviar muito o olhar da tela, para não cansar o pescoço.

Pode parecer difícil manter uma postura totalmente reta, sem nem cruzar as pernas de vez em quando, mas não se preocupe. A instrutora de postura e valorização pessoal Christine Yufon, autora do livro “Toda mulher pode ser bonita”, explica que estas regras não precisam ser uma obsessão: “No dia-a-dia, devemos nos empenhar em adquirir uma postura que seja 80% correta. Os 20% restantes traduzirão as características pessoais de cada um”.

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Dores nas costas podem ser sinal de estenose

A Organização Mundial de Saúde e as Nações Unidas declararam os anos de 2000 a 2010 como a década comprometida a melhorar a qualidade de vida para as pessoas com doenças musculoesqueléticas ao redor do mundo.

Segundo estimativas da Associação Americana (AANS) e do Congresso de Neurocirurgiões (CNS), cerca de 400 mil americanos com mais de 60 anos sofrem de sintomas de estenose de canal lombar. E a tendência é que haja aumento de portadores, já que a cada ano há aumento da população idosa.

Estenose do canal é a condição causada pelo estreitamento dentro e ao redor do canal medular na coluna, pressionando os nervos e estruturas nervosas ali presentes. Ela pode causar dores lombares frequentes, dor nas nádegas, dificuldade ao andar, diminuição de sensibilidade nos membros inferiores e diminuição das atividades físicas. Há muitos tipos de estenose do canal medular, que podem afetar todas as regiões da coluna (cervical, torácica e lombar). 

Ela pode causar dores lombares frequentes, dor nas nádegas, dificuldade ao andar, diminuição de sensibilidade nos membros inferiores e diminuição das atividades físicas.

Tipos comuns de estenose do canal

Os tipos mais comuns de estenose são as degenerativas, que acometem praticamente toda a população adulta como um processo natural de envelhecimento. É um estreitamento degenerativo do canal medular, dos canais por onde os nervos passam e/ou do orifício por onde os nervos saem, causados por hipertrofia dos ossos e/ou ligamentos nestes locais. Esse estreitamento pode ser segmentado (apenas em uma região da coluna) ou generalizado e resulta na compressão dos nervos da coluna ou mesmo na medula. As consequências são uma diversidade de sintomas, incluindo dores lombares e claudicação neurogênica, que gera dores intensas nas pernas ao andar e só melhoram caso o paciente se sente. Em casos mais graves, o problema pode vir acompanhado de alteração do hábito urinário, com retenção da urina ou falta de controle ou até mesmo intestinal. Além disso, pode ocorrer uma sensação de diminuição da sensibilidade na região da virilha e parte interna da coxa, nestes casos chamada de "anestesia em cela", em alusão à cela usada nos cavalos.

Quando a região cervical é acometida, pode causar diminuição de força nos braços e principalmente dos movimentos finos das mãos, com dificuldade para escrever, segurar objetos e abotoar as roupas, além de causar alterações na forma de andar, pois a pessoa sente suas pernas mais presas.

Quando congênita, é relativamente rara e geralmente presente em idades mais precoces, entre 30 e 40 anos. Já a estenose de canal adquirida é mais comum e eventualmente se desenvolve quando os pacientes chegam ao redor dos 60 anos ou mais. É uma condição desafiante e não pode ser prevenida ou premeditada. Não distingue entre sexo, raça ou etnia, além de não estar relacionada a qualquer tipo de ocupação ou tipo físico.

Tratamento

Atualmente a tendência mundial para o tratamento da estenose de canal é optar por procedimentos menos agressivos e que resolvam o problema dos pacientes. Para isto, o planejamento detalhado do procedimento é muito importante, após um prognóstico físico muito minucioso e com auxílio de alguns exames de imagem como ressonância, tomografias e radiografias, entre outros.

O intuito de uma avaliação minuciosa é tentar encontrar mais especificamente o fator causal da dor. Assim, sendo mais preciso, podemos resolver o problema com uma cirurgia menos invasiva. 

Na maioria dos casos nem todos os níveis são os responsáveis pelos sintomas dos pacientes, pois a alteração de desgaste e presença de proeminências ósseas estão presentes nos casos de envelhecimento sadio, ou seja, indivíduos podem apresentar os desgastes e proeminências ósseas nos exames de imagem, mas não sentem dor e levam uma vida normal. No caso de pacientes com estenose de canal, se abordados todos os problemas e desgastes na coluna, será necessário uma cirurgia muito grande, que muitas vezes pode gerar instabilidade, necessitando de muitos implantes e parafusos, e consequentemente um pós-operatório que tende a ser muito mais complicado.

Logo, para o tratamento com menores chances de complicações e retorno mais rápido aos nossos afazeres do dia-a-dia, as cirurgias de descompressão minimamente invasivas -, bem planejadas com equipamentos que permitam uma menor lesão nos músculos, menor possibilidade de sangramento e necessidade de UTI -, são a melhor opção para aqueles que necessitam de cirurgia para tratar a estenose de canal. 

Fonte: Minha Vida

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Erros na hora de correr podem causar lombalgia

O número de pessoas que pratica corridas de rua no Brasil vêm aumentando ano a ano. Até o início desta década, eram menos de 100 provas anuais. Atualmente, são mais de 600 corridas todos os anos. Estima-se que existam no país mais de quatro milhões de corredores, sendo que pelo menos 300 mil disputam corridas de rua.

A corrida é um esporte que não exige habilidade específica, como outras modalidades, por isso qualquer um, teoricamente, pode iniciar treinos de corrida, ou até mesmo participar de uma prova.

Entretanto, é preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico necessário para iniciar a corrida, como também qualquer tipo de atividade física. 

A lombalgia (dor coluna lombar) é uma das principais queixas entre os corredores. A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta durante um longo período de tempo. A coluna lombar funciona como ponte de que transmite forças entre os membros inferiores e o tronco, fazendo movimentos básicos de flexão, extensão e rotação.

Por isso a dor ocorre por um problema mecânico. Os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, e, dessa forma, sofrem mínimas lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos, resultando em uma resposta de espasmo muscular.

Vários fatores contribuem para o surgimento da lombalgia mecânica em corredores, como o desequilíbrio das forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco; cargas repetidas ou excessivas na coluna lombar; vícios de postura durante a corrida; menor flexibilidade nos grupos musculares do tronco e membros inferiores; intervalos curtos de descanso entre treinos; fadiga muscular; aumento do treinamento; além de treino em pisos rígidos e tênis inadequado.  

Prevenção

A prevenção das lombalgias se dá através de exercícios de alongamento que devem ser feitos de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor, quando o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado e trabalhando tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores. 

Os exercícios de fortalecimento devem envolver a musculatura paravertebral, pélvica como também toda musculatura abdominal (musculatura do CORE). Estes exercícios, são importantíssimos para a proteção da coluna, além disso, o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois muda o centro de gravidade do corpo, exercendo sobrecarga constante sobre a lombar e facilitando o surgimento de lesões, principalmente nas atividades de impacto como a corrida. Se suas dores forem persistentes, deverá procurar seu médico.

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Fibromialgia pode dar dor na coluna. Previna-se

O que é?
Fibromialgia caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica. A Fibromialgia e a Síndrome da Fadiga Crônica (S.F.C) são Síndromes crônicas, complexas e debilitantes (podendo mesmo ser incapacitantes) que se caracterizam principalmente pela existência de dores generalizadas, cansaço extremo e perturbações no sono.

Se você sofre de fibromialgia e/ou S.F.C. é importante que saiba que não está sozinho, que não tem uma doença mental ou psicossomática e que existem formas de aliviar sua dor e sofrimento.

Como é viver com Fibromialgia ou S.F.C?

Se não faz idéia o que é viver com Fibromialgia ou Síndrome da Fadiga Crônica, imagine o que é ter dores pelo corpo todo, e sentir-se tão cansado e sem energia que tarefas simples como ir às compras tornam-se verdadeiramente impossíveis de concretizar. À noite, quando deseja poder descansar um pouco, não consegue dormir, acorda constantemente e sente que o sono cansa mais do que se não tivesse dormido. Ao outro dia acorda mais cansado do que quando deitou, mal consegue se mexer e as dores (que não pararam durante a noite) continuam presentes e até aumentam. As tarefas que outras pessoas executam facilmente passam a ser enormemente difícil, e não é de admirar que passado algum tempo comece a sentir-se deprimido.

Quem pode ter Fibromialgia e S.F.C.?

Estima-se que entre 3 a 6 % da população possa ter fibromialgia e S.F.C. Tanto as mulheres e os homens como as crianças de todas as idades podem ter estas enfermidades. Os estudos indicam que existe uma percentagem maior de mulheres afetadas pela doença (cerca de 80%). A idade típica em que as doenças se manifestam vai dos 20 aos 60, no entanto também se manifestam nas crianças e adolescentes assim como nos idosos. As doenças manifestam-se em qualquer etnia e região do globo.

Quais os sintomas?

A principal queixa dos pacientes com fibromialgia é a dor difusa e crônica, muitas vezes difícil de ser localizada ou caracterizada com precisão.
Os distúrbios do sono e a fadiga são relatados por 3 em cada 4 pacientes. Os pacientes referem, ainda, rigidez matinal e sensação de sono não restaurador, apesar de terem dormido de 8 a 10 horas. O sono é superficial, tendo os pacientes facilidade de acordar frente a qualquer estímulo.
Apesar da fibromialgia poder apresentar-se de forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não ocasiona comprometimento articular inflamatório ou restritivo. A presença dos pontos dolorosos é o achado primordial do exame físico, não se observando edema ou sinovite, a não ser na concomitância de patologias como a osteoartrite ou artrite reumatóide.
Outros achados do exame físico incluem o espasmo muscular localizado, referidos como nódulos e aumento da sensibilidade cutânea.
Os exames laboratoriais e o estudo radiológico são normais e, mesmo quando alterados, não excluem o diagnóstico de fibromialgia, uma vez que esta pode ocorrer em associação a artropatias inflamatórias e a síndromes da coluna cervical ou lombar.

Quais as opções de tratamento?

Infelizmente neste momento não existe cura, no entanto existem várias opções de tratamento. Estas dependem grandemente do médico que visitar e da abordagem que este tiver.

Medicamentos: Existem vários medicamentos que podem ajudar a minorar ou aliviar os sintomas. Para os sintomas mentais e cerebrais são normalmente utilizados antidepressivos e outros comprimidos para ajudar a dormir. Para combater as sintomas musco-esqueléticos são utilizados comprimidos para as dores (analgésicos), antiinflamatórios não esteróides, antiinflamatório esteróides e em determinados casos relaxantes musculares.

Atividade física: Diversas atividade podem influenciar positivamente o tratamento da fibromialgia e da S.F.C. principalmente a natação, hidroginástica, alongamentos, caminhadas, atividades aeróbicas entre outras. Os principais objetivos são:

Melhorar os sintomas de dor
Evitar contrações dolorosas de grupos musculares
Melhorar a força muscular
Favorecer a coordenação motora para as atividades diárias
Promover uma postura adequada
Melhorar a disposição
Auxiliar no controle do peso
Auxiliar no controle da ansiedade
Melhorar a auto-estima

Outras formas de tratamento incluem fisioterapia, massagens, quiropraxia, acupuntura, Yoga entre outras modalidades que devem ser adequadas individualmente para cada paciente.

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Você pode estar provocando sua dor nas costas

Quando a nossa atividade funcional exige muita concentração física e mental acabamos desenvolvendo um estado de estresse que pode provocar dores incômodas nas costas, que vão desde “fisgadas” localizadas até um estágio em que ficamos literalmente “travados”.

A solução mais simples para atenuar esse problema é imitar nossos amigos gatos e cachorros e praticar um exercício em que eles são mestres: alongamento. Já reparou como eles se esticam, “espreguiçam” e alongam toda a musculatura antes de dar os primeiros passos toda manhã?

Pois é, se os homens aprendessem esse bom hábito de “aquecer” os músculos antes de começar a exigir deles uma boa performance, haveria menos casos de problemas relacionados à fadiga muscular. Quando fazemos exercícios de alongamento logo no começo do dia, literalmente aquecemos, realizamos uma volta de warm-up para “ligar” a musculatura do corpo. E você vai notar que o “motor” funciona muito mais solto durante todo o dia. Só que não vale praticar só uma sessão de alongamento matinal e achar que tudo está resolvido. Quem trabalha sentado precisa “esticar as pernas” em intervalos regulares de hora e meia de trabalho.

Tem o caso contrário: quem trabalha em pé o dia todo precisa ter um período regular de repouso, no mesmo regime de intervalos, para poder sentar e colocar as pernas numa posição esticada, que alivia o fluxo da circulação e promove uma agradável sensação de descanso.

Levantar os braços acima da cabeça enquanto estende as pernas, girar o pescoço, os punhos e os calcanhares, e caminhar de maneira descontraída e sem atropelos, também são exercícios interessantes.

Cuidar da saúde não é uma preocupação que devemos ter só quando temos problemas. Atitudes simples promovem resultados positivos ao longo dos anos. Os efeitos benéficos do alongamento também podem ser associados a outras práticas físicas, como a Ioga e o Pilates, por exemplo, que interagem e complementam os resultados positivos para nosso equilíbrio físico e mental, aumentando o tônus e a flexibilidade muscular.

Postura correta evita problemas

Temos hábitos posturais que são verdadeiras sessões de tortura para nossas costas e coluna. Andamos com as costas curvadas e sentamos de qualquer jeito. Depois, reclamamos de dores! Quando estamos em pé temos que manter a coluna ereta, firme, com os ombros levantados sustentando a estrutura da coluna. Ombros caídos nos tornam corcundas e muitas vezes são a causa das dores de que reclamamos.

Sentar,seja para trabalhar, para conversar, para ver televisão, para se alimentar, enfim, acomodar-se em uma cadeira, também exige um pouco mais de atenção da nossa parte. Alguns fatores parecem tão insignificantes, mas fazem uma grande diferença.

É preciso escolher um assento adequado ao tamanho de cada pessoa. O apoio das costas deve ser suficientemente rígido para que possamos manter uma postura correta. E o que é uma “postura correta”? Na explicação de um especialista em ergonomia, “as costas precisam estar bem apoiadas e as solas dos pés, em contato com o solo. O quadril deve estar dobrado a 90º e os joelhos, também”. O mouse e o teclado do computador devem ficar sempre na altura dos cotovelos dobrados em ângulo reto.

Pise confortável

Os pés são a base de sustentação de toda nossa estrutura corporal. Por isso é preciso que eles estejam sempre confortáveis dentro de calçados que permitam uma distribuição uniforme do nosso peso sobre eles, sem nenhum ponto de pressão.

Como são os seus sapatos?

Além de ser confortável, um bom calçado deve proporcionar segurança no ato de caminhar. São regras simples, mas que se forem negligenciadas acabarão gerando prejuízos à nossa coluna. Quando o calçado não oferece segurança machuca algum ponto do pé, nossa reação natural é modificar nossa postura e até o jeito de caminhar, na tentativa de corrigir a instabilidade provocada pela inadequação do calçado. E aí os discos da coluna vertebral, as juntas e os ligamentos das costas sofrerão todo o impacto da mudança.

Para as mulheres, que gostam de crescer alguns centímetros usando saltos ousados, o sapato com tablado estilo “anabela” é o único sapato com salto que os ortopedistas aprovam. Os demais modelos disseminados pela moda provocam sobrecarga desigual e muitos estragos na coluna por causa da postura forçada que exige. Os sapatos de salto alto são destinados ao uso social e a utilização contínua deles não é recomendada porque pode ocasionar o surgimento de um distúrbio chamado hiperlordose, que torna mais acentuada a curva normal da nossa na coluna cervical e lombar. E ainda pode originar problemas nos joelhos e até anomalias nas panturrilhas (as chamadas “batatas da perna”).

Não carregue peso demais

Essa é uma regra que quase ninguém obedece: o peso da pasta, da bolsa ou da mochila, carregadas diariamente, tem que ser limitado a 10% do peso corporal de quem a leva. Isso quer dizer que o peso da mala que uma garotinha de 40 kg carrega para a escola jamais deve superar os 4 kg. E a bolsa de uma mulher adulta que pesa 60 kg só pode pesar até 6 kg.

Claro que quanto menos carga levamos sobre os ombros, menos trabalho damos para nossa coluna. O excesso de peso sempre provoca uma modificação na postura e essa mudança nos deixa mais vulneráveis e suscetíveis ao aparecimento de lesões e dores nas costas.

O quê sua bolsa carrega?

Para finalizar lembre-se sempre de fazer uma faxina na sua bolsa ou mochila para manter sempre condições seguras de uso e não carregar excesso de peso sem necessidade. Outra atitude que devemos tomar é trocar o ombro em que apoiamos a alça da pasta ou bolsa. Quando se usa apenas um dos ombros como apoio desses volumes, podemos provocar desvios de coluna que causam muitas dores e situações desconfortáveis.

Os modelos de bolsas mais recomendáveis são as mochilas com alças para os dois ombros e que podem ser fixadas também na região do tórax. A carga fica distribuída de maneira mais uniforme quando há mais pontos de apoio para a mochila. E para as crianças, as mochilas com rodinha, que evitam o transporte de pesos diretamente apoiados no corpo, são a melhor opção.

Fonte: Dra. Elisabete F. Almeida

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Sintomas de dor na coluna

http://veja.abril.com.br/fwa/imagens/1240940234662_101.jpg

Os sintomas da dor nas costas são em geral:

- Dores musculares na região das costas

- Rigidez da coluna

- Dor persistente após um longo período levantado ou sentado, após execução de exercício físico ou manipulação de cargas pesadas

- Flexibilidade reduzida

- Incapacidade de manter a coluna reta

- Sensação de "estalo" nas costas

Em alguns casos, dor nas costas pode se irradiar para outras regiões, como coxas e pernas. Nessa situação, a causa mais comum é compressão do nervo que pode estar associada à hérnia de disco.

Os sintomas da dor nas costas podem ser agudos (presente por menos de 4-6 semanas) ou crônicos (superior a 6 semanas). As dores crônicas são mais raras e, nesses casos, um médico deve ser consultado.

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Cerca de 80% das pessoas já tiveram ou vão ter dor nas costas

Cerca de 80% das pessoas já tiveram ou terão dor nas costas em algum momento da vida. É o que afirma o ortopedista Raphael Marcon, um dos convidados do Bem Estar desta sexta-feira (15). O programa também contou com a participação de José Rubens D'Elia, nosso consultor, que mostrou atividades que combatem a dor lombar.

O fortalecimento muscular na região do tronco é muito importante. Normalmente, se a musculatura está bem condicionada, a postura correta vem naturalmente, não é o contrário. Forçar a postura de uma hora para outra, tentando melhorá-la, pode não funcionar, pois isso causa muita fadiga.

Além da musculatura forte, há uma série de cuidados diários, em atividades cotidianas, que ajudam a evitar o problema:

arte dor lombar (Foto: arte / G1)

O colchão em que se dorme também pode agravar a dor. Ele deve ser firme o suficiente para que a coluna se mantenha reta. Por isso, é preciso trocar os colchões velhos, pois ele perde consistência e firmeza, e se torna prejudicial à saúde.As dores lombares são musculares na maioria das vezes, mas nem sempre. Existem processos degenerativos na coluna que também causam essas dores.

Entre essas causas, encontram-se as hérnias de disco e a osteoartrose, mais conhecida como bico de papagaio. Outro problema comum é o estreitamento do canal lombar. Por esse canal passam os nervos que, comprimidos, levam dores para as pernas – dor no nervo ciático.

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Exercícios para reduizir dor ciática

A dor ciática uni ou bilateral, acompanhada ou não por dor lombar, que surge após alguns minutos de caminhada ou após o alongamento da coluna, pode ser causada por estenose do canal medular.

O canal medular é um tubo formado pelas vértebras e discos vertebrais onde se localiza a espinal-medula.

A espinal-medula é formada pelas vias neurais que levam e trazem mensagens do cérebro, dando origem aos nervos periféricos. Qualquer lesão que afecte esta medula causará sinais e sintomas neurológicos, tais como dor, dormência, formigueiro ou perda de força motora. A estenose do canal medular pode ser congénita ou causada por processos degenerativos comuns ao envelhecimento.

Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem a capacidade de absorção de impacto, tornando-se mais facilmente alvo de lesões e causando distúrbios na mecânica da coluna vertebral. Estes distúrbios afectam a distribuição de peso na coluna, o que vai acabar lesando estruturas, como as articulações intervertebrais e os ligamentos.

Estas estruturas, como parte do processo de defesa contra a agressão, tendem a hipertrofiar (são os chamados bicos de papagaio). Como fazem parte da formação do canal medular, o aumento destas articulações e ligamentos acaba diminuindo o diâmetro do canal, com a possível compressão da espinal medula ou das raízes que originam os nervos, o que levaria aos sintomas acima descritos.

O diagnóstico é comprovado através da tomografia axial computorizada ou da ressonância magnética.

O tratamento seria em teoria preferencialmente cirúrgico, com o objectivo de alargar o canal medular, não fossem alguns impedimentos:

A idade dos pacientes, o que limita nalguns casos a indicação cirúrgica
A estenose pode localizar-se em várias vértebras, o que levaria a cirurgias de extensão apreciável


Desta forma, deve-se sempre tentar o tratamento conservador antes de indicar a cirurgia. O tratamento conservador consiste em analgesia e correcção postural.

A analgesia pode ser feita através de medicação, com analgésicos. ou anti-inflamatórios. Os analgésicos e, mais especificamente, os anti-inflamatórios muitas vezes são contra indicados em pacientes idosos, especialmente os portadores de insuficiência renal ou cardíaca, podendo causar efeitos colaterais como gastrite, diarreia, e até perda de sangue. Além disto, não se aconselha o uso crónico destes medicamentos. Mas se ainda não sofre de dores no nervo ciático ficam aqui alguns alongamentos para fazer já, mesmo antes de ter qualquer dor...

Deite-se no chão ou sobre um colchão com a barriga para cima, as pernas flexionadas e as mãos ao lado do corpo.
Inspire e traga uma das pernas próximo ao peito. Abrace-a e solte o ar.

Repita o mesmo movimento com a outra perna.
Agora, faça com as duas. Volte ao início e repita três séries com cada perna. Em cada movimento tente permanecer entre 15 a 30 segundos.

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Cuidadores de pessoas com deficiência precisam de exercícios para evitar dores na coluna

Os cuidadores que auxiliam as pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção nas tarefas do dia a dia precisam de cuidados especiais e não podem deixar de lado sua própria saúde. Por isso a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim) possui um programa de atividade física para melhorar a qualidade de vida dos cuidadores das pessoas atendidas por seus serviços. Enquanto os pacientes realizam as terapias promovidas pela associação, os cuidadores fazem as aulas de exercícios físicos.

Segundo Kauê Bistriche, professor da Abdim, cuidador é a quem auxilia a realizar as atividades da vida diária alguém que esteja incapacitado para tal. Pode ser um serviço remunerado ou não, muitas vezes os cuidadores são familiares, como pais e irmãos das pessoas com deficiência. Em alguns casos deve estar disponível em período integral, o que limita as atividades e lazer e o convívio social do cuidador.

A maior queixa dos cuidadores é a dor nas costas na região lombar. Bistriche explica que o maior esforço físico do cuidador ocorre na hora de realizar a transferência da pessoa da cadeira para outro lugar (como cama, vaso sanitário etc.) e de volta para a cadeira. Em alguns casos a pessoa com deficiência  não possui força e o peso é todo levantado pelo cuidador, causando dores lombares. Como a dificuldades de cada pessoa com deficiência são diferentes, o esforço de cada cuidador é diferente, por isso é importante uma análise individual do dia a dia do trabalho.

Os cuidadores inexperientes geralmente sofrem lesões por falta de orientação e força para carregar o peso durante a transferência. Por muitas vezes não disporem de auxilio, eles criam estratégias para conseguir realizar os movimentos, mas acabam utilizando uma postura lesiva para o aparelho locomotor.

No programa de auxilio aos cuidadores da Abdim, Bistriche avalia o histórico do cuidador, verificando lesões e doenças anteriores para adequar os exercícios. Mas ele comenta que é sempre importante realizar fortalecimento muscular, principalmente dos músculos posturais, e um trabalho de melhora da flexibilidade. A maior parte dos exercícios pode ser realizada em casa sem a ajuda de um profissional desde que o programa tenha sido elaborado por um profissional capacitado e o cuidador siga os exercícios à risca.

Para diminuir os riscos de problemas de saúde, Bistriche explica que os cuidadores devem sempre pedir ajuda de outras pessoas quando for necessário, além de tentar manter sempre a coluna ereta quando for levantar peso e, se possível, utilizar-se de máquinas que auxiliam a transferência, como o guincho. Assim como qualquer pessoa, os cuidadores precisam cuidar de sua alimentação, mantendo uma dieta saudável, e dormir pelo menos oito horas por noite.

Se você é um cuidador, Bistriche aconselha a fazer alguns exercícios simples em casa que podem auxiliar sua saúde, mas, se possível, procure um profissional de educação física que pode preparar um programa de exercícios especial para as demandas do seu trabalho.

Os exercícios de alongamento são fáceis de serem realizados e a maioria pode ser feita em casa com materiais simples. Veja alguns exemplos de exercícios que podem ajudam a aliviar os problemas na coluna lombar. Além desses exercícios, é importante aumentar a força geral do cuidador e para isso é necessário o acompanhamento profissional.

Para alongar a parte de trás das pernas as penas e as costas, sente-se no chão (pode utilizar um tapete ou colchonete) com as pernas estendidas e leve as mãos em direção aos pés com as costas retas, desça flexionando somente o quadril. Caso alcance os pés, continue o movimento o mais longe que conseguir chegar. Mantenha a posição por 30 segundo e volte à posição inicial.

Para alongar as costas é feito no chão (pode utilizar um tapete ou colchonete). Ajoelhe e sente-se sobre os pés, então vá com as mãos para frente em direção ao chão, encostando a barriga nas coxas e tentando levas as mãos o mais pra frente possível. Olhe para o chão durante o exercício todo para impedir a hiperextensão do pescoço que pode gerar desconforto. Mantenha a posição por 30 segundos e volte à posição inicial.

Outro exercício para as costas é feito deitado, de preferência no chão com colchonete ou tapete, mas pode ser realizado numa cama com colchão duro. Deite de barriga para cima e flexione as pernas sobre o tronco abraçando os joelhos. Mantenha a posição por 30 segundos e volte para posição inicial.

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Dor no ciático não some apenas com remédio

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As dores no ciático estão mais comuns do que resfriado. Difícil encontrar quem nunca tenha sofrido com as dores nas costas e nas pernas, sendo obrigado a ficar de repouso por dias. Estimativas mundiais indicam que 90% da população sofre ou vai sofrer com o problema em alguma fase da vida. "Excesso de peso e má postura são dois fatores que contribuem para o crescimento do número de pacientes com inflamação no nervo ciático", afirma o médico Wajih Abud Hares, diretor Técnico do Hospital San Paolo.

Na entrevista que você lê a seguir, o especialista ensina como lidar com as dores, fala das situações em que a cirurgia é a solução e comenta a eficácia dos tratamentos complementares, como RPG e acupuntura.

Como identificar a dor no ciático?
A dor pode ser sentida como um entorpecimento, uma pontada ou uma queimação. Às vezes, começa gradualmente, piora durante a noite, e é agravada pelos movimentos. A dor ciática também pode causar formigamento, parestesias (baixa sensibilidade) ou fraqueza nos músculos da perna afetada, antes de cursar com as fisgadas e a dor intensa.

Pessoas com idade mais avançada são mais sujeitas ao problema? Por quê?
Sim , até por terem forçado a coluna ao longo dos anos. Com o passar do tempo, os discos intervertebrais perdem a capacidade de absorção de impacto, tornando-se mais facilmente alvo de lesões e causando distúrbios na mecânica da coluna vertebral; inclusive pela perda de água (elemento natural e primordial para a manutenção dos discos intervertrebrais). Afetam ainda a distribuição de peso na coluna, lesando estruturas como as articulações intervertebrais e os ligamentos. Estas como parte do processo de defesa contra a agressão, tendem a se hipertrofiarem (são os chamados bicos de papagaio). O aumento das articulações e dos ligamentos que fazem parte da formação do canal medular acaba por diminuir o diâmetro do canal, levando a compressão da medula espinal ou da raiz dos nervos, com a possível compressão da medula espinhal ou das raízes que originam os nervos.

Em quais situações a cirurgia é indicada?
Há três indicações geralmente aceitas para uma intervenção cirúrgica:

- A indicação mais comum é a de pacientes sem alívio satisfatório da dor ciática através do tratamento com medicação. A cirurgia só é indicada a pacientes que sofrem com os sintomas há mais de um mês e que venham mantendo repouso absoluto na cama por, pelo menos, uma semana (sem melhora).

- Recorrência de episódios de dor lombar e ciática que impedem o paciente de levar uma vida normal.

- Pacientes com fraqueza significativa em algum músculo da perna ou do pé devem ser operados precocemente.

- "Síndrome da cauda eqüina" (perda parcial ou total da função urinária, intestinal e sexual devido à compressão da região lombar conhecida por cauda eqüina). Identificada pelo médico esta condição requer cirurgia de urgência para evitar seqüelas permanentes.

As técnicas cirúrgicas evoluíram muito, os riscos estão minimizados, mas eles ainda existem. Pode haver até a piora do quadro, por ocorrência de fibrose e outros distúrbios. Nos casos cirúrgicos, a recuperação ocorre em média de quatro a seis meses e envolve além da cirurgia a fisioterapia pós-operatória.

Qual a importância de tratamentos auxiliares, como RPG?
Não se indica o RPG na fase dolorosa, por causa da dificuldade em se mexer. Todo o tratamento auxiliar, incluindo o RPG, é coadjuvante e soma esforços para a melhora e adequação de vida do paciente com problemas de coluna.

Que outros tratamentos existem para aliviar o problema?
Na ordem teríamos inicialmente o uso dos analgésicos e antiinflamatórios, a acupuntura (que se mostrou bastante útil como tratamento) e a RPG. Do aspecto preventivo, o aprendizado do uso da coluna vertebral, a postura correta, o combate ao excesso de peso (obesidade), a prática de exercícios e evitar carregar peso demais também são indicados. Não se recomenda massagem na fase aguda e, sempre, é preciso muito cuidado em massagem e manipulação sobre a região das vértebras sem orientação médica e acompanhamento.

Em quanto tempo o tratamento dá resultados, normalmente?
O tratamento, em média, leva de 7 a 14 dias para apresentar resultados. Alguns pacientes, no entanto, demoram até três meses. E há casos com melhora após um ano e meio. Hoje uma pequena parcela é indicada a cirurgia, sendo a tendência mundial de cada vez operar-se menos e tratar mais.

Algum exercício é proibido para pacientes com inflamação no nervo?
Os exercícios com carga e de esforços, antes do fortalecimento da musculatura paravertebral, estão proibidos. No lugar deles, deve prevalecer o treino de baixo impacto e a hidroginástica.

O sobrepeso pode causar ou agravar inflamação no ciático? Por quê?
Sim, porque submete os discos intervertebrais ao esforço, além de haver a sobrecarga dos ligamentos e da musculatura paravertebral.

Quais exames são necessários para o diagnóstico correto?
O exame físico e a observação de sinais clínicos já seriam suficientes, no entanto para o melhor entendimento e condução dos casos, a Radiologia, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética podem ajudar.

Por que, geralmente, a dor acontece só de um lado da perna?
A dor unilateral é mais freqüente porque os "pinçamentos" tendem a acontecer de um lado da coluna, por desvio ou escorregamento do disco.

Qual a relação entre a hérnia de disco e a inflamação no ciático?
Uma boa parte dos casos de dor ciática está relacionada com a hérnia discal, porém não é a única causa, temos os casos de artrite da coluna, as fraturas, os traumas e outros processo infecciossos.

No caso das mulheres, os saltos devem ser evitados? E como deve ser o colchão da cama?
Os saltos altos, assim como a ausência de salto, prejudicam a coluna porque modificam a curvatura natural dela. Os saltos devem ter de 2,5cm a 3cm para oferecer conforto. O colchão deve ser firme, não duro, e preencher os espaços das curvaturas naturais da coluna, cuidado com a altura do travesseiro e evite dormir de bruços (posição que força a região lombar).

A dor chega a ser incapacitante?
Na fase aguda a dor é incapacitante, impedindo a locomoção. Em algumas vezes, os movimentos da perna são travados e a flexão da coluna é impedida, o que determina o repouso absoluto.

Fonte: Minha Vida

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A disfunção Sacro Ilíaca

A articulação sacro-ilíaca, devido a sua anatomia, é uma articulação especial a qual está sujeita a uma série de patologias (RIBEIRO; SCHMIDT; VAN DER WURFF, 2003). O termo disfunção sacro-ilíaca é freqüentemente usado para descrever a dor sobre ou ao redor da articulação e acredita-se que seja causada por desordens biomecânicas nesta (DREYFUSS et al., 1994). Desde o início do século XX, acredita-se que a articulação sacro-ilíaca constitua a principal fonte de dor ciática, admitindo que, assim como esta, a lombalgia, é causada freqüentemente por quantidade de movimento anormal nas articulações pélvicas, sobretudo na sacro-ilíaca (DEFRANÇA, 1996). Sendo assim, este estudo tem como objetivo realizar uma breve revisão de literatura sobre a disfunção sacro-ilíaca, sua relação com a dor lombar, os principais testes para avaliá-la bem como seu tratamento do ponto de vista da terapia manual.

Disfunção sacro-ilíaca

A ortopedia tradicional reconhece como lesões na articulação sacro-ilíaca os processos degenerativos, traumáticos, inflamatórios e infecciosos. Dentro destes, são citados a artrite: séptica ou reumática – inflamatória ou infecciosa; o entorse ou estiramento dos ligamentos sacro-ilíacos e a instabilidade. Nesta linha de pensamento, as chamadas disfunções articulares são definidas como diminuição reversível da mobilidade articular e, em relação às articulações sacro-ilíacas são consideradas mal definidas e difíceis de comprovar, chegando a questionar a existência deste fenômeno (LEE, 2001).

A osteopatia apresenta um conceito de “disfunção somática” para explicar certas alterações da funcionalidade do organismo. Segundo Ricard e Sallé (1996), a disfunção somática é uma restrição de mobilidade da articulação, devido à ausência de mobilidade de um elemento conjuntivo. Segundo Bienfait (2000), estas são ditas “lesões fisiológicas”, pois se tratam de uma limitação do movimento de um segmento ósseo, e não de uma luxação ou subluxação articular. Não há portanto, um deslocamento do segmento ósseo, somente uma restrição do seu movimento, que ocorre ao nível dos chamados micromovimentos, ou movimentos acessórios, da articulação. Uma vez restritos estes movimentos, os macromovimentos, ou movimentos fisiológicos da articulação estarão também limitados. Esta restrição pode ser dolorosa devido à tensão imposta aos ligamentos, o que estimula os seus mecanorreceptores, desencadeando dor.

Acredita-se atualmente que a articulação sacro-ilíaca seja responsável por grande parte dos casos de dor lombosacral, talvez em até 40% dos casos (DAUM, 1995).

A perda de mobilidade articular de um elemento no corpo deve ser compensada com o hiperfuncionamento de outro. A hipermobilidade é compensatória às fixações vertebrais que são supra ou infrajacentes. Um espasmo muscular e aderências caracterizam a hipomobilidade, por ocorrer na fixação articular. Como é assintomática, só pode ser detectada por testes de mobilidade comparativa (RICARD, 2001).

As noções puramente quiropráticas desenvolvidas por James Cox, no tratamento das afecções lombo-pélvicas e das ciáticas envolvem a hiper- hipomobilidade (COX, 2002). A zona de hipermobilidade compensadora se caracteriza por uma hipotonia muscular. Ela é o local das dores espontâneas, ocasionados pela inflamação dos tecidos periarticulares (músculos, ligamentos, cápsulas articulares), ela pode causar uma irritação das raízes nervosas. Os sinais clínicos estão ligados à zona hipermóvel, e os testes de mobilidade são negativos (RICARD; SALLÉ, 2002).

O estado de hipomobilidade pode resultar em adesões fibrosas nas articulações sacro-ilíacas com obliteração da cavidade sinovial, levando a um “ressecamento” de a extremidade articular e hipermobilidade da outra extremidade da mesma articulação (OLIVER; MIDDLEDICH, 1998; BIENFAIT, 2000).

Clinicamente, parece que o avanço da idade não implica na diminuição de mobilidade (LEE, 2001).

Dor sacro ilíaca

Os sintomas relatados pelos pacientes com disfunção sacro-ilíaca incluem dor unilateral sobre a articulação sacro-ilíaca e/ou nádega, com irradiação ocasional para o quadril e virilha; aumento da dor com posturas prolongadas; dificuldade de se levantar da posição sentada acompanhada de dor; dificuldade de subir escadas; alívio dos sintomas quando é aplicada uma pressão sobre o sacro e rigidez matinal que alivia após um curto período de suporte de peso (PORTERFIELD; DE ROSA, 1993).

A doença pode ser bilateral, mas quando é unilateral, com maior freqüência afeta o lado direito. As patologias tais como discopatia, síndrome da faceta lombar, doença do quadril e síndrome miofacial, podem atribuir a dor a uma área da articulação sacro-ilíaca, estando sujeitas a um diagnóstico diferencial. Na presença de um quadro clínico de disfunção do sacro-ilíaco, uma discrepância verdadeira do membro reforça este diagnóstico (WALKER, 1992; ATLIHAN et al., 2000).

O padrão de dor de uma articulação sacro-ilíaca foi determinado injetando contraste intra articular em voluntários saudáveis (ATLIHAN et al., 2000; BROWEN; CASSIDY, 1981; FORTIN et al., 1994). Com maior freqüência, a dor se localiza abaixo do território de L5 (estando a área mais específica a 10 cm caudalmente e 3 cm lateralmente em relação à espinha ilíaca posterior-superior, ou seja, a assim chamada área de Fortin) que se irradia para a nádega, coxa e virilha, acabando por se estender para a perna e,às vezes, por imitar a dor ciática (FORTIN; TOLCHIN, 1993; SLIPMAN et al., 2000).

Sacro-ilíaca e dor lombar

Desde o início do século XX, os médicos acreditavam que a articulação sacro-ilíaca constituía a principal fonte de dor ciática, admitindo que, assim como esta, a lombalgia, era causada freqüentemente por quantidade de movimento anormal nas articulações pélvicas, sobretudo na articulação sacro-ilíaca (DEFRANÇA, 1996).

Atualmente são inúmeros os autores que relacionam a dor lombar à disfunção na articulação sacro-ilíaca. Segundo Ricard e Sallé (2002), a pelve é uma das regiões mais importantes a ser tratada do ponto de vista osteopático, pois muitas das disfunções vertebrais têm como origem desequilíbrios na pelve. De acordo com Ribeiro (2003), a disfunção sacro-ilíaca é uma disfunção biomecânica desta articulação e poderia ser uma causa de lombalgia.

Miltner & Lowendorf (1931) apud Molin (1996) afirmaram que a vértebra de transição lombosacra predispunha a entorses na região sacro-ilíaca.

Maigne et al (1996), realizaram um estudo com 54 pacientes que apresentavam dor lombar unilateral cuja localização conferia com a área de dor referida da articulação sacro-ilíaca. Nestes, foi aplicado bloqueio anestésico na articulação sacro-ilíaca e 18,5% (10 pacientes) experimentaram alívio temporário dos sintomas, sugerindo que esta fosse a real fonte de dor.

Testes para articulação sacro-ilíaca

Apesar de sua relevância as articulações sacro-ilíacas são pouco consideradas na avaliação clínica (MORAES; MARINI; LACOURT, 2004).

Para avaliar clinicamente a articulação sacro-ilíaca, vários testes são utilizados. Os testes podem ser divididos em dois grupos: provocativos e de mobilidade (VAN DER WURFF; MEYNE; HAGMEIJER, 2000). Os testes provocativos são manobras que provocam tensão na articulação sacro-ilíaca e, conseqüentemente, provocam dor. Os testes de Patrick e Ganslen são exemplos bem conhecidos cuja descrição pode ser encontrada em praticamente todos os manuais de exame físico. Os testes de mobilidade se baseiam nas alterações de uma referência que podem surgir em movimentos padronizados (RIBEIRO; SCHMIDT; VAN DER WURFF, 2003).

As evidências atuais mostram que a avaliação clínica é a melhor maneira de julgar a presença ou ausência de mobilidade nas articulações sacro-ilíacas e a sua relação com as queixas do paciente (LEE, 2001).

Ao realizar avaliação objetiva das articulações sacro-ilíacas, o examinador procura sinais de assimetria à alteração da amplitude de movimento, diagnosticadas por meio de palpação óssea e testes clínicos específicos (GREENMAN, 2001).

Teste de flexão em pé (TFP) -> o paciente fica em pé com o peso do corpo distribuído igualmente nos dois membros inferiores. Com os polegares, o avaliador palpa a face inferior das espinhas ilíacas póstero superiores (EIPS). O paciente é instruído a flexionar o tronco para frente. A EIPS que se mover cranialmente em relação à EIPS contra-lateral indica o ilíaco que está em lesão (LEE, 2001).

Teste de Gillet -> paciente em pé, com o peso distribuído uniformemente nos dois membros inferiores. O terapeuta palpa a face inferior da EIPS com um polegar e, com o outro, a base do sacro diretamente paralela. O paciente é instruído a flexionar o quadril ipsilateral e, um deslocamento inferior e medial da EIPS em relação ao sacro é observado. Caso não ocorrer, indica lesão anterior ilíaca. Após, o paciente realiza a extensão do quadril ipsilateral e um deslocamento superior da EIPS em relação ao sacro deve ocorrer. Caso não ocorrer, indica lesão posterior ilíaca (LEE, 2001; VAN DER WURFF; MEYNE; HAGMEIJER, 2000).

Teste de Dowing -> em decúbito dorsal,é realizado para verificar se a lesão do ilíaco que fora observado no TFP é em anterioridade ou posterioridade. Com o membro inferior do lado correspondente a lesão deve ser realizada uma rotação externa forçada do quadril, posição que deve ser fixada por alguns segundos, acompanhada de abdução. Ao retornar a posição de extensão o membro deve estar mais longo que o membro contra-lateral, devido a uma rotação anterior do ílio (isto pode ser observado pelo alinhamento dos maléolos mediais do tornozelo, ou por traços previamente riscados sobre a pele do paciente). Caso isto não ocorra, é indicativo de um ilíaco preso em posterioridade. Para identificar um ilíaco preso em anterioridade, é realizada uma rotação interna do quadril forçada, posição que é mantida por alguns segundos. Quando o membro correspondente é posicionado em extensão, o mesmo deve encontrar-se mais curto, significando uma rotação posterior do ílio. O teste é considerado positivo para ilíaco em anterioridade quando isto não acontece (BIENFAIT, 2000; WALKER, 1992; VAN DER WURFF; MEYNE; HAGMEIJER, 2000).

Teste de flexão sentado: o paciente será posicionado sentado sobre um banco com os joelhos afastados e os pés bem apoiados no chão. Com os polegares, o avaliador palpará a curva inferior de cada EIPS. O paciente será instruído a curvar-se o máximo para frente com os braços entre os joelhos. A espinha ilíaca que mais se afastar na direção cefálica durante o movimento será considerada positiva, indicando restrição da mobilidade (GREENMAN, 2001).

Palpação das espinhas ilíacas antero superiores -> realizada em decúbito dorsal, somente o ílio do lado da lesão será avaliado em relação ao outro. Esta palpação identifica a existência de rotação anterior ou posterior de um dos ilíacos. Quando a espinha ilíaca está situada em uma posição mais caudal, significa um ílio anterior, quando se encontra mais cefálica, é porque existe um ílio posterior (BIENFAIT, 2000).

Palpação dos maléolos mediais: em decúbito dorsal. Tem como objetivo detectar discrepância no comprimento dos membros inferiores. Um membro mais comprido do lado da lesão, indica um ílio anterior. Um membro mais curto do lado afetado, indica um ílio em posterioridade (BIENFAIT, 2000).

Palpação da espinha ilíaca póstero superior (EIPS) -> realizado em decúbito ventral para identificar a anterioridade e posterioridade do ílio envolvido na lesão. Quando a EIPS do lado afetado encontra-se em uma posição cefálica é indicativo de um ilíaco anterior e, quando se encontra em posição caudal, indica ílio posterior (BIENFAIT, 2000).

Cibulka e Koldehoff (1999) usaram uma combinação de testes de movimento e simetria para determinar se o paciente possuía disfunção na região sacro-ilíaca e demonstrou alta concordância para o método que eles desenvolveram. Eles determinaram que a disfunção na articulação sacro-ilíaca estava presente no paciente em que 3 dos 4 testes realizados fossem positivos: Teste de flexão em pé, teste de flexão do joelho em decúbito ventral, teste de Dowing e palpação da EIPS na posição sentada. Dois terapeutas avaliaram 26 pacientes com dor lombar inespecífica. A concordância interteste entre os terapeutas para determinar a presença de três testes positivos foi alta, concluindo que este conjunto de testes possui utilidade clínica para determinar quem tem e quem não tem disfunção sacro-ilíaca em pacientes com dor lombar. No entanto, a utilidade clínica destes testes não foi determinada para pacientes com dor originada do disco intervertebral. Outra limitação deste estudo foi que eles não determinaram o tipo de assimetria presente.

Riddle e Freburger (2002) realizaram os mesmos quatro testes feitos por Cibulka e Koldehoff (1999), porém em um grupo maior de pacientes e maior número de avaliadores, observando a concordância e discordância entre terapeutas sobre o lado (direito e esquerdo) e o tipo (rotação anterior ou posterior do ilíaco) da disfunção. Foi considerada também a presença de disfunção sacro-ilíaca se três dos quatro testes realizados foram positivos.

Tratamento da disfunção sacro-ilíaca

O tratamento da disfunção do sacro-ilíaco também é um assunto discutível. Os osteopatas, os quiropráticos e os terapeutas manuais advogam o uso da manipulação e mobilização, que podem ser associadas com medicação e fisioterapia (MCMORLAND; SUTER, 2000). A fisioterapia está focalizada em um programa de exercícios para corrigir desbalanço muscular. O glúteo máximo e o médio, e os rotadores externos do quadril devem ser fortalecidos. Os iliopsoas, reto femoral e jarretes são submetidos a alongamento. Usa-se manipulação e mobilização na tentativa de restaurar a mecânica da articulação. (RIBEIRO; SCHMIDT; VAN DER WURFF, 2003).

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