sábado, 5 de abril de 2014

Pilates para Coluna é alternativa no pós-tratamento de dor crônica

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É muito comum pacientes que se submeteram a tratamento para problemas na coluna vertebral, seja cirúrgico, medicamentoso ou fisioterapêutico, apresentarem dúvidas a respeito do que fazer para que as dores não voltem mais. O medo e a dificuldade de encontrar uma atividade segura fazem com que estes pacientes não realizem nenhum tipo de trabalho preventivo ou de manutenção dos resultados obtidos com o tratamento.

O personal e educador físico, André Ferreira, destaca que as mulheres são as mais vulneráveis. A proporção hoje é de um homem doente para cada três mulheres com dor crônica, especialmente nas pernas e costas, nos pés e na cabeça. “A dor crônica ocorre sem que haja estímulo doloroso, como acontece com boa parte das lombalgias, não tem função de ser sintoma de outra doença, persiste mesmo com a interrupção do estímulo doloroso e dura mais de três meses. A dor crônica é diferente da dor aguda, que é um mecanismo de proteção, já que serve para avisar o organismo de que algo não vai bem. Além disso, a aguda vai embora assim que a origem do problema desaparece, e a dor crônica, é como se o alarme de um carro fosse disparado sem que ele estivesse sendo roubado”, afirma.

O especialista em fisioterapia músculo-esquelética e instrutor de Pilates há 9 anos, Tiago Conti Ribeiro, destaca que a atividade física regular mantém as estruturas osteomusculares preparadas para a sobrecarga diária, previne novas lesões, melhora o condicionamento físico, corrige maus hábitos posturais e melhora a qualidade de vida do indivíduo. “O Pilates tem se tornado importante aliado no pós-tratamento para coluna vertebral por ser uma atividade acompanhada por um fisioterapeuta, o qual deve estar presente durante a execução de todos os movimentos, corrigindo postura e garantindo a boa execução do exercício. O método não só previne novos episódios de dores na coluna como pode ser utilizado a fim de preparar esses pacientes para a prática de esportes”, ressalta.

O especialista Tiago Ribeiro afirma que no método conhecido como “Pilates para Coluna” o paciente recebe o auxílio de um aparelho de biofeedback chamado de Stabilazer. “Com esse equipamento é possível monitorarmos a aprendizagem do paciente iniciante na modalidade com intuito de garantir a contração eficiente da musculatura mais profunda e estabilizadora da coluna. Esse trabalho auxilia no pós-tratamento de problemas como dor lombar, dor cervical, discopatia degenerativa e até mesmo hérnia de disco, através da conscientização da contração dos músculos que protegem a coluna vertebral. Desta forma, evitamos novos episódios de dor nas costas e garantimos uma melhor qualidade de vida”, completa o fisioterapeuta.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Osteopatia combate dor lombar no período menstrual

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O período menstrual é um período de mudanças do organismo que ocorre todos os meses. O fluxo de hormônios ligados aos ovários e útero aumenta bastante, por conta disso, ocorrem alterações teciduais, ampliação da retenção hídrica, distensão da parede uterina, dentre outras coisas. Os sintomas ligados ao período menstrual ou da ovulação mudam de mulher para mulher. É bastante comum, no entanto, a queixa de lombalgia ou dor em membros inferiores ligados ao período menstrual. Isso pode ser explicado pela distensão uterina e retração dos ligamentos que ligam o órgão à cintura pélvica.

O que muitos não sabem, conta Sousa, é que a osteopatia – técnica manual que age na origem da dor -, através de técnicas uterinas específicas (internas e externas), devolve a motilidade ao órgão e aos tecidos que o rodeiam diminuindo e, muitas vezes, eliminado as queixas ligadas ao período.

Q osteopatia é indicada em inúmeros casos. As contraindicações apenas seriam para quadros agudos de inflamação/infecção do útero ou regiões próximas, câncer, etc. O osteopata pode avaliar caso a caso e determinar o prognóstico do tratamento. Por isso, sempre que o período menstrual culminar com dores ou alterações importantes que incapacitem o bom funcionamento do organismo (sobretudo de músculos e articulações), a osteopatia é indicada e tem excelentes resultados.

Para quem se interessar, o tratamento se baseia em uma avaliação de causas e efeitos (minuciosa). Detectada a relação das queixas de dor com o período menstrual ou ovulatório, o osteopata analisará que tipo de intervenção é necessária. Por exemplo: o útero pode estar disfuncional em decorrência de uma cicatriz cesárea, por alterações hormonais, por problemas emocionais, etc. A anamnese ditará o tratamento e o prognóstico.

As queixas melhoram muito no momento da aplicação das técnicas e tendem a perdurar conforme o tratamento avança. Outros sintomas de melhora, além das dores lombares, podem ser sentidos, como: diminuição do edema, ausência de dor durante a relação sexual e menor retenção de líquidos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Acidentes de carro e má postura: lesões que podem ser evitadas


O período de férias escolares está terminando e agora é hora de voltar para casa e retomar a rotina. O momento de prazer com a família infelizmente pode se transformar em um trauma devido à violência do trânsito brasileiro e também em decorrência de lesões na coluna vertebral consequentes da má postura no automóvel.

Somente durante o feriado de Ano-Novo as rodovias paulistas registraram 37 mortes. De acordo com o balanço divulgado pelo Comando de Policiamento Rodoviário, foram 1.041 acidentes, com 702 vítimas.

As lesões em "chicotes no pescoço" (whiplash) são os traumas mais comuns na coluna vertebral causados por acidentes automobilísticos. São resultantes da transferência de energia para região cervical, devido a aceleração ou desaceleração bruscas.

A postura correta dos condutores e passageiros pode evitar ferimentos mais graves. A coluna deve estar totalmente apoiada no banco, com as pernas e braços levemente flexionados, no caso do motorista é necessário segurar o volante com as duas mãos e todos precisam utilizar o cinto de segurança.

Mas os acidentes não são os únicos riscos para a coluna vertebral. A má postura durante longos períodos dentro do carro são extremamente prejudiciais à saúde. Muitas pessoas trabalham dirigindo, em viagens distantes e podem desenvolver, por exemplo, hérnia de disco, devido à posição sentada na qual a sobrecarga lombar é muito maior. O correto é, além da postura no assento, fazer pausas a cada duas horas e alongar o corpo.

A  atividade física para fortalecer a musculatura é indispensável para se evitar lesões.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lesões na coluna são mais recorrentes em certas profissões


Telefonistas, dentistas, manicures e cirurgiões são profissionais que ficam com a coluna vertebral em uma mesma posição por um longo tempo. Para evitar dores e problemas maiores, são necessários cuidados preventivos. A má postura pode causar dor, que é um sinal de que algo está errado. Quanto antes o problema for tratado, melhor, pois é possível evitar que evolua para lesões mais graves.

Alguns sintomas da postura errada são formigamentos e dores agudas, que podem afetar outros membros, como ombros e joelhos. Ficar muito tempo sentado ou com o tronco arqueado, como fazem os médicos ao examinar pacientes ou em cirurgias, pode causar essas dores e também lesões. "Esses profissionais chegam a desenvolver escolioses (desvios ou encurvamentos da coluna vertebral), hérnias e deslocamentos de discos", alerta.

Para quem trabalha com digitação, como jornalistas e programadores, os problemas podem ser maiores. "Esses profissionais poderão sofrer com dores lombares e cervicais e ainda ter tendinite (inflamação que causa dores ao movimentar a mão), epicondilite (inflamação nos tendões do cotovelo) e síndrome do túnel do carpo (uma compressão do nervo mediano do canal do carpo, que fica entre a mão e o antebraço)", acrescenta.

Como prevenção, o Dr. Giuliano Martins indica manter uma boa postura pelo maior tempo possível. "O corpo precisa estar fortalecido, por isso é importante fazer alongamentos durante o período de trabalho e praticar uma atividade física de quatro a cinco vezes por semana. Dessa forma, a pessoa fortalece os membros e diminui os riscos de lesões", recomenda. "Ao sentir dor, é essencial procurar um profissional da saúde e não usar medicamentos sem orientação, pois pode mascarar a dor e não resolver o problema", alerta.

Dicas para uma boa postura

Para quem fica muito tempo sentado e em frente ao computador, Dr. Giuliano Martins recomenda verificar o posicionamento do corpo na cadeira e distância e altura da mesa e do monitor. Algumas dicas são:

- a cadeira deve ter rodinhas, regulagem de altura e encosto e apoio para os cotovelos.

- o monitor deve ficar na altura da cabeça, um pouco abaixo da linha dos olhos. A cabeça não pode se curvar para cima, pois esse movimento provoca tensão e dores na região do pescoço. Para quem utiliza lentes progressivas, o monitor deve ficar um pouco mais abaixo para evitar que a cabeça se curve.

- os calcanhares devem ficar apoiados no chão ou em uma rampa.

- os joelhos devem ficar em um ângulo de 90 graus ou suavemente mais altos que o quadril, pois se estiverem muito dobrados, podem prejudicar a circulação normal das pernas.

- os cotovelos devem ficar apoiados na mesa ou nos braços reguláveis da cadeira.

- o encosto da cadeira precisa ficar sempre em contato com a região lombar.

- os punhos devem estar apoiados em uma peça confortável.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Terapia manual pode elimiar dores na coluna


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida. Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados, reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação.

Acesse o blog Faça Fisioterapia

"A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente", explica Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares.

Direto no local

 Ele explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira, como dores na coluna cervical e coluna lombar.

É a partir desta premissa que a terapia manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural).

A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997, a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.

Mãos na massa

A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.

 Fonte: Yahoo

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dor no nervo ciático quase sempre é sintoma de hérnia de disco

A cirurgia é indicada só para pacientes graves que não melhoram com tratamentos conservadores


A dor no nervo ciático – aquela que se inicia na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou das duas pernas – é na verdade um sintoma de outro problema.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 90% das queixas, esse tipo de dor é o motivo de hérnia de disco afeta cerca de cinco milhões de brasileiros. Os outros 10% podem ter causas como atividades físicas pesadas, posturas erradas, tumores e fraturas na coluna.
 
A hérnia de disco é uma doença que ocorre pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais lombares ou cervicais, que acabam pressionando as raízes nervosas mais próximas, provocando a dor. Com o passar do tempo, o problema chega a interferir na qualidade de vida, até mesmo limitando atividades rotineiras. Além da dor no nervo ciático, acompanhada de dormência e fraqueza que correm para as pernas e dedos, o paciente pode apresentar ainda sintomas como formigamento e dor na região do quadril.

Mais comum em pessoas entre 30 e 50 anos, o problema acontece quando o disco intervertebral é enfraquecido ou sobrecarregado, sofrendo pequenas fissuras e rompendo as fibras que o constituem. Isto faz com que o núcleo pulposo (um material semelhante a uma gelatina de cor esbranquiçada que fica dentro de cada disco e que serve como amortecedor da coluna) ultrapasse seus limites, isto é, vá para fora do disco, pressionando o nervo que passa bem ali ao lado, no caso o ciático.
 
Outros fatores

Fatores como envelhecimento natural, exercícios físicos intensos praticados por atletas "de fim de semana"; o vício de manter a coluna com postura errada, ou o hábito de carregar pesadas mochilas nas costas (que começa ainda na infância) prejudicam a coluna ao longo do tempo e também levam à dor no nervo ciático.  

Muitos homens têm o costume de levar a carteira no bolso de trás da calça, sempre do mesmo lado, e não a tiram de lá quando sentam no carro, nem quando chegam ao trabalho. Acabam passando várias horas do dia com um desequilíbrio na postura em função da carteira no bolso. Anos depois, começam a aparecer as dores e a pessoa nem imagina o motivo.

Para avaliar se a dor no nervo ciático é decorrente de hérnia de disco ou de alguma outra causa, deve-se procurar um especialista, que poderá dar o diagnóstico correto. "O exame é clínico e só pode ser feito pelo médico, que analisará o quadro e, dependendo do caso, solicitará exames", explica Elias.


Tratamentos
 
Em relação ao tratamento, a dor é bem controlada com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares). E que podem ser acompanhados de fisioterapia analgésica, RPG ou acupuntura, sempre sob orientação médica.

A acupuntura, por exemplo, é amplamente empregada para aliviar a dor. E a melhora já ocorre após algumas sessões. Mas, ao contrário do que se pensa, apenas os pacientes graves, que não apresentam melhora da dor com os tratamentos conservadores, possuem indicação para cirurgia.

Nestes casos, a técnica cirúrgica empregada é videolaparoscópica, em que são feitos pequenos cortes na pele e no músculo para remover esse material gelatinoso que causa a pressão contra o nervo, com o auxílio de um microscópio. Em 95% dos casos, a melhora do paciente é significante ou definitiva.

Apenas a remoção da hérnia é suficiente na extrema maioria dos casos. Alguns pacientes, no entanto, podem necessitar de cirurgias maiores e invasivas, como o implante de parafusos que, no entanto, é importante observar, deve ser considerada uma rara e última opção.

A técnica para remoção de hérnia é realizada apenas em 5 a 10% dos pacientes. A dor de hérnia de disco só leva à cirurgia quando o paciente tem a chamada dor refratária, que persiste após cerca de quatro meses de tratamento e repouso".

Mudança de hábito

Para evitar o problema, é preciso adquirir hábitos saudáveis como: cuidar da postura, carregar peso de forma correta, praticar atividade física com orientação, não ter sobrepeso, não ser sedentário e não ficar horas seguidas sentado no trabalho. Deve-se mudar a posição, levantar, alongar e caminhar em intervalos de uma hora durante o trabalho ou estudo.

É importante praticar atividade física regular e ter o peso equilibrado: Assim, a musculatura se mantém mais firme, o que ajuda a preservar a coluna no lugar e sem sobrecarga, contribuindo para afastar as dores do nervo ciático. Porém, atividades físicas como caminhar ou nadar são contraindicadas durante uma crise aguda (com dor forte) porque existe o risco de se agravar o problema.

Desde criança, deve-se observar a postura. Ao assistir TV, ao estudar, ao brincar. E a mochila da escola deve ser a de rodinhas, para não ter de carregar o peso do material. Além disso, é preciso escolher atividades físicas que não forcem a coluna, a exemplo da natação. Já outras práticas esportivas que envolvam saltos frequentes e sem o devido preparo da musculatura, como acontece muitas vezes com crianças que praticam ginástica olímpica, devem ser evitadas para afastar problemas futuros.


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