Síndrome de Dor Miofascial na Coluna Vertebral

https://neurologiarecife.files.wordpress.com/2014/05/miofascial.jpg

Uma das principais queixas que muitos profissionais recebem de quem tem dor na coluna são os chamados pontos dolorosos. A Síndrome de Dor Miofascial (SDM), também chamada de dor miofascial crônica, condição dolorosa que afeta os músculos esqueléticos, suas fáscias associadas, tendões e ligamentos.

Curso online de Tratamento Miofascial

A dor pode acometer um músculo ou um grupo de músculos e piora com atividade ou esforço. Além de sofrer com as dores locais ou irradiadas da síndrome, os acometidos também podem sofrer de depressão, fadiga e distúrbios comportamentais.

Essa sindrome ocorre pelo estresse excessivo sobre os músculos (movimentos repetitivos, condicionamento físico inadequado, postura inadequada, trauma, distensão muscular, estresse emocional e mesmo por roupas apertadas). Pode também estar associada a doenças como diabetes, doenças da tireóide, depressão, anemia, doença reumatológicas e neurológicas, etc.

Esta síndrome de dor caracteriza-se principalmente pela presença de pontos-gatilho nos músculos esqueléticos, suas fáscias e estruturas associadas, assim como na zona de dor referida correspondente. É muito comum essa dor se localizar nas diferentes regiões da coluna.

O tratamento da sindrome de dor miofascial consiste na identificação de fator causal e sua correção, no uso ou não de medicamentos (agulhamento, acupuntura), e na reabilitação . Por outro lado, é muito importante a identificação de vícios de postura e de movimentos durante o dia-a-dia, os quais são frequentemente a causa dessa síndrome.  O tratamento é baseado principalmente na desativação desses pontos-gatilho. Esses pontos-gatilho podem ser ativados por excesso de uso, fadiga, trauma direto, e frio. Uma vez ativada, compromete suas fáscias e estruturas associadas, assim como na zona de dor referida correspondente.

Uma vez identificado esses pontos gatilho na coluna é necessário tratamentopara a dor não piorar.

3 dores mais comuns nas costas durante a gravidez


https://static.bolsademulher.com/sites/default/files/bebe/dor-coluna-gravidez.jpg

A dor nas costas durante a gestação ou após o parto é uma queixa bastante comum. Estima-se que entre 50-80% das mulheres grávidas apresentarão algum tipo de dor lombar.
Do quinto ao sétimo mês de gestação é o período mais acometido, porém pode iniciar-se já a partir da oitava semana.
Mulheres que já apresentavam história pregressa de dor nas costas antes  de engravidar  tem uma chance aumentada de sofrer com a coluna.

O aumento do peso é concentrado inicialmente na barriga e os músculos abdominais vão perdendo o seu tônus pela distensão do útero que cresce. Isto acarreta um aumento da lordose lombar e uma sobrecarga na porção inferior da coluna

Existem três tipos mais comuns de dor nas costas durante a gravidez:

1. DOR LOMBAR
Localizada na região inferior da coluna, pode ou não, sentir a dor irradiando para a perna, com contratura da musculatura ao longo da coluna.
Piora com fato de permanecer muito tempo sentada ou em pé.  

2. DOR PÉLVICA POSTERIOR (SACRO-ILÍACA)
Quatro vezes mais freqüente do que a dor lombar, a dor que acomete a articulação entre o sacro (final da coluna que se alarga) e a bacia, chamada de articulação sacro-ilíaca.
A dor estende-se para os glúteos e região posterior da coxa, não ultrapassando o joelho. Pode ser bilateral e estar associada com dor na sínfise púbica.  
A dor não desaparece rapidamente com o repouso e geralmente persiste por um certo tempo após o nascimento da criança.
20% das mulheres apresentam tanto a dor lombar como a dor da sacro-ilíaca.

3. DOR NOTURNA
Algumas mulheres grávidas apresentam dor exclusivamente durante à noite quando deitadas.
Esta dor estaria relacionada com o acúmulo de fadiga muscular no final do dia.
Outra hipótese é que, durante a noite, com a desativação de vários órgãos, como por exemplo, o estômago, existe uma maior quantidade de sangue circulando para áreas "inflamadas" da coluna.
 
FATORES DE RISCO PARA A DOR NA COLUNA NA GESTAÇÃO

•    Mulheres que já apresentavam dor nas costas antes de engravidar
•    Mulheres que já tiveram vários filhos
•    Virar-se na cama
•    Subir escadas
•    Ficar muito tempo sentada, principalmente com o corpo inclinado para a frente (no computador)
•    Levantar –se de uma cadeira baixa
•    Sair do automóvel
•    Carregar peso
•    Girar ou fletir o tronco
•    Relação sexual
•    Usar sapato de salto alto ( aumenta a lordose)
•    Dirigir
•    Aumento de peso > 10 kgs durante a gestação


Classificação e Sintomas de Dores Lombares


http://revistavivasaude.uol.com.br/upload/imagens_upload/dores_nas_costas_artrose.jpg

A parte da Coluna Vertebral chamada Coluna Lombar tem características peculiares e a dor nessa região acomete uma boa parte da população, em algum momento da vida. Porém, a maioria de dores lombares não tem uma patologia séria.

Acesse o blog Faça Fisioterapia

Existem três classificações para lombalgias. Em primeiro lugar temos a Lombalgia não-específica que é o tipo mais frequente de dor lombar e 95% dos pacientes enquadram-se neste grupo sendo consequência de um espasmo muscular, dor mecânica ou relacionada com má postura, distensão muscular, causas degenerativa (discartrose, espondiloartrose), síndrome do piramidal e/ou disfunção somática.

Trate a sua dor lombar na Fisioquality

Sintomas de problemas na lombar:

* Dor irradiada para as pernas (parte anterior e posterior da coxa).
* Dificuldade em permanecer muito tempo sentado ou em pé.
* Dor em queimação na coluna.
* Dor em pontadas ou agulhadas.
Causa das dores lombares:
* Excesso de peso.
* Sedentarismo.
* Fumantes (pessoas que fumam, a circulação sanguínea na coluna é reduzida até 40%, devido ao excesso de nicotina no sangue).
* Posturas inadequadas principalmente ao ficar sentado.

A fisioterapia atuará através de  exercícios de fortalecimento da musculatura postural que irão devolver a estabilidade necessária para o bom alinhamento e funcionamento da coluna, além de técnicas para aliviar a dor, o edema e devolver a mobilidade e qualidade de vida ao paciente.

Identifique as dores na coluna através dos sintomas

 

Conviver com dores nas costas sem tratamento pode prejudicar diferentes órgãos e funções motoras. Em geral, as dores na coluna tem relação com alterações nos discos intervertebrais, músculos, ligamentos e nervos, que podem ter início em diversas regiões do corpo. Incômodos nas pernas, nos braços e até aquela dor de cabeça persistente podem estar ligadas a problemas de coluna.

Saber identificar o tipo de dor nas costas pode ajudar muito no diagnóstico e tratamento do problema. As dores nas costas tendem a seguir um padrão de acordo com o tipo. Dores musculares costumam dar sensação de peso, tensão e cansaço, que piora no final do dia. Já uma dor de origem neural provoca queimação, choque, fisgada e formigamento na região. A dor óssea pode ocorrer por uma ampla variedade de doenças, como a osteoporose, e pode prejudicar muito a qualidade de vida do paciente. Neste caso, ela provoca sensação de aperto, peso e fisgada, piorando com o esforço físico. . A seguir, veja como identificar a dor na coluna através de sintomas que, nem sempre, começam na região das costas:

Dor de cabeça

Uuma dor de cabeça pode ter sua causa na coluna se ela for persistente ou aumentar com estresse emocional, esforço físico e ansiedade. Chamada de cefaleia cervicogênica, ela pode ser erroneamente diagnosticada como enxaqueca.

Pernas

O problema pode estar na coluna se os seus sapatos sempre ficam mais gastos em uma região e uma sola fica diferente da outra. Para ter certeza se a alteração da pisada está interferindo na postura, realizamos a barapodometria, um exame computadorizado capaz de diagnosticar a origem do problema. Solas gastas de formas diferentes podem indicar escoliose e até disfunções nos ossos da bacia.

Pescoço

A cervicalgia é uma dor que atinge a base do pescoço e pode ter relação com algum problema de coluna. Regular a altura da tela do computador e praticar atividades físicas estão entre as orientações para evitar este tipo de dor.

Ombros e braços

Dores de coluna podem irradiar para os braços, provocar alterações na cintura (um lado mais cavado quando comparado ao outro) e ombros em alturas diferentes. Carregar a bolsa pesada sempre no mesmo ombro pode piorar o quadro. O ideal é usar mochila, mas se você não abre mão da bolsa, escolha um modelo produzido em material leve, reveze os ombros, não carregue no antebraço e não exagere no conteúdo, que deve corresponder a, no máximo, 10% do seu peso corporal.

Alongamento e ioga têm benefícios similares no alívio à dor lombar

http://assets2.exame.abril.com.br/assets/images/2015/7/541020/size_810_16_9_alongamento.jpg

Pessoas que sofrem de dores crônicas na lombar sentiram os mesmos benefícios após a prática da ioga sob orientação de professores treinados em comparação com as que tiveram aulas de alongamento, destacou um estudo divulgado nos Estados Unidos.

As descobertas foram publicadas na edição desta segunda-feira dos Archives on Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana.

"Nós descobrimos que as aulas de ioga são mais eficazes do que um livro de autoajuda, mas não são mais eficazes do que aulas de alongamento", disse a chefe dos estudos, Karen Sherman, pesquisadora sênior do Group Health Research Institute em Seattle.

"Nós esperávamos que a dor dosse mais abrandada com o ioga do que com o alongamento, sendo assim nossas descobertas nos surpreenderam", afirmou.

O mesmo grupo de cientistas fez um teste menor em 2005 baseado em uma amostra aleatória de 101 adultos. O estudo sugeriu que o ioga era o melhor remédio para dores lombares porque as pessoas que praticaram esta atividade física usaram menos analgésicos e tiveram melhor desempenho físico.

Este estudo, mais aprofundado, foi feito com uma amostra de 228 pessoas em seis cidades do estado de Washington (oeste), e enquanto ficou demonstrada uma liderança sutil das aulas de ioga, a diferença não foi suficiente para ser estatisticamente relevante.

Os indivíduos assistiram a 12 aulas semanais com duração de uma hora e 15 minutos cada.

O ioga praticado foi do tipo conhecido como Viniyoga, no qual as posturas são adaptadas para a condição individual dos alunos. As aulas foram ministradas por instrutores com mais de 500 horas de treinamento.

As aulas de alongamento foram dadas por fisioterapeutas licenciados, e alguns exercícios de força foram incluídos.

O terceiro grupo recebeu um livro de auto-ajuda com dicas para aliviar a dor nas costas.

"A disfunção relacionada às costas diminuiu com o passar do tempo em todos os grupos", destacou o estudo, ressaltando que quando comparados com o livro, o grupo que praticou ioga relatou um desempenho melhor entre 12 e 26 semanas.

O grupo que praticou alongamento relatou performance superior em 6, 12 e 26 semanas. Em nenhum ponto do acompanhamento da pesquisa foi encontrada uma diferença significativa entre o grupo que praticou ioga e o grupo que fez alongamento.

"Nossos resultados sugerem que tanto o ioga quanto o alongamento podem ser opções boas e seguras para as pessoas que querem praticar atividade física para aliviar a dor moderada na lombar", disse Sherman.

Dor lombar também pode indicar problemas graves



Você fez uma faxina completa na casa. Pegou peso. Passou muito tempo agachado, esfregando, varrendo, limpando. No final do dia, apareceu aquela dor chata na parte de baixo da coluna, um pouco acima do bumbum. A situação descreve um caso típico de dor lombar aguda, ou seja, uma dor intensa que pode ter várias causas e tende a desaparecer com o tempo. Mas, se três meses depois da faxina essa dor ainda não foi embora, isso pode significar que a pessoa passou a sofre de um problema crônico, que precisa de uma atenção maior. E quem pensa que esses casos são raros, engana-se.

A lombalgia pode ser sintoma de um problema mais grave, por isso, o médico precisa estar atento a fatores de risco. A idade é um fator preocupante. Se a pessoa tem mais de 65 anos, aquela dor na região lombar pode indicar a presença de outras condições, como osteoporose e doenças neoplásicas (tumorais). Nas crianças, os dois diagnósticos possíveis são infecção na coluna e tumores.

A dor pode indicar também o estreitamento do canal vertebral, chamado de estenose lombar, que pode ser causa da dor. A pessoa pode perder o controle da bexiga, ou sentir dormência na região anal, na virilha.

Além disso, traumas também podem ser a causa da dor lombar, além de tumores e inflamações. Se a pessoa que sente a dor tem entre 20 e 40 anos, ela pode ter origem inflamatória. A espondilite anquilosante, por exemplo, causa uma dor que começa devagar, vai aumentado e não vai embora. A espondilite é uma doença autoimune e pode levar a incapacidade se não for tratada precocemente.

Postura errada no trabalho pode causar dores na coluna







De acordo com uma matéria publicada no portal de notícias Zero Acidentes, permanecer em posições inadequadas por muito tempo pode ocasionar dores na região lombar ou cervical. Em casos mais graves, a repetição de movimentos e a sobrecarga da coluna podem gerar até mesmo escolioses (encurvamento da coluna) e hérnias de disco. Isso acontece devido ao aumento da tensão muscular, provocada pela falta de cuidado com a postura e também por uma série de fatores de risco.

As dores nas costas podem ser potencializadas por diversos elementos, como o estresse, sobrepeso, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, permanecer sentado na mesma posição durante toda a jornada de trabalho ou ficar exposto à vibrações. De acordo com a matéria, a longo prazo esse fatores também tendem a influenciar outras áreas do corpo, como a nuca, ombros e punhos, dificultando a circulação sanguínea e contribuindo até mesmo para o surgimento de doenças como as LER/Dort, as Lesões por Esforço Repetitivos/Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Complementando essa matéria, dois estudos apontaram que a lombalgia é uma das maiores causas de invalidez ocupacional no mundo e atingem 9,4% da população mundial. O estudo reuniu dados de 187 países e, apesar de a América Latina não estar entre as regiões com maior incidência desse tipo de problema, no Brasil elas estão associadas às dores nas costas, uma das doenças que mais afastou os trabalhadores do país em 2013. Por isso, é preciso conscientizar os colaboradores a respeito da importância de cuidar da postura tanto na sua vida pessoal quanto profissional.

Por isso, investir na consciência do colaborador é um caminho eficiente para diminuir esse problema, segundo um estudo publicado na Revista Brasileira de Ciências do Esporte. A pesquisa indica que a implantação da Ginástica Laboral unida ao mobiliário adequado incentiva a correção postural tanto na vida pessoal quanto profissional dos funcionários, potencializando os resultados. Assim, a relação entre o custo e o benefício dessa prática torna-se muito boa para ambos os lados, contribuindo para a diminuição do número de afastamentos por dores nas costas. Outro caminho é investir em parcerias com academias, estúdios de pilates ou incentivando o treino coletivo, com o objetivo de prevenir a incidência dessas doenças. Unidas, essas ações podem diminuir a dor e fortalecer as articulações e a musculatura da coluna, medidas essenciais no tratamento para todas essas doenças.

Preciso operar a coluna cervical. Vou perder movimentos?

Cirurgias para hérnias de disco da coluna cervical são necessárias apenas quando o tratamento conservador não funciona ou há complicações como perda de força no braço. Nestas situações, a cirurgia consiste na retirada do disco com problema e em alguma técnica que mantenha o espaço entre uma vertebra e outra.

Dor lombar: é sempre bom investigar a causa 

A primeira e mais tradicional técnica destinada a isto é a artrodese, que nada mais é do que o implante de uma espécie de espaçador entre uma vertebra e outra, no lugar do disco removido, que é mantido no local com uma placa e parafusos.

A consequência é a perda de movimento de rotação, flexão e extensão no segmento abordado. Dependendo da idade do paciente e de suas atividades, esta perda pode ser percebida e até mesmo atrapalhar seu desempenho profissional.

Uma técnica mais moderna, mais recente, é a utilização de um disco artificial para substituir o disco acometido. A esta técnica damos o nome de artroplastia.

Nesse procedimento é implantado, entre uma vértebra e outra, um disco artificial que preserva os movimentos habituais da coluna vertebral, não causando perda de movimentos no segmento operado, mantendo a coluna mais próxima de sua situação fisiológica.

Existem inúmeros estudos na literatura internacional versando sobre a artroplastia cervical. A imensa maioria dos estudos compara os pacientes submetidos a artroplastia cervical (prótese de disco total) aos submetidos a técnica convencional, isto é, microdiscectomia e artrodese com ou sem placa.

Além dos estudos clínicos sobre o assunto, há excelentes estudos que analisam biomecanicamente as duas opções.

Um estudo interessante foi o desenvolvido pelo Laboratório de Biomecânica Aplicada da Universidade de Washington, em que os pesquisadores avaliam o comportamento dinâmico, e não estático, de três modelos: um com o disco intacto, o outro submetido a fusão e o terceiro ao implante de uma prótese discal.

O estudo chegou à conclusão de que o modelo submetido à fusão apresenta a maior rigidez e a menor histérese de todos (uma menor capacidade de absorção de energia), sendo o espécime submetido a artroplastia o que mais se aproximou da coluna intacta. Na realidade, o espécime submetido à fusão apresentou rigidez treze vezes superior ao espécime submetido à artroplastia.

Em outro estudo publicado na renomada revista Spine, ainda em 2003, Davis e equipe já chamavam atenção para uma redução na amplitude de movimento nos pacientes submetidos à técnica convencional com placa e a um aumento do ângulo de movimento dos discos adjacentes, fato este que explicaria o aparecimento, a uma taxa de 2-3% ao mês, de novos sintomas e novas degenerações dos discos adjacentes. 

Os autores ainda destacam que nos pacientes submetidos a técnica de prótese de disco total, também conhecida por artroplastia, tais alterações não ocorreram, não alterando os padrões de movimentação normais da coluna cervical. Este estudo foi realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Tennessee em conjunto pelos departamentos de Neurocirurgia e de Engenharia Biomédica.

Os estudos clínicos, por sua vez, também atestam a superioridade da artroplastia sobre a técnica convencional de microdiscectomia + placa.

Em agosto de 2009, na revista Neurosurgery, foi publicado um artigo com acompanhamento de 463 pacientes que foram acompanhados por um período de quatro anos após a cirurgia. Os que foram submetidos ao procedimento com placa apresentavam melhora de cerca de 73% contra 86% dos que foram submetidos à artroplastia.

Outro estudo, publicado na mesma edição da revista, realizou o acompanhamento de 541 pacientes por cinco anos após a cirurgia e, novamente, mostrou a superioridade da artroplastia. Os pacientes submetidos a artroplastia mantiveram o movimento fisiológico de sua coluna até o término do estudo (que os acompanhou por cinco anos).

O grupo de pacientes submetidos a artroplastia também necessitou menos de nova cirurgia do que o grupo de pacientes submetidos à técnica convencional (microdiscectomia + placa).

Em 2011 Heller e colegas apresentaram maiores detalhes do seu estudo publicado no Neurosurgery em 2009. Desta vez os resultados foram publicados na prestigiosa revista The Journal of Bone and Joint Surgery. Desta vez publicaram o artigo completo, com follow up de quatro anos e nível de evidência CLASSE I (este é o maior e mais respeitado nível de evidência existente na literatura médica).

O artigo revelou que após quatro anos de acompanhamento o grupo de pacientes submetidos a artroplastia continuava apresentando resultados superiores ao grupo de pacientes submetidos a microdiscectomia+placa, considerados os parâmetros de avaliação com instrumentos específicos de mensuração de dor (Neck Disability Index, neck pain score, arm pain score and Short Form-36 physical component score) bem como o sucesso referido pelo paciente.

Além disto, apesar do aparecimento de calcificações heterotópicas, a prótese discal manteve sua capacidade de movimento (8.48 graus) mesmo após os quatro anos de follow-up.

Walraevens e colaboradores publicaram em 2010, também no Neurosurgery, um artigo que avalia a capacidade de movimentação dos pacientes submetidos ao implante de prótese de disco cervical . Apesar de uma alta taxa de calcificações (até 39%), houve manutenção da movimentação normal da coluna cervical em mais de 85% dos pacientes.

Em um recente (2012) artigo publicado na revista Journal of Neurosurgery Spine envolvendo Universidades da Califórnia, Carolina do Norte, Wisconsin, Georgia, Chicago e Taiwan, Mummaneni e equipe chegaram a conclusão, após análise de 1213 pacientes por pelo menos dois anos, que pacientes submetidos a artroplastia apresentam um risco significativamente menor de necessitar de uma segunda cirurgia e maior taxa de sucesso após dois anos.

Em 2009 Vila e colaboradores publicaram na revista European Spine Journal um artigo sobre os resultados clínicos e radiológicos em pacientes submetidos a prótese discal com follow-up de até dois anos. O estudo evidenciou manutenção do movimento normal da coluna em até dois anos mesmo com o aparecimento de calcificações heterotópicas em 85,5% dos pacientes. Na realidade, a presença de calcificações heterotópicas não alterou os resultados clinicos.

Outros estudos, como o realizado em 2007 e publicado na revista Journal of Neurosurgery Spine, envolvendo cinco Universidades americanas, chegaram a resultados similares. Neste estudo em particular, Zdeblick e pesquisadores associados chegam à conclusão que a prótese de disco mantém o movimento normal da coluna após dois anos, sendo ainda evidente a associação entre seu uso e um melhor resultado neurológico, melhor resultado clínico e menor taxa de segundas cirurgias.

Desta forma, após a análise da literatura citada (muitos outros artigos poderiam ser listados) concluimos que a melhor opção para o paciente é a prótese discal. Tal conclusão se baseia em diversos critérios, todos benéficos para o paciente: manutenção da movimentação normal da coluna cervical, menor risco de necessidade de nova cirurgia, melhores resultados clínicos, menor incidência de dor pós-operatória, menor incidência de disfagia (dificuldade para deglutir), melhores resultados neurológicos e restauração da coluna cervical aos parâmetros fisiológicos

Se podemos oferecer todos estes benefícios ao paciente, preservando sua mobilidade normal, porque recair sobre uma técnica antiga que não lhe traria tantos benefícios e ainda lhe limitaria a mobilidade?